Contagem regressiva

Chegamos ao Rio. Hoje à noite tem réveillon em Copa -- com trasmissão tipo praticamente quase ao vivo aqui pelo blog. Nossos anfitriões (que não estão na cidade) nos deixaram um prosecco e frutas chiquérrimas na geladeira. Estou pensando seriamente em nunca mais sair daqui. Alguém aí conhece um bom advogado especializado em usucapião urbano?



Escrito por Ricardo Freire às 13h24
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Águas de maio

Duas respostas rapidinhas para perguntas deixadas nas caixas de comentários.

 

Andréia, maio é realmente um dos meses mais chuvosos de Noronha (300 mm, segundo o Climatempo). Minha primeira vez na ilha foi num mês de maio; fiquei quatro dias, fez dois dias de sol e dois nublados-chuvosos. Se você for nessa época, recomendo que não fique numa pousada domiciliar genérica – os pacotes mais baratos não especificam em qual pousada você vai se hospedar, e se você der azar pode ficar numa bem ruinzinha. Uma pousada com ótima relação custo x benefício, principalmente na baixa temporada, é a Colina dos Ventos (www.pousadacolinadosventos.com.br). Quanto ao fato de as operadoras juntarem Noronha com outro destino, é por razões comerciais: o cliente normalmente acha que sai ganhando ao visitar dois lugares numa viagem só. Bobagem. Noronha merece uma viagem específica, e se por acaso for combinado com alguma outra coisa no continente, precisa ficar por último, porque não há praia do continente que resista à comparação com as da ilha. Em maio, especificamente, essa combinação é terrível, já que chove bastante no Nordeste (mais até do que em Noronha). Minha sugestão é: invista numa semana em Noronha, numa pousada em que você não fique deprimida de ficar nos momentos em que chover ;-)

 

 

Mara, eu não sou essa autoridade toda em tempo nos Lençóis Maranhenses (só estive uma vez, agora em setembro). Mas eu sei como você se sente: cada lugar na Internet fala de uma época diferente para se ir aos Lençóis. Pelo que eu entendi (e se houver leitores maranhenses assistindo à nossa conversa, por favor, metam a colher), em maio já deu tempo suficiente para as lagoas encherem de novo (as chuvas costumam recomeçar em janeiro). Segundo o gráfico da Climatempo, o auge das chuvas nos Lençóis se dá em março e abril, quando chove 400 mm. Em maio o volume já baixa para 200 mm – mais ou menos como no verão do Sudeste. O que eu não sei é como essas chuvas se comportam, se dá um pé-d’água todo dia num determinado momento, ou se chuvisca chatinho o dia inteiro. Sem medo de errar, o que eu posso te dizer é que o melhor mesmo é ir a partir da segunda quinzena de junho, quando chove pouco (a partir de agosto, não chove absolutamente nada), até a primeira quinzena de setembro (quando uma ou outra lagoa já podem ter secado, mas no geral você não perde a viagem).



Escrito por Ricardo Freire às 07h23
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Skyline

Você vem rodando pela BR 101 catarinense na direção norte e, de repente, pumba: Camboriú espouca, feito champagne, fogos de artifício ou uma bomba (você decide), bem do ladinho da estrada, sem nenhum arrabalde que prepare o espectador para a sua aparição.

 

Não tem vez que eu não me impressione.

 



Escrito por Ricardo Freire às 21h59
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Boato

Dizem que o dono do blog encarnou um velho personagem seu, o Farofeiro Chic, e foi passar o dia em Floripa.

 

Parece que o cara fez o filé do Norte da Ilha em doze horas para colocar no blog – e que o resultado tem tudo para ficar bem engraçado.

 

Entretanto, consta também que ele está atrasado com outras coisas que precisam ser publicadas antes da farofa ilhoa.

 

 

Paciência, senhores passageiros. O verão é uma criança!

Escrito por Ricardo Freire às 23h43
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Cadê os posts, tio?

Senhores passageiros: eu sei que estou devendo os posts e mais posts do sul da Bahia que eu tinha prometido.

 

Felizmente eu tenho duas desculpas para dar. Uma delas se chama João. A outra, Manuela.

 

 

 

Tô desculpado?

Escrito por Ricardo Freire às 21h29
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Moda praia

Nem todas as areias brasileiras se renderam às abomináveis cadeiras (e mesas!) de plástico. Em algumas praias ainda predominam as cadeiras rústicas de madeira; em outras, o padrão continua sendo o das simpaticíssimas cadeirinhas de alumínio com encosto de nylon.

 

A maior reação à breguice, no entanto, vem de bares e barracas que combatem a plastificação das praias com charme, estilo e bossa. O epicentro desse, digamos, movimento, é o Sul da Bahia – onde combinação esteira de taboa + almofada de chita saiu da praia do Espelho (onde nasceu, em algum lugar entre o restaurante da Silvinha e o bar do Baiano) e se espalhou por toda a região, do Arraial d’Ajuda à Ponta do Corumbau.

 

Restaurante da Silvinha, Espelho

 

Baiano (bar, restaurante, pousada), no Espelho

 

Estrela do Mar, no Espelho

 

(Continua no post abaixo)

Escrito por Ricardo Freire às 21h47
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Em alguns lugares a dupla taboa + chita se faz acompanhar de toldos de panos coloridos (vistos pela primeira vez na região há cinco anos, na primeira encarnação da Pousada São Francisco do Corumbau).

 

Pousada e restaurante Canal do Pampo, na Ponta do Corumbau

 

Bar do Sting, na praia do Araçaipe, no Arraial d'Ajuda

 

Bar da Praia, Caraíva

 

Cauim, Trancoso

 

(Continua no post abaixo)



Escrito por Ricardo Freire às 21h34
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Outros não seguem exatamente essa fórmula, mas oferecem pouso e sombra a todos os alérgicos ao contato do plástico com areia.

 

Magnólia, na praia do Mucugê, e Casa do Sol, na praia do Parracho, no Arraial d'Ajuda

 

Pé na Praia e Club de Mar, Trancoso

 

 

Tostex, Trancoso



Escrito por Ricardo Freire às 21h22
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Para Salete

Salete, minha passagem este ano por Cumuruxatiba não foi nem relâmpago; foi um flash. Por um motivo: para aprofundar meus conhecimentos sobre Cumuru, eu vou precisar ficar por lá durante a temporada – vou ver se consigo voltar antes do carnaval. No Freire’s (clique aqui) você pode ler o que eu penso sobre Cumuru. Adiantando: em Cumuru você encontra um sul da Bahia sem a afetação, por exemplo, de Trancoso. O astral é alternativo, porém bem mais certinho do que em Caraíva (ou Itaúnas). Só não espere encontrar praias bonitas como a do Espelho ou a do Corumbau...

 

A praia mais bonita de Cumuruxatiba é a da  Barra do Caí – a 16 km de carro.

Escrito por Ricardo Freire às 21h21
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Boletim das estradas (II)

Senhores passageiros: nesse instante faço parte do seletíssimo grupo de caminhoneiros que percorreram as estradas do sul da Bahia ao sul de Santa Catarina nos últimos cinco dias. Hoje foram 780 km entre São Paulo e Garopaba.

 

 

De São Paulo até Floripa o caminho está ótimo. Apenas 33 km na Régis Bittencourt (aos forasteiros: o nome da BR 116 entre São Paulo e Curitiba) não estão duplicados; nesse trecho, o limite de velocidade é 60 km/h e existem umas dez lombadas eletrônicas.

 

A ponte que caiu perto de Curitiba há mais de um ano (lembra?) ainda não foi reconstruída – e por isso o tráfego é desviado para uma pista simples por 2 km. Hoje (25 de dezembro) a estrada estava vazia; num dia de trânsito normal não sei o quanto esse gargalo atrapalha o fluxo.

 

De Curitiba até 20 km depois de Floripa a pista é inteiramente duplicada e está em bom estado. As obras de duplicação do trecho mais ao sul da BR 101 começaram agora – mas vi mais placas do que obras propriamente ditas.

 

(Foi nesse trecho que, chocado, medi 17 km de engarrafamento na volta do Natal em direção a Floripa. Caramba, é muito estranho ver estrada engarrafada fora de São Paulo ou do Rio.)

Escrito por Ricardo Freire às 20h08
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Selamat Natal!

É como se diz Feliz Natal em indonésio e em malaio – devido à influência de um povo que gostava muito de viajar de navio no século XVI.

São os votos deste blog viajandão a todos os passageiros.

 

 

(Espero começar a postar sobre o sul da Bahia amanhã.)



Escrito por Ricardo Freire às 14h26
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Réveillon no frio

Um amigo me ligou pedindo dicas para o Réveillon em Roma. Não vou a Roma desde o tempo em que a moeda era.... era... era qual, mesmo? Ah, sim: lira. (Esses países da Europa vivem trocando de dinheiro, você sabe.)

 

Ainda assim, não deixei de dar algumas dicas – que funcionam para todo lugar da Europa ou da América do Norte onde um brazuca passe a virada do ano. (Mas falo de um brazuca acompanhado – da cara-metade, da família ou de amigos; passar o réveillon sozinho no frio é masoquismo!)

 

Antes de mais nada, não crie muita expectativa. Réveillon fora do Brasil não tem graça nenhuma. Mais esquisito do que não poder vestir branco nem pular sete ondas é estar em meio a pessoas que não sabem que no Réveillon se deve vestir branco e pular sete ondas. Cambada de ignorantes!

 

Minha sugestão: mesmo se você tiver grana para torrar, não invista numa dessas ceias caríssimas que se fazem em restaurantes, hotéis e algumas boates. É roubada.

 

Faça assim: na manhã do dia 31, compre o jornal. Depois, passe num mercado, numa mercearia ou numa delicatessen, e encha uma sacola de coisinhas chiques e gostosas. Passe depois numa loja de bebidas e faça um pequeno estoque de champagne. (Se não houver espaço no frigobar, use o parapeito da janela como geladeira.) Veja no jornal onde vão ser as festas de rua. Vá na maior delas. Abra o primeiro champagne por lá, à meia-noite.

 

Depois, volte para o seu quarto de hotel com seus companheiros de viagem, e façam um piquenique de Réveillon sobre a cama com as coisinhas chiques que você comprou no mercado.

 

Aposto que você vai lembrar desse como um dos melhores Réveillons da sua vida. (Eu fiz um assim em Paris e nunca vou me esquecer.)



Escrito por Ricardo Freire às 14h18
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Da caixa de comentários

Marcela, nessa correria de fim de Bahia eu precisei escolher entre visitar as pousadas de Serra Grande ou a Pousada da Lagoa, em Una. Optei pela de Una porque acho que só vou conseguir avaliar completamente Serra Grande se dormir por lá. A cor do mar espelha a sua localização – a meio do caminho entre Itacaré e Ilhéus. Ou seja: quando Itacaré está azulzão, em Serra Grande está azulzinho; quando Itacaré está meio turvo, em Serra Grande está um pouquinho mais turvo. Tenho ouvido falar muito bem da Sukhavati. De todo modo, é um destino para quem quer ficar quieto e relaxado; a vila de Itacaré está a 35 km – e aquelas curvas não são o melhor programa depois de uma noitada, não.

 

Bruno, ainda vou tentar voltar ao Espírito Santo durante o verão. Mas dá para dizer que a expedição começou em julho, no festival de forró de Itaúnas...

 

 

Curva da Jurema, Vitória (foto de 2004)

 

Paula, não vou pra Ponta dos Ganchos, não. Vou pra Garopaba e fico na casa da minha família. Mas passo o réveillon no Rio.

 

Lúcio, indico a Costa das Baleias para... observar baleias, de julho a outubro...

 

Caroline, fora de temporada Morro de São Paulo costuma ser mais animado que Itacaré. Vá para Itacaré se você quer curtir trilhas, canoagem ou surf. Senão, vá para Morro.

Escrito por Ricardo Freire às 13h58
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Boletim das estradas

Ufa – cheguei. Nos últimos três dias, rodei quase 1.800 quilômetros – sendo 220 km em estrada de terra.

Se você está subindo para o Nordeste neste fim de ano, saiba que:

 

1) Mesmo com as chuvaradas do começo do mês, as estradinhas de terra do Sul da Bahia estão perfeitamente transitáveis; as prefeituras de Porto Seguro e Prado arrumaram as pontezinhas e passaram a patrola em todas elas. Eu andei entre Trancoso, Espelho e Caraíva a 40 km/h; entre Guarani e Corumbau a 50 km/h; e entre Corumbau e Cumuruxatiba a 60 km/h. (Depois de 100 km de terra num mesmo dia, eu experimento um sentimento de completo desapego ao patrimônio e a questões comezinhas da vida material)

 

2) A BR 101 baiana foi recauchutada, mas só em parte: passaram asfalto novo nos trechos mais calamitosos (incluindo o pior deles, entre Itamaraju e Eunápolis), mas vários trechos continuam com asfalto antigo (e quantidade variável de buracos).

 

3) No Espírito Santo a BR 101 está em bom estado, com buracos apenas no contorno de Vitória. (Se você for pernoitar em Vitória, pegue a Rodovia do Sol e entre por Vila Velha; é mais bonito e a estrada é ótima.)

 

4) A ponte que caiu na BR 101 fluminense já ganhou uma alternativa no próprio local, sem desvio. Mas nos arredores de Campos e sobretudo na saída norte do Rio de Janeiro a situação é las-ti-má-vel. Não há explicação governamental, em nenhuma esfera administrativa, que dê conta de tanto descaso.

 

5) Depois de passar pela 101, fazer Rio-São Paulo pela Dutra e Carvalho Pinto faz você se sentir numa auto-estrada da Europa. Mas o preço parece vir em euros: somados, os cinco pedágios me deixaram R$ 33,50 mais pobre.

 



Escrito por Ricardo Freire às 15h19
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Expedição Pé-na-areia: 83º. e 84º. dias

Quando: 20 e 21 de dezembro, terça e quarta

Onde: de Trancoso a... Teixeira de Freitas, passando por Espelho, Caraíva, Corumbau e Cumuruxatiba

Teixeira de Freitas??? Já estou na BR 101, descendo com meu carro para São Paulo

E depois? Passando o Natal já tem Santa Catarina

Ah, bom!: eu sabia que você ia dizer isso

Tempo: ensolarado

Trilha sonora: Balacobaco (caramba, como é bom esse CD da Rita Lee), no alto-falante do Boteco do Pará, em Caraíva

Hospedagem: pousada clássica de Caraíva e um hotel, bem, executivo em Teixeira de Freitas

Gourmet acidental: lagostins grelhados com farofa de dendê, numa barraca da praia de Cumuruxatiba

Não desligue: foram cinco dias deslumbrantes, que vão render um lindo material; só preciso de um tempinho para editar

DataCoco: R$ 3,50 no bar do Baiano, no Espelho

 

 

Vista do Bar do Pará, à beira do Rio Caraíva

Escrito por Ricardo Freire às 05h25
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Expedição Pé-na-areia: 81º. e 82º. dias

Quando: 18 e 19 de dezembro, domingo e segunda

Onde: de Santo André a Trancoso, passando por Porto Seguro e Arraial d’Ajuda

Tempo: ensolarado

Trilha sonora: Livro, o axé conceitual de Caetano

Hospedagem: pousada econômica e charmosinha no Arraial d’Ajuda, e pousada gay-friendly em Trancoso

Não corra, Riq, não corra: os posts vão ser curtinhos, falou?, senão eu não consigo acabar a Bahia antes do Natal

Gourmet acidental: salada verde com queijo de coalho grelhado e chutney de manga, no Tostex Praia, em Trancoso

DataCoco: R$ 2 na praia da Pitinga, no Arraial d’Ajuda

 

 

Magnólia, o clube bacana da praia do Mucugê, no Arraial

 

 

Minha religião me obriga a dar uma passadinha em Trancoso pelo menos uma vez por ano

Escrito por Ricardo Freire às 09h53
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Maria Nilza é muito chique

Não é de hoje que as moquecas de Maria Nilza, na praia de Guaiú, em Santo André, são famosas. Alguns anos atrás o Guia 4 Rodas chegou a dar uma estrela para o restaurante dela. Eu é que nunca tinha ficado o tempo suficiente em Santo André (25 km ao norte de Porto Seguro, incluindo uma travessia de balsa) para ir até lá conferir. (Tenho problemas com lugares onde o mar não é azul, você sabe.)

 

Mas se tivessem me avisado antes que o restaurante de Maria Nilza fica na esquina de um rio com o mar, e que Maria Nilza, além de cozinheira espetacular, é uma lady que põe toalhas de renda nas mesas e se recusa a usar mesas e cadeiras de plástico, eu já teria ficado freguês há muito tempo.

 

 

 

Maria Nilza é uma lady, e meu arroz de polvo estava sensacional 

Escrito por Ricardo Freire às 09h50
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Fumi é muito louco

A placa do restaurante dizia: GODZILLA – comida asiática – chef japonês. Olhei pelo vidro da cozinha aberta e... de fato: só o Japão produz japoneses loiros. Para ver se a “comida asiática” também era de verdade, pedi dois tipos de rolinhos vietnamitas – um recheado com macarrão de feijão e frango picante, e o outro com camarão e macarrão de arroz – e adorei. Depois do jantar, Fumi (o chef japa loiro) veio até a minha mesa, trocar monossílabos em português (“conversar” é um verbo um pouco exagerado para descrever a ação) e me humilhar com uma Hasselblad da sua coleção.

Godzilla, na praça da pousada Erva Doce, no Arraial d'Ajuda



Escrito por Ricardo Freire às 09h39
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Não dá pra não registrar

Na estrada entre Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália.



Escrito por Ricardo Freire às 09h36
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Simplesmente um luxo

Não vou enganar você. Tirolesa, pra mim, é uma espécie de torta. “Rafting!” é uma onomatopéia de espirro. Eu até gosto de trilha – contanto que não tenha mato em volta. Mas não me acuse de não ter feito ecoturismo em Itacaré: fui ver onde você deve ou não deve aplicar suas verdinhas.

 

 

 

Quer aplicar suas verdinhas no Village Itacaré, que leva você de van até a Prainha? Eu deixo.

 

 

 

Quer aplicar suas verdinhas no Txai, que tem um spa nas alturas? Eu incentivo.

 

 

Quer economizar suas verdinhas ficando na Vira Canoa, que é uma graça? Boa idéia.

Escrito por Ricardo Freire às 23h37
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Fotoblog: Pousada Fazenda da Lagoa, Una

Entre Itacaré e a região de Porto Seguro eu dei uma entradinha para visitar uma pousada chique que abriu em Una, 30 km ao norte de Comandatuba. Fui sem muito entusiasmo, porque não gosto do tom chocolate-caseiro-de-Ilhéus do mar de toda essa região.

 

Senhores passageiros: não mudei minha opinião a respeito do mar, mas fiquei apaixonado por todo o resto – a lagoa, o rio, os bangalôs meio anos 60, a piscina de raia cercada de mato, a carioquice da decoração. Enfim. Mais um motivo para a gente não desistir de jogar na loteria todas as semanas.

 

 

 

 



Escrito por Ricardo Freire às 23h29
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Um cruzeiro (de carro) pelas ilhas

Ao sul de Salvador escondem-se algumas das praias mais bonitas do Brasil. Eu disse “escondem-se” porque nenhum dos vilarejos de praia que vamos visitar neste post fica convenientemente localizado ao longo de uma estrada que corre junto ao mar. Nananina. Morro de São Paulo e Boipeba são ilhas, e a Península de Maraú é como se fosse. Mas é para situações como esta que os anglos dizem que “metade da graça está em chegar lá”.

Ferry-boat: 50 minutos entre o mercado de São Joaquim, em Salvador, e a vila de Bom Despacho, em Itaparica

 

O melhor jeito de começar essa viagem seria pegando um teco-teco para Morro de São Paulo (durante o ano, são dois horários por dia; na temporada, vira uma ponte-aérea). Se você não tem estômago para teco-teco mas tem estômago para enfrentar o mar virado, pode pegar um dos catamarãs que saem atrás do Mercado Modelo. Como eu estou de Blogmóvel, o jeito é atravessar a Baía de Todos os Santos de ferry-boat até Itaparica. A ponta sul da ilha é conectada ao continente por uma ponte, e assim a gente corta bastante caminho para chegar a Valença (100 km ao sul do desembarque do ferry), que é o ponto de acesso para Morro de São Paulo.

É melhor ir a Itaparica em passeio de barco; de carro, passe em Ponta d'Areia, na vila de Itaparica

 

Em Valença, a primeira surpresa: organizaram o píer de embarque. Até ano retrasado (pelo menos), você era disputado no estacionamento por meninos que garantiam que te levariam até a próxima lancha rápida para Morro. Agora você vai calmamente até o guichê e compra sua passagem para o horário que quiser (a lancha rápida leva meia hora e custa R$ 10; o barco lento leva uma hora e custa R$ 4,80).

 

 

Em Valença, guarde seu carro num estacionamento e dirija-se ao píer de embarque

 

(Continua no post abaixo)



Escrito por Ricardo Freire às 09h15
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Era uma segunda-feira, o tempo estava embaçado há dias, e talvez por isso Morro de São Paulo estivesse meio vazio – sem aquele contingente de gringos que decide esticar de Salvador até lá no impulso.

A rua do footing -- tipo assim, sem footing

 

Gostei do que vi; a ilha continua dando mostras de que está pelo menos tentando administrar seu crescimento. O primeiro sinal veio há três anos, quando construíram uma estrada pelo interior da ilha para parar com o trânsito infernal de tratores-jardineira pela areia. Desta vez aprovei a urbanização do passeio da Terceira Praia e a demarcação de uma ruazinha de areia na Segunda. Por sinal, a Segunda Praia já tem quase tantos restaurantes quanto o centrinho da vila; à noite, aquilo vira um boulevard de areia.

 

A passagem da Segunda para a Terceira Praia era um lixo, agora está organizadinha

 

Na Segunda Praia, um boulevard de areia

 

De dia, o serviço da Segunda Praia está mais profissa: agora estão alugando espreguiçadeiras e ombrellones enormes, e cobrando bem carinho. Aqui também estão regando a areia, que nem no Porto da Barra.

 

Segunda Praia: um ombrellone com duas espreguiçadeiras saem R$ 15

 

Se você se vestisse assim para trabalhar, você acharia estranho que alguém fotografasse na cara-dura?

 

Fazia séculos que eu estava para tirar uma foto de queijo coalho sendo assado

 

No front de hospedagem, surgiu o primeiro hotel de Morro que recomendo sem poréns nem senões: o Villa dos Corais, na esquina da Terceira com a Quarta Praia. (Melhor localização, impossível: perto da muvuca, longe do barulho, com bar de praia próprio e a Quarta Praia inteira para caminhadas.)

 

Quarta Praia: perfeita para caminhar

 

(Continua no post abaixo)



Escrito por Ricardo Freire às 09h12
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Na margem esquerda, a ilha de Boipeba; na direita, a ilha de Tinharé, onde está Morro de São Paulo

Boipeba é uma ilha separada de Tinharé (o nome da ilha onde está Morro) apenas por um riozinho – o rio do Inferno. O jeito mais divertido de chegar a Boipeba é pegar um dos passeios que saem de Morro (o catamarã desce pelo estuário, as lanchas vêm pelo mar e dão uma paradinha nas piscinas naturais em alto-mar) e ficar por lá. Ficar em Boipeba é fundamental para entender a ilha; o bate-volta, além de cansativo, não revela um décimo do encanto do lugar.

Em Torrinha você pega uma lanchinha e em meia horinha chega à sua ilhinha

 

Como eu tinha que ir de Blogmóvel, voltei a Valença, peguei a estrada até Nilo Peçanha, virei na estradinha que leva a Cairu e enfrentei os 8 km de terra até Torrinha (total: 50 km). Deixei no estacionamento de uma das casas da vila (R$ 5 por dia, como em Valença), fretei uma lanchazinha (R$ 60 a ida) e marquei uma hora para ser buscado no dia seguinte (mais R$ 60).

 

Boca da Barra: aqui fica a maioria das pousadas (e do pessoal que vem de Morro passar o dia)

 

A Boca da Barra tem pousadas charmosas e em conta, como a Santa Clara

 

(Continua no post abaixo)



Escrito por Ricardo Freire às 08h36
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15 minutos de caminhada levam a Tassimirim

 

Em meia hora você está na Cueira

 

Em uma hora de pernada você chega a Moreré

 

Boipeba está na minha lista de lugares onde eu preciso passar uma looooonga temporada no dia em que conseguir tirar férias desse pinga-pinga. Nesta passagem pela primeira vez encontrei a praia de Moreré em condições ideais de tempo e maré. Linda. E a caminhada de 1h para voltar à Boca da Barra elimina toda a culpa por ter exagerado na moqueca do almoço.

 

As moquecas do Mar & Coco levam banana-da-terra

 

Velha Boipeba: a única vitrine iluminada é a da loja de biquínis

 

(Continua no post abaixo)



Escrito por Ricardo Freire às 08h36
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Apesar de serem quase vizinhas, não existe nenhuma ligação organizada entre a ilha de Boipeba e a Península de Maraú. Ou seja: todo mundo precisa retornar ao continente (Torrinha) e rodar 65 km até Camamu, a cidade de onde partem os barcos e as lanchas para a península. (De carro, só 4x4s, e olhe lá, conseguem ir pela BR-030, que sai da BR 101.)

 

Camamu: 190 km ao sul de Salvador, 170 km ao norte de Ilhéus

Quem vai a alguma praia do centro da península, como Cassange ou Saquaíra, pega uma lancha para o porto do Jobel; quem vai ficar em Barra Grande ou em Taipus de Fora pega o barco lento (1h30, R$ 4) ou a lancha rápida (meia hora, R$ 25) para Barra Grande.

 

O barco lento leva uma hora e meia entre Camamu e Barra Grande

 

De saída, um dos meus objetivos de viagem foi frustrado: apesar de haver um bangalô disponível, não teve jeito do resort Kiaroa aceitar uma reserva por uma noite só. (Pagando, senhores passageiros, pagando; este blog não viaja na faixa.) O que é uma pena. Vou continuar sem saber se o hotel mexeu nos bangalôs como deveria, ou se continua o Nannai-que-bateu-na-trave que eu conheci dois anos atrás.

 

Barra Grande: ruas de areia e uma frota de jardineiras esperando para levar você a Taipus de Fora

 

Ponta do Mutá, em Barra Grande 

 

(Continua no post abaixo)



Escrito por Ricardo Freire às 08h36
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Deslocar-se dentro da península continua um suplício – a BR-030 consegue ser pior do que a estrada do Espelho e a do Corumbau, juntas. Por isso é importante escolher o lugar onde você quer ficar, para só pegar a estrada para fazer um ou outro passeio. Quem quer comer toda noite num restaurante diferente e eventualmente ir a uma festa deve ficar na vila de Barra Grande – que tem uma praia bem bacaninha na ponta do Mutá.

Taipus de Fora: a parte de cá, sem ondas, pertence à piscina natural

 

Em Taipus, o Bar do Francês ficou mais transadinho que o Bar das Meninas

 

Quem quer tomar banhos de mar gostosíssimos todos os dias deve ficar direto em Taipus de Fora, uma praia que vira um tancão na maré baixa. Já quem busca sossego de verdade deve escolher uma pousada numa das praias mais afastadas, como Cassange e Saquaíra.

 

Taipus de Fora: na piscina

 

Taipus de Fora: pra lá da piscina

 

Mas... posso ser sincero? Acho que Maraú foi hypada um pouco cedo demais, por uma imprensa obcecada em criar praias da moda. Um tempinho mais na moita, atraindo malucos, descolados e fugitivos (de Itacaré ou de Morro), teria feito a península crescer sobre uma base mais charmosa.

 

Upgrade: voltei de lancha rápida (meia hora, R$ 25)

 

Em Camamu: pegando o Blogmóvel de volta no estacionamento



Escrito por Ricardo Freire às 08h35
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A mão do homem (III)

Recapitulando: tem a Praia do Forte, que um sujeito comprou na década de 70 e influiu para que a sua ocupação fosse civilizada e ambientalmente responsável. Vinte quilômetros ao norte, tem a Costa do Sauípe, uma praia criada por um plano de marketing, com direito até a vila artificial. 

 

Imbassaí (foto de 2000)

 

E no meio do caminho entre as duas existe Imbassaí. Em 1993, quando inauguraram a Linha Verde, a praia foi saudada como a mais bonita ao longo da nova estrada – e com razão. Aqui o encontro entre rio e mar acontece de maneira singular: o trecho final do riozinho corre paralelo à praia, formando uma peninsulazinha de areia onde você pode escolher a qualquer hora o sabor do seu banho – de água salgada ou de água doce.

 

O povo prefere ficar do lado do rio -- mas o mar é que tem brisa

 

Apesar de sempre ser bem falada, Imbassaí nunca “aconteceu” como poderia – por exemplo, como “a” alternativa descolada à Praia do Forte. A urbanização parou no meio do caminho; as barracas de praia deixaram de ser rústicas e embregaram um pouquinho.

 

A barraca do Baixinho continua bacaninha

 

Mas Imbassaí aguarda melhores dias. Por incrível que pareça, esse paraíso natural pode ser salvo pela instalação de um paraíso artificial, a Reserva Imbassaí, 1 km ao norte.

 

Atrás da cerca vai ser instalado o Reserva Imbassaí

 

Graças ao empreendimento português (que vai ter dois resorts e um condomínio de casas), o saneamento vai chegar à vila. Um projeto do Banco Mundial vai dar um jeito nas barracas. E quem tem bons restaurantes e pousadas em Imbassaí já pode sonhar com a chegada de um novo público.

 

 

A propósito: será que existe alguma ONG tentando desenvolver um modelo viável de barraca de praia não-poluente e não-plastificada? Taí um belo projeto para abraçar.

 



Escrito por Ricardo Freire às 11h32
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Da caixa de comentários

Meilin, ir à Maria Nilza era exatamente o que eu tinha planejado para a minha volta a Porto Seguro. Vou direto do aeroporto para lá.

 

Lafayette, vou passar o Réveillon no Rio, no apartamento emprestado de uma amiga. Quero fazer um post sobre o Réveillon em Copacabana para o blog, e tenho uns negócios a resolver por lá na primeira semana de janeiro. Minha recomendação para passar o réveillon é – qualquer lugar onde você fique de graça. Nessa época nada nada nada vale o que cobram!

 

Sandra, sim, meu quadro no Planeta Cidade desta semana foi no Edifício Martinelli, o arranha-céu que a cidade escondeu. Como sempre acontece, a reprise é domingo, às 7 horas, na TV Cultura e em algumas TVs Educativas Brasil afora.

 

Christina, entrei no boipeba.org mas não vi nenhum texto meu lá, não...

 

Silas, ir de São Luís a Salvador em um dia é meio é que é meio puxadão, não é não? Mas a sua estada em terras baianas está bem equacionada.

 

Em Morro, a pousada Villa das Pedras continua bacaninha, mas a muvuca da Segunda Praia, que antes se concentrava na esquina com a Terceira, já chegou até as portas da pousada. Vou te sugerir duas alternativas que surgiram há um ano num lugar ótimo, a esquina da Terceira com a Quarta Praia. A Villa dos Corais é um hotel muito bem montado, com quartos amplos, uma piscinona e um bar de praia em frente às piscinas naturais da Quarta Praia. A seu lado, sem piscina, e com tarifas mais em conta, abriu a caprichadinha Pousada Aymorés.

 

Não existe nenhuma pousada em Taipus de Fora pela qual eu seja completamente apaixonado. Mas cada uma tem seu ponto alto. A pousada que você escolheu, a Taipu de Fora, é a que tem os quartos mais amplos – e como não não tem vizinhos (as outras pousadas estão todas na outra extremidade da piscina natural), você se sente num lugar mais remoto. A mais caprichadinha, a meu ver, é a Velas ao Vento; a Encanto da Lua tem a frente para o mar mais simpática; e a Attyaram é a mais nova, e por isso, a mais confortável.

 

 

Villa dos Corais: meu novo hotel favorito em Morro de São Paulo



Escrito por Ricardo Freire às 10h20
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Perception vs. Reality

 

Uma das melhores campanhas publicitárias de todos os tempos foi a que mudou a imagem da revista americana Rolling Stone – mostrando que a percepção da revista como leitura de bicho-grilo era errada, porque seu público tinha amadurecido e se tornado formador de opinião.

 

Este blog sofre do mesmo mal. Enquanto todo mundo acha que eu estou no lugar daquele felizardo da esquerda, na cadeirinha transparente da pousada Estrela d’Água de Trancoso, eu estou enfurnado no escritório, em plena Semana do Não Vou Dar Conta.

 

De todo modo, prometo voltar ainda hoje para uma sessãozinha de respostas a perguntas dos posts anteriores. Inté!

Escrito por Ricardo Freire às 11h17
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Eita, onde é que eu fui parar hoje?



Escrito por Ricardo Freire às 20h39
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Agora que estamos só nós...

Caramba: entre as 10 da manhã, quando a não-matéria sobre Itacaré e Trancoso virou manchete de capa do Uol, até as duas da tarde, quando a chamada foi substituída por uma matéria de verdade (excelente, por sinal) do Mochila Brasil sobre Arraial d’Ajuda, este blog recebeu 25 mil passageiros. É o novo récorde de acessos por hora – o post sobre o city-tour em São Paulo teve 50 mil visitantes, mas ficou quase dois dias na capa.

 

E eu estava esperando a porteira fechar para poder responder algumas perguntas bem interessantes que vocês deixaram no penúltimo post.

 

Vamolá.

 

Noeme, esta expedição está servindo, sim, para atualizar minhas dicas de hospedagem, alimentação, passeios e os alertas anti-roubadas. Tudo isso vai para o ar no novo site do Freire’s, que vai se chamar Viaje na Viagem – Praias do Brasil, e vai ser mais bonito e mais profissional do que o atual (inclusive vai constar do menu do Uol, com acesso livre). Minha previsão era colocar todo o Nordeste no ar no começo de dezembro, mas, como você pode ver, eu ainda nem acabei de percorrer a Bahia... Espero começar a subir o site em janeiro. Fora isso, este blog é a base do meu próximo livro, que vai se chamar exatamente “Expedição Pé-na-areia: 4 meses de praia em praia pelo Brasil”, e vai ser um guia diferente, em forma de relato de viagem, com um generoso box de serviço no final de cada capítulo. Acho que vai ficar bem mais gostoso do que o Freire’s.

 

Lafayette, eu não desisti de ir até o Rio Grande do Sul, não. Semana que vem eu volto a Porto Seguro para percorrer o resto do sul da Bahia e talvez fazer uma visitinha de médico a Vitória. Então desço até Garopaba, Santa Catarina, para passar o Natal com minhas irmãs e a sobrinhada. Em janeiro, contudo, o esquema vai ser diferente. Na alta temporada não dá pra pular de hotel todos os dias. Aliás, não vai dar mais nem para ficar em hotel, porque a grana que eu tinha separado para o projeto dava para três meses, e os três meses acabam agora. Mas vai dar para fazer uma farofa bacana, monitorada pela meteorologia, cobrindo as praias do Sudeste no momento em que elas realmente funcionam (é possível sentir o Nordeste na baixa temporada, mas Angra, São Paulo e Santa Catarina só existem no verão).

 

Flávia, o Amado, novo restaurante do Edinho Engel do Manacá, não ficou pronto ainda. (Era um dos meus objetivos de viagem em Salvador.) Minhas fontes me dizem que abre lá para o carnaval. Vai funcionar onde era o restaurante Galpão, na Cidade Baixa, entre o Soho e o Trapiche Adelaide.

 

 

Trancoso? Itacaré? Salvador?

 

(Continua no próximo post)



Escrito por Ricardo Freire às 20h11
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Rodrigo, não vale a pena alugar carro para ir a Jeri, não. Mas se você está com um carro emprestado do sogrão (e quer fazer outras paradas pelo caminho), pode ir até Jijoca, sem problemas – o caminho é todo asfaltado e sinalizado. Saia de Fortaleza pela orla oeste, ali pelo hotel Marina, e siga as placas para a CE-085, que os cearenses conhecem também por “Estruturante”. Em Jijoca você vai precisar deixar seu carro num estacionamento; a última vez que usei esse serviço, me cobraram R$ 5 por dia – duvido que hoje custe mais do que R$ 10. (Desta vez eu dormi uma noite na lagoa e deixei meu carro na pousada; na volta não quiseram me cobrar nada.) De Jijoca a Jeri você pode fretar uma caminhonete (sai uns 50 pilas) ou pegar a caminhonete de linha, que é tipo assim um lotação e cobra R$ 4 (ótimo negócio). De Jeri a Tatajuba é que você vai ter que fazer acordo com algum bugueiro (não dá para chegar de carro comum); veja com o dono da pousada de Tatajuba se ele tem alguma boiada a oferecer. Se você quiser dispensar o carro do sogrão, pegue o ônibus com ar condicionado da Redenção na boa; ele sai da Beira-Mar de Fortaleza e tem conexão imediata em Jijoca com uma jardineira que atravessa as dunas até Jeri. (De carro você leva umas quatro horas e meia até Jijoca e ainda tem que providenciar o transporte até Jeri por conta própria.)

 

Selma, eu amo Salvador, mas se você me fizer esta pergunta escolha-de-Sofia sobre as praias do norte ou do sul da Bahia, eu vou ter que dizer que o meu xodó são as praias do sul – mais especificamente, Trancoso, Espelho e Arraial d’Ajuda.

 

Rui, você identificou bem os pontos altos da viagem. Mas ponha nessa conta também Noronha e a festa do sincretismo de Santa Bárbara/Iansã/Colorado em Salvador.

 

 

Ontem: estive  no Terraço Itália e me lembrei de vocês



Escrito por Ricardo Freire às 20h10
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Trailer: Itacaré e Trancoso

Vixe! Neste momento em que blogo, o Viaje na Viagem está na capa do Uol, com fotinho e tudo, e uma chamada para uma matéria que... ainda não foi feita, sobre Itacaré e Trancoso.

 

Bom – para você não sair daqui de mãos abanando, aí vai um fotoblogzinho de algumas das praias de Itacaré (com fotos deste fim de semana) e Trancoso (com fotos de 2003; as fotos deste ano eu só vou tirar semana que vem, quando voltar).

 

Querendo dicas, leia o que o meu guia Freire's diz sobre Itacaré (clique aqui) e sobre Trancoso (clique aqui).

 

 

Entre Ilhéus e Itacaré fica Serra Grande – de onde se tem uma bela vista para as praias do pé da serra.

  

 

Das “praias urbanas”, a Tiririca é a preferida do povo do surf  – em dias de swell melhor do que esse, claro

 

Muitas praias de Itacaré ficam no final de trilhas. Para chegar à Prainha são 45 minutos de pernada

 

Trancoso: a 15 minutos da muvuca da praia do Vegetal, a praia da Pedra Grande é um sossego só

 

Trancoso: passando a Pedra Grande, você chega à Ponta da Itapororoca

 

A praia do Taípe ficava no Arraial d'Ajuda, até resolverem construir nela o Club Med... Trancoso



Escrito por Ricardo Freire às 09h59
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Expedição Pé-na-areia: 80º. dia

Quando: 11 de dezembro, domingo

Onde: de Itacaré a Trancoso

Rodados: 454 km

Tempo: ensolarado

Trilha sonora: Cantar, meu disco favorito de Gal Costa (1974) – tem A Rã, Barato Total, Até quem sabe e arranjos de João Donato

Hospedagem: pousada-símbolo de Trancoso, no Quadrado

Pergunta: se eu já estou em Trancoso, como é que o blog ainda está em Sauípe?

Resposta 1: porque eu me atrasei em Salvador

Resposta 2: porque, como os leitores mais antigos já sabem, este blog é como novela brasileira em Portugal – sempre está alguns dias defasado

Resposta 3: porque daqui a pouco eu vou passar uns dias em São Paulo e preciso economizar assunto para sempre ter coisa nova para pôr no ar

Gourmet acidental: salada verde com sorvete de maracujá, no Desejo, filial do restaurante carioca do chef boliviano moderninho Checho González, que acaba de abrir as portas em Trancoso

DataCoco: muitos, na Fazenda da Lagoa, mas não perguntei o preço...

 

 

Qualquer hora falo da ecoluxuosa pousada Fazenda da Lagoa, que visitei no caminho de Itacaré a Trancoso

Escrito por Ricardo Freire às 22h59
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Expedição Pé-na-areia: 79º. dia

Quando: 10 de dezembro, sábado

Onde: Itacaré

Tempo: embaçado de manhã, ensolarado à tarde

Trilha sonora: Celso Fonseca, no som ambiente do restaurante Casa Sapucaia

Hospedagem: pousada bem montada

Gourmet acidental: “tchopoo fish” – cubinhos de peixe com acelga, repolho, especiarias indianas e um ovo pochê, na Casa Sapucaia (melhor comido do que lido)

DataCoco: R$ 1, numa mercearia da Pituba (a rua do comércio novo de Itacaré)

 

 

A Capivara da Lagoa do condomínio Villas de São José, em Itacaré

Escrito por Ricardo Freire às 22h48
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A mão do homem (II)

Deus pode ter criado as outras praias, mas a Costa do Sauípe foi feita pela Norberto Odebrecht, com grana do fundo de pensão do Banco do Brasil, que eu sei.

 

Itaparica já era uma ilha habitada séculos antes de fundarem o Club Med na França; Muro Alto era ponto de bugueiros antes do Summerville e do Nannai; pescadores moravam na Praia do Forte antes do Eco Resort. Já a Costa do Sauípe só passou a existir depois do primeiro outdoor gigante exibido em São Paulo no verão de 2001.

 

 

 

E agora, pasme: não fizeram um mau trabalho, não. Os defeitos que você pode pôr em Sauípe são defeitos que você pode pôr em qualquer resortão – caso você, como eu, não seja muito chegado a resortões. Em Sauípe essa sua implicância tende a ficar maior, porque aqui você multiplica tudo por cinco – que vem a ser o número de resortões que formam o complexo. (Caso você não saiba: cada resort tem seu prédio, sua piscinona, seus restaurantes, sua praia, sua academiazinha e sua equipe de monitoração infantil; do lado de fora, os cinco compartilham a mesma estrutura de lazer – centro de tênis, campo de golfe de 18 buracos, centro náutico e centro eqüestre – e um shoppingzinho a céu aberto.)

 

O Breezes, com comida e bebida incluídas o dia inteiro, é mó animado

 

O Sofitel Costa do Sauípe (esquerda) é o mais grandão; o Sofitel Suítes (direita), o mais elegante

 

O Renaissance (esquerda) e o Marriott (direita) são os mais sem sal do complexo

 

O projeto tem méritos que até um ranheta como eu consegue identificar. O maior deles é o paisagismo, que preservou uma considerável faixa da beira-mar, acrescentando apenas dois passeios – um deles, feito de casca de coco. Se o terreno tivesse sido loteado à maneira habitual do litoral brazuca, ou ocupado por um resort 10 anos atrás, não tenha dúvidas de que as duninhas teriam sido terraplenadas e as lagoinhas aterradas sem dó, em nome da ampliação da vista e da prevenção aos mosquitos e aos sapos.

 

 

Em Sauípe o mangue, as duninhas e as lagoinhas são mais bonitos do que a praiona

 

(Continua no post abaixo)



Escrito por Ricardo Freire às 22h40
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O segundo grande mérito de Sauípe é a injustamente criticada Vila Nova da Praia, um shoppingzinho em formato de cidade cenográfica com lojinhas, barzinhos e restaurantinhos. Sim, eu sei, por mais bonitinha que seja, uma cidade cenográfica não se compara a uma cidade de verdade. Mas por outro lado, trata-se de uma atração que nenhum resort isolado oferece. E o mais importante: a cenografia é autenticamente baiana – sem nenhum ranço de Caribe-made-in-Paraguai.

 

Na estréia, o lugar não correspondeu às expectativas. Sauípe foi anunciado como um pedaço virgem do Paraíso, quando deveria ter sido vendido como a nossa primeira Barra da Tijuca de resorts, convenientemente instalada a uma hora e meia de um city-tour de Salvador. O baque foi grande, e quando me hospedei por lá pela segunda vez, em 2002, o lugar andava supercaído – o centrinho tinha um toldo azul horroroso, desses de barraca de camelô, improvisado para fazer sombra às mesas da calçada. O único hotel que dava certo era o Breezes – que, com seu sistema “super-inclusive” (comida e bebida à vontade das 6 da manhã às 2 da madrugada), seria bem-sucedido em qualquer lugar.

 

 

Mas o empreendimento reagiu – trocou de presidente, inventou um condomínio de casas, deu uma guaribada na vilazinha, atraiu grifes como a Dadá (que emprestou seu nome e suas receitas a um restaurante, um bar e uma barraca de praia). Recentemente, o Renaissance e o Marriott (dois hotéis do mesmo grupo) resolveram baixar os preços, e hoje Sauípe não é mais um resortódromo fantasma.

 

No Breezes: batata frita e água de coco à vontade, o dia inteiro, do lado da piscina

 

Se o champanhe é grátis e a feijoada também, descobrir se os dois combinam não custa nada, custa?

 

Mas ainda falta muito para o projeto dar certo. Na noite que passei por lá desta vez, pouco mais de trinta hóspedes tiveram ânimo de sair de seus resorts para assistir a um show de samba muito bacana (não anotei o nome do grupo, mas o estilo era meio Paulinho da Viola) na pracinha da Vila Nova da Praia.

Em compensação, um pouco mais tarde, a discoteca do Breezes estava cheia de argentinos, espanhóis e chilenos tentando reproduzir as coreografias que aprenderam na aula de axé daquele dia...



Escrito por Ricardo Freire às 22h28
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Expedição Pé-na-areia: 78º. dia

Quando: 9 de dezembro, sexta

Onde: de Barra Grande, na península de Maraú, a Itacaré

Rodados: 205 km desde Camamu (depois de 30 min. de lancha rápida de Barra Grande até lá)

Tempo: de enevoadinho a nubladão e vice-versa, várias vezes durante o dia

Trilha sonora: Azul, último CD de Rosa Passos antes de ir pra Sony Classical

Hospedagem: resort de pequeno porte

DataCoco: R$ 3,50 no bar de praia do Itacaré Village

 

 

Vamos às apresentações. Leitor do blog, este é o dendê. Dendê, este é o leitor do blog.

Escrito por Ricardo Freire às 22h27
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Desculpaê

Não postei nada ontem para não atrapalhar a manchete do Uol sobre a Praia do Forte. Passei o dia de hoje na estrada, de Itacaré a Trancoso, e deixei para visitar o único çáiber aberto na vila antes do jantar. Mas não é que o único çáiber aberto da vila não tem PCs com drives de CDs que funcionem? Buááá...



Escrito por Ricardo Freire às 22h56
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Expedição Pé-na-areia: 77º. dia

Quando: 8 de dezembro, quinta

Onde: Barra Grande, na península de Maraú

Tempo: nublado de manhã, ensolarado à tarde

Trilha sonora: Ana Carolina, no alto-falante da spaghetteria Pinocchio

Hospedagem: pousada caprichadinha em Barra Grande (a mesma; deu preguiça de mudar)

Imaculada Conceição: em Salvador deve ter sido a maior festa, mas aqui não deu para perceber nem que era feriado

Gourmet acidental: bruschettas de siri no Bar das Meninas, na praia de Taipus de Fora

DataCoco: em falta no Bar das Meninas, em Taipus de Fora

 

 

Comédias da vida privada: em Taipus de Fora, ela dorme, mas ele não deixa passar nada



Escrito por Ricardo Freire às 09h54
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A mão do homem

Nunca fui muito fã da Praia do Forte. Sempre achei a praia certinha demais, meio artificial. Na versão impressa do meu guia de praias, fui cruel: o título do capítulo da Praia do Forte é “Bahia sem agá”. Chamei maldosamente o lugar de “um pedacinho do litoral da Alemanha no Brasil” – numa alusão à força do dono do Eco-Resort, Klaus Peters, no destino da vila.

 

 

Quando não é época de sargaços, a praia do resort é bem bacaninha

 

Com o tempo, e a maturidade, fui dando o braço a torcer. O trabalho que Peters fez na Praia do Forte é excepcional – sobretudo por ter conseguido incutir uma mentalidade não-destruidora na prefeitura de Mata de São João, que administra a praia. Em todos esses anos em que eu tenho percorrido o litoral, a praia não decaiu nunca. Você pode até não gostar do jeito como o centrinho foi urbanizado, ou do loteamento de condomínios à esquerda da vila. Mas se você conhece o litoral norte de São Paulo, pense em Camburi ou Maresias – e você vai ver como a Praia do Forte é um caso exemplar de casamento de exploração imobiliária com preservação das paisagens.

 

 

Nos últimos dois anos, o tráfego de carros foi abolido do centrinho, e a Alameda do Sol virou... Avenida ACM

 

O lado antipático disso tudo é que a Praia do Forte é a praia do não-pode. Até hoje o resort mantém a proibição mais absurda que eu já vi numa praia brasileira: não pode jantar de Havaianas! Acho absurdo porque, na praia, mais chique do que Havaianas, só mesmo pé descalço. E depois, porque é como proibir água de coco, guaraná e quindim no jantar...

 

 

A praia à esquerda da vila: cadeirinhas, só se você trouxer de casa

 

O último dos não-podes da Praia do Forte é que os barraqueiros da praia à esquerda da vila, que alugavam umas cadeirinhas bonitinhas de alumínio, foram proibidos de alugar cadeiras. Só guarda-sóis. Junte-se a isso o fato de não haver nenhum serviço de bordo em frente às piscinas naturais do Papa-Gente (um caso único no Brasil), e a mensagem é clara: venha visitar nossas tartarugas, gaste em nossas lojinhas, passe num de nossos stands de vendas e vá-se embora!

 

Enquanto isso, tem gente fritando peixe dentro de piscinas naturais Nordeste afora

 

 

Projeto Tamar: para sair, é preciso passar pela lojinha

 

No início do ano que vem, a Praia do Forte ganha mais um resortão: o Iberostar, 3 km ao norte da vila. Andei 50 minutos pela areia para ver onde ficava, e já não gostei muito do que vi. Os prédios estão quase na areia – coisa que não acontece no Eco-Resort, onde os edifícios estão bem recuados. Que que eu posso fazer? Ponto para o alemão.

 

 

O futuro Iberostar: nem em Sauípe os prédios ficam tão próximos à praia



Escrito por Ricardo Freire às 09h53
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Expedição Pé-na-areia: 76º. dia

Quando: 7 de dezembro, quarta

Onde: Da ilha de Boipeba a Barra Grande, na península de Maraú

Tempo: nublado de manhã, ensolarado à tarde

Trilha sonora: Touche pas mon pote, antigo hino anti-racista em francês de Gilberto Gil

Hospedagem: pousada caprichadinha em Barra Grande

A 300 por hora: O çaibercafé do restaurante Uai Bahia, em Barra Grande, tem a conexão mais rápida de toda a expedição

Gourmet acidental: torta de sorvete de creme com cobertura de chocolate e biscoito champagne embebido em rum, no Café Latino, em Barra Grande

DataCoco: R$ 1,50 (praia do Porto, Barra Grande)

 

 

Agora sim: no verão e com maré baixa, pude ver como é bonita a praia de Moreré, na ilha de Boipeba



Escrito por Ricardo Freire às 22h57
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Salvador: 7 hotéis

Passei a maior parte dos meus 10 dias em Salvador trancado em quartos de hotéis, terminando um trabalho. Mas como não sei ficar parado, aproveitei para passar em revista todos os hotéis que eu mais recomendo na cidade. Me hospedei em seis deles – e ainda passei uma noite num sétimo, o Convento do Carmo, pela Viagem & Turismo (mas se não fosse pela revista, me hospedaria uma noite por lá de qualquer jeito).

 

Quatro desses hotéis ficam no Rio Vermelho – na minha opinião, a melhor localização para quem quer curtir Salvador de cima a baixo (o Pelourinho fica a pouco mais de 20 minutos; o Porto da Barra, a 10; o Flamengo, a meia hora). Quando bater preguiça, dois desses hotéis têm boas piscinas. E a muvuca do Rio Vermelho (barzinhos, restaurantes, acarajés de Dinha, Regina e Cira, os botecos bagaceiros 24 horas do Mercado do Peixe) está na porta de todos eles.

 

(Continua no post abaixo)



Escrito por Ricardo Freire às 22h36
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Meu favorito é o Mercure – não é particularmente charmoso, mas é bem agradavelzinho, o staff é antenciosíssimo e o preço, ótimo. Agora em dezembro estava 140 pilas durante a semana e 116 no fim de semana (mais 20 reais de café da manhã por pessoa). E a banda larga no quarto é grátis.

 

Mercure, Rio Vermelho 

 

Quer pagar menos? Sem sair do Rio Vermelho, dá para escolher entre conforto sem charme e charme com pouco conforto. O conforto sem charme é o do Ibis, que divide o mesmo prédio com o Mercure. Que a Cora Rónai não me leia, mas eu adoro os Ibis – sobretudo este e o de Floripa, que garantem preço baixo (R$ 99 em Salvador) até no verão (mas menos no carnaval). 

 

Ibis, Rio Vermelho

 

O charme com pouco conforto é o do Catharina Paraguaçu, que funciona em torno de um casarão centenário na rua da muvuca do Rio Vermelho. A casa principal, os pátios e o refeitório são encantadores. Os quartos é que são meio tristes e precisavam de um investimentozinho para renovar camas e equipamentos. Enquanto isso não acontece, os preços continuam ótimos – paguei R$ 118, com café.

 

 

 

Catharina Paraguaçu, no Rio Vermelho

 

Ainda no Rio Vermelho fica o mais simpático entre os hoteizões – o Pestana Bahia, antigo Méridien. No quesito vista, o hotel não tem competidor no Brasil: absolutamente todos os quartos têm vista para o mar, seja para os lados de Ondina, seja na direção das praias do norte. Meu agente, o Rubens, me conseguiu a R$ 225. Minha pesquisadora ainda não apurou os preços de janeiro, mas acredito que a tarifa deva subir sensivelmente. 

 

 

 

Pestana Bahia: vista garantida para Ondina e Barra (esquerda) ou Amaralina e Pituba (direita)

 

(Continua no post abaixo)



Escrito por Ricardo Freire às 22h34
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Se você faz questão de banho de mar todos os dias mas não quer ficar nas lonjuras de Itapuã, então eu tenho duas sugestões. A primeira é a do Grande Hotel da Barra, que fica  praticamente pé-na-areia no Porto da Barra. O hotel andava meio decadentão, mas nos últimos tempos os donos deram uma guaribada esperta, reformando os banheiros e dando trato discreto nos quartos – na medida para não subir demais os preços e não afastar os gringos muquiranas que se hospedam por lá. O Rubens me conseguiu a R$ 140.

 

Grande Hotel da Barra, no Porto da Barra

 

Subindo a Ladeira da Barra, você chega ao Corredor da Vitória, um costão repleto de prédios chiques – tipo assim com píer próprio, para você partir de casa mesmo com sua lancha e chegar em quinze minutos na sua casa de praia em Itaparica. No meio desses prédios de bacanas existe um flat que poderia ser um dos hotéis mais caros de Salvador, mas não é – graças à sovinice do pessoal do flat, que não quer pagar a conta das reformas. O nome do flat é Sol Victória Marina, e por R$ 140 (em dezembro) você tem um deck para tomar sol e mergulhar na Baía de Todos os Santos. Releve a bagaceirice do ambiente do deck – se o lugar ganhasse o upgrade que merece, o preço triplicaria.

 

 

 

Sol Victória Marina, entre os prédios de bacanas no Corredor da Vitória

 

Do sétimo hotel da temporada, o Convento do Carmo, não posso falar muito, para não estragar a matéria que estou fazendo para a Viagem & Turismo. Só vou repetir o que já disse outro dia: acabou o reinado do Copacabana Palace como o hotel mais charmoso do Brasil.

 

 



Escrito por Ricardo Freire às 22h33
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Areias escaldantes: modo de usar

Onde é que eu estava mesmo antes dos pobrema ténicoAh, sim: em Salvador. E eu ia dizer que ir à praia em Salvador não é uma empreitada das mais simples.

 

 

No Rio e no Recife você pode atravessar a rua e entrar n’água – em Salvador, isso só é possível se você ficar num dos hotéis da única praia própria da região central, o Porto da Barra. Em Fortaleza, onde as praias da orla urbana também não são próprias para banho, em 10 minutos você está na Praia do Futuro; em Salvador, as praias só ficam bacanas depois de Itapuã – a pelo menos 45 minutos de carro da zona hoteleira de Ondina e Rio Vermelho.

 

 

A prainha do Porto da Barra é uma espécie de resumo de... Ipanema: numa área equivalente a (no máximo) meio posto, você encontra uma síntese de Arpoador, Posto 9 e Farme.

 

 

Mas o ambiente não poderia ser mais baiano – uma tarde no Porto da Barra pode ser tranqüilamente classificada como turismo antropológico. Repare que eu disse “uma tarde”: uma das vantagens do Porto da Barra é sua localização, numa curva da Baía de Todos os Santos voltada para o oeste. Ao contrário de 99,8% das praias baianas e nordestinas, aqui dá para tomar sol até o entardecer.

 

Vem cá: não tem uma capa do Caetano meio que nem essa foto da esquerda?

 

A primeira vez no Porto da Barra é inesquecível. Você chega e é disputado pelos barraqueiros que querem lhe alugar uma cadeira e guarda-sol (“sombreiro”). Você fecha com um deles, escolhe um lugar na areia, ele instala sua cadeira. Você se acomoda e, antes mesmo de tirar o chinelo e descobrir que a areia está quentíssima, o sujeito que lhe alugou a cadeira já está de volta, de regador em punho, molhando com água fresquinha do mar a areia onde você vai pisar.

 

 

Você então pede uma água de coco, lê, se distrai, e lá pelas tantas sente um geladinho no pé: é o seu barraqueiro, de novo com o regador na mão, refrescando a areia ao seu redor. Se isso não for o serviço mais espetacular prestado numa praia brasileira, então eu não sei o que é serviço.

 

 

(Continua no post abaixo)



Escrito por Ricardo Freire às 21h04
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Se o Porto da Barra for, digamos, antropológico demais para você, então pegue um táxi ou uma carona até as “praias do Flamengo”, que é como a nova sinalização da cidade se refere às areias do norte de Salvador: Catussaba, Stella Maris, Flamengo e Aleluia.

 

O trecho mais bacana é o de Aleluia – o último, antes da divisa com o município de Lauro de Freitas. Ali a beira-mar conserva alguma vegetação, e as barracas são mais bem montadas. A mais bacana – com música boa, num volume adequado, e serviço profissa – é a Barraca do Lôro.

 

 

Neste verão, as barracas de Aleluia, Flamengo e Stella Maris estão inaugurando novo layout, com decks bacanudos de madeira. Pena que, na areia, as cadeiras continuem de plástico...

 



Escrito por Ricardo Freire às 20h55
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Expedição Pé-na-areia: 74º. e 75º. dias

Quando: 5 e 6 de dezembro, segunda e terça

Onde: De Salvador a Morro de São Paulo e Boipeba

Tempo: embaçado (momentos de sol em dias predominantemente nublados)

Trilha sonora: Jussara, de minha ídala Jussara Silveira, com algumas canções portuguesas, angolanas e moçambicanas

Hospedagem: hotel muito bem montado em Morro, pousada alternativa-charmosa em Boipeba

Pobremas técnicos: o çáiber de Boipeba era lento e custava R$ 0,50 o minuto – só pude fazer os consertos e publicar novos posts aqui, em Barra Grande, onde acabei de chegar

Gourmet acidental: pato com especiarias indianas e torta de batatas, no Casarão, em Morro; moqueca de siri com banana da terra no Mar e Coco, em Moreré

DataCoco: R$ 2 (Segunda Praia, Morro de São Paulo) e R$ 1,50 (Boca da Barra, Boipeba)

 

 

Carrinho de mão? Não. Em Morro de São Paulo, este veículo de transporte é conhecido como "táxi"



Escrito por Ricardo Freire às 20h55
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Cadê? Quêde? O que é feito do resto deste blog?

Por problemas de ciberespaço, os arquivos do Viaje na Viagem foram transferidos para um outro endereço. Para viajar nos primeiros 11 meses e 8 dias deste blog, clique aqui:

 

http://viajenaviagem2.zip.net



Escrito por Ricardo Freire às 20h53
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Viaje na Viagem 2
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