Estamos apresentando...
... Bumba Meu México, uma road-matéria que está percorrendo o México de busão, feita por, para e graças à revista Viagem & Turismo, onde nos próximos meses será publicada a matéria definitiva, com todo o serviço. No capítulo de hoje:
Escrito por Ricardo Freire às 18h01
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Direto de Saquarema – digo, de Puerto Escondido
Foram dez horas num ônibus bem inferior aos que o México tinha me acostumado (os assentos reclinavam menos; o ar-condicionado só começou a funcionar de verdade lá pelas quatro da madrugada), por uma estradinha cheia de curvas descendo a serra. Saí às onze da noite de Oaxaca, e eram quase nove da manhã quando desembarquei em Maresias, perdão, em Puerto Escondido.
 
A Guarda do Embaú, digo, Puerto Escondido é um vilarejo de praia na costa do Pacífico que foi adotado por surfistas, mochileiros e pessoas à procura de uma praia mexicana que não tenha sido tomada pela grande indústria do turismo.
  
 
O que deu fama mundial à Ilha do Mel, quer dizer, a Puerto Escondido, foram as ondas gigantes que se formam na praia da Ferrugem, digo, de Zicatela. Existe por ali algo chamado Laje de Itaúna – minto: chamado Mexican Pipeline, que faz a alegria dos fotógrafos da revista Fluir.
 
(Cotinua no post abaixo)
Escrito por Ricardo Freire às 17h59
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Devo ter vindo na entressafra de tubos, porque confesso que vi poucas ondas grandes – e as que vi não tinham nenhum surfista em cima.

Sem poder cair n’água (e o medo do repuxo?) e sem muito o que assistir, os mais espertos passam o dia em praias mais calminhas, como o Sancho, perdão, Carrizalillo, que fica a 2 dólares de táxi da Zicatela e tem águas calmas e cristalinas.

A hospedagem em Maracaípe, digo, em Puerto Escondido é bem básica. Não existem hotéis-butique, e por uma boa razão: não existem sequer butiques em Joaquina, perdão, em Puerto Escondido. Quase tudo é vendido em barraquinhas que são armadas no finalzinho da tarde, numa rua fechada para carros conhecida como Bróduei, quer dizer, como Adoquín.
 
Fora de temporada, a noite de Itacaré, digo, de Puerto Escondido não é lá grande coisa. Já o pôr do sol de Jeri, perdão, de Zicatela, vale as agruras da viagem interminável de Fortaleza, digo, de Oaxaca, até aqui.

Escrito por Ricardo Freire às 17h59
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Letreiro sincero do mês

Mas existem outros terrenos à venda na praia de Zicatela, em Puerto Escondido.
Escrito por Ricardo Freire às 17h58
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Fotoblog: Oaxaca
Segundo todos os guias, artigos, reportagens e vai-por-mins já produzidos sobre Oaxaca, esta é a cidade onde o México colonial se encontra com o esplendor das cores, dos sabores e da cultura do México indígena. Mas eu só vou poder saber isso oficialmente a partir de quinta-feira desta semana – quando inicio a visita a outras duas cidades coloniais, e vou ter algum termo de comparação. Até lá, vou distraindo vocês com algumas fuêtos...
  
 
  
  
 
Escrito por Ricardo Freire às 13h50
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Milagres acontecem
Atualizei o link para a Xongas da semana na própria semana, e sem que ninguém tenha precisado me cobrar. A Virgem de Guadalupe tem poder!
Não, essa não é a basílica da Virgem de Guadalupe. Mas é a única foto de igreja que eu tinha para usar
Escrito por Ricardo Freire às 13h42
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Como água (e leite) para chocolate
O chocolate oaxaqueño é preparado como deveria ser antes de os espanhóis trazerem vaquinhas para cá: com água e canela. Existe uma versão sólida, também – um tabletinho totalmente sem leite, que fica com uma consistência farinhenta. Gostei não. Para mim con leche, por favor.

Chocolates no café da manhã do hotel Camino Real em Oaxaca: o escuro é com água; o mais claro, com leite
Escrito por Ricardo Freire às 01h26
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Punição exemplar do dia
Quando uma infração de trânsito vale uma multa de 16 salários mínimos, isso significa que:
(a) a multa é descabida, ou
(b) o salário mínimo desse lugar não vale nada, ou ainda
(c) todas as alternativas anteriores.
Atualização: leia a explicação do Franklin na caixa de comentários.
O governo do Yucatán informa: tu tá ganhando muito pouco, mané
Escrito por Ricardo Freire às 01h25
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Para bailar la bamba
Sem praias comparáveis às da Riviera Maia e do Pacífico; sem uma herança colonial tão importante quanto as das cidades do circuito da prata; e sem sequer uma ruinazinha de alguma civilização indígena perdida, Veracruz acabou esquecida pelo turismo internacional.
  
Mas nem por isso esse porto do Golfo do México deixa de ser uma das cidades fundamentais do país. Hernán Cortés aportou com suas caravelas pertinho daqui, num lugar hoje conhecido como La Antigua. Durante muito tempo, Veracruz foi a janela de comunicação do México com o mundo – sobretudo com o mundo que nos diz respeito: Nova Orleãs e Havana. Veracruz é o ponto de contato do México com a nossa América, a América afromisturadona.
 
Não é por outra razão que a melhor música mexicana nasceu aqui. Dos boleros de Agustín Lara (Solamente una vez) a La Bamba. Ou você acha que os versos “yo no soy marinero / soy capitán” poderiam ter sido escritos em Guadalajara? Mas a tradição da cidade não se restringe à música. Pelo que vi até agora (estou na minha quinta escala) não há restaurante de respeito no departamento frutos do mar que não sirva pratos a la veracruzana – com pimentões, cebola e azeitonas.
 
A cidade parece parada no tempo – não no século 18, como as cidades coloniais, mas em 1940. Imagine Santos sem a orla de prédios, e com a vida acontecendo em torno do cais do porto; agora coloque uma autêntica praça espanhola por perto (dessas que toda cidade mexicana possui, e que, não importa o nome, é sempre chamada de zócalo), e pronto: você tem Veracruz.
  
(Continua no post abaixo)
Escrito por Ricardo Freire às 00h12
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O museu Agustín Lara estava fechado (o site que li não dizia que aos domingos ele só abria até as 2 da tarde). O Carnaval – sim, Veracruz tem o Carnaval mais animado do México, com desfile de blocos, carros alegóricos e batucada quase brasileira – só ia começar na terça (e eu ia embora na segunda). Ainda assim, consegui viver duas experiências musicais que valeram a escala.

A primeira foi ter assistido ao danzón – o baile que acontece quatro noites por semana (às terças, quintas e sábados no zócalo; aos domingos numa praça ali perto), ao som de um ritmo que veio de Cuba há 50 anos e foi adotado pelos veracruzanos. A maioria dos participantes parece ser da época em que o danzón chegou por aqui. É uma valsa caribenha, dançada com o respeito de uma valsa vienense.
 
No fim da noite, depois de tomar a saideira num dos bares do zócalo, estava voltando para o meu hotel quando ouvi o que me pareceu ser uma salsa ao vivo. E era. Sob os arcos de uma das ruelas do centro antigo, um grupo tocava atrás de um estojo de instrumento aberto no chão. O povo dançava sem parar.
 
E entre uma música e outra, o solista reclamava que ninguém estava contribuindo e ameaçava parar de tocar. Eu até que fiz a minha parte – mas o povo fingia que não era com ele, e ia dançar um pouquinho mais longe do microfone. E nem por isso a banda encerrava os trabalhos.
Veracruz: por tí seré, por tí seré.
Escrito por Ricardo Freire às 00h05
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Prato (esquisito) do dia
Esse aqui também foi em Mérida. Eu tinha acabado de chegar de Chichén-Itzá, e estava morrendo de fome. Passei pelo zócalo (já avisei, toda cidade mexicana tem um zócalo – diga sôcalo) e vi esse restaurante meio pobrezinho, que tinha nome meio maia e subtítulo explicativo: cozinha yucateca. Sem dúvida seria o lugar ideal para eu continuar a minha série Desafio a Montezuma.

Escolhi um frango com recheio negro – pollo con relleno negro. Com um detalhe: sem perguntar o que seria o recheio negro. Só depois de comer é que perguntei: “Son frijoles?” (É feijão?) Não era. Era um cogumelo – sempre é um cogumelo – que dava uma pasta que servia de base para o mole (amigos mexicanos: posso traduzir mole por molho?). Delicioso. E picante, claro.
Placar atual: Riq 15 x 0 Montezuma.
Escrito por Ricardo Freire às 00h04
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Mérida: pirotecnia
O cardápio de cafés terminava com ele: o “café maia”, que vinha com o licor nativo do Yucatán, o Xtabentúm. Inocentemente, pedi. Quando dei por mim, o garçom tinha armado uma banquinha de mágico ao lado da minha mesa.
 
E foi um tal de molhar a borda do copo com laranja, passar açúcar, passar canela, tacar fogo na borda do copo, flambar licor, despejar isso, enfeitar com aquilo, botar chantilly...
  
...que, no final, o café com Xtabentúm ficou igualzinho ao Irish coffee mais próximo da sua casa.
  
“En la noche se ve mejor”, disse o garçom, ao terminar. Ah, tá. Fica pra próxima, moço.
Escrito por Ricardo Freire às 15h28
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Veracruz: malabarismo
Em Veracruz (amanhã eu falo mais sobre a cidade), faça como os veracruzanos: peça um “lechero”, que é como se chama o café com leite deles. Você pede, e eles trazem o café num copo. “La leche viene”, o garçom explica, antes que você fique impaciente. Passam-se alguns segundos e aparece um segundo garçom, portanto um enorme bule. Queria leite, é? Toma!
 
O Gran Café de la Parroquia fica em frente ao porto
 
O Gran Café del Portal fica no Zócalo, é mais arrumadinho, mas eles põem leite demais
Escrito por Ricardo Freire às 15h23
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Pergunta pra sua vó que ela explica a piada

Monte Albán.
Ricardo e o Monte Albán.
Escrito por Ricardo Freire às 15h20
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Frase do dia
Na saída do ônibus rastaqüera que leva turistas desexcursionados de Oaxaca às ruínas da cidade zapoteca de Monte Albán, o americano se despediu do motorista com um...
– Hasto luega!
Felicidade não existe. O que existe na vida são momentos felizes!
  
Não procure uma ligação entre essas imagens e o texto, porque não tem ;-)
Escrito por Ricardo Freire às 00h27
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Y con Ustedes: Expedición Bumba Mi Mêrrico
  
Sem muita ordem cronológica, combinado? Vou postando o que der post ;-)
Quando a matéria for pra revista (Viagem & Turismo, senhores passageiros, a dona desta epopéia), a expedición vai ficar com pé e cabeça, eu prometo.
Escrito por Ricardo Freire às 01h41
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A melhor cama do mundo
- BAJE!
Bom. Para falar a verdade eu não sei se o motorista que me acordou falou “Salga!” ou “Vamos” ou “Llegamos”. Só sei que: (1) o ônibus já estava completamente vazio; (2) a poltrona-leito dos ônibus da ADO é a melhor cama do mundo.
 
Tudo bem que ela teve a ajuda da minha superalmofadinha inflável de pescoço de avião. Só que a minha almofadinha de pescoço de avião nunca funcionou de verdade em avião. E no leito da ADO ela parecia um travesseiro de pluma de ganso. Logo, o mérito é dos mexicanos.

Não foi um fato isolado. Eu já tinha feito outra viagem noturna – dois dias antes, de Mérida a Veracruz. 15 longuíssimas horas de viagem. 12 maravilhosas horas de sono. Minha noite mais bem dormida dos últimos 6 meses. Já essa segunda viagem agora teve um defeito. Foi muito rápida. Ainda eram 4 e meia da manhã quando o ônibus chegou em Oaxaca. É lógico que eu não ia acordar sozinho.
 
 
Se bem que isso não estava no programa. Uma das razões por que eu decidi cruzar o México de ônibus foi para ter histórias folclóricas para contar. Histórias dos outros, não minhas. Até aqui, no entanto, está tudo civilizado demais. Minhas passagens foram todas emitidas por computador. Paguei tudo com cartão de crédito. Os ônibus leito têm uma sala de embarque especial na rodoviária, o ar condicionado vai no talo, o DVD passa filmes bons. Nas únicas duas horas que eu permaneci acordado, eu vi “Os Incríveis”, que tinha perdido no cinema.
 
Só tem um problema. Eu documentei TUDO das viagens até agora, menos a maravilhosa poltrona leito que me transforma num urso hibernador. Como é que eu pude comer essa bola? Ainda vou enfrentar duas viagens noturnas – de Oaxaca a Puerto Escondido, e de lá a Acapulco. Mas nenhum desses dois trechos é servido pelos ônibus de luxo. Bom. Quem sabe agora eu comece a gramar um pouquinho. A idéia era essa, não era?

Escrito por Ricardo Freire às 01h40
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Entreouvido em Chichén-Itzá
Na entrada das ruínas da cidadela maia de Chichén-Itzá, a uma hora e meia de ônibus de Mérida, um guia se ofereceu para me guiar. 40 dólares em espanhol ou 50 dólares em inglês. Obrigado. Eu não sou fã de visitas guiadas. Eu acredito em dever de casa. É preciso estudar as coisas antes. Na hora é só um blablablá que entra por um ouvido e sai pelo bolso.
 
Se bem que, num lugar cheio de grupos fazendo visitas guiadas, é impossível você não filar um pouquinho das explicações. Nas três horas que eu permaneci perambulando por lá, eu aprendi que look at the serpent at the middle. Au dessus du bâtiment. Wirklich... empfengen... stimmt... manchmal es passiert... la lumière provient de là...
 
...avec l’espirale qui sort de leur bouches... Those rocks are musical stones. The Mayan people had five kinds of instruments. Zwei Grünen... Aqui tenemos el tiemplo de los guerreros. Todas las columnas cuadradas tienem grabados... hay columnas en las cuales...

...aquí se realizaba... das ist ein Maier Kalendar... achzen Monaten... zwanzig Tage... seven thousand people... thatched roofs outside... This is a snake head. The sneak has feathers. Look: feathers as decoration. Look! The feathers! Ils sont éventuellement pris... spielen... nach diese...
 
...nicht Fussball...was etwas Anders... ovviamente quello che noi vediamo... e che da il colore.... originalmente l’avevano... si usa bianco, si usa giallo... una specie di tunnel... Look: the snake has feathers. Look! The feathers!
  
O que eu não consegui entender na hora, depois foi só ler as legendas em maia, e pronto.
  
 
Escrito por Ricardo Freire às 01h35
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Prato (esquisito) do dia
Acho que essa vai ser uma seção fixa da expedición. Hoje apresentamos o manjado tamale. Manjado porque pelo menos o nome não nos é estranho, não é? Mas eu nunca tinha provado. Embrulhado numa palha de milho, ele parece uma pamonha. Só que você abre, e a aparência, e até o gosto, lembra o abará. Só que mais saboroso.

Esses aí eu pesquei no bufê no hotel Camino Real (minha filosofia é: se você chega numa cidade depois de passar a noite viajando e seu quarto não está pronto para ser ocupado, vá direto para o café da manhã do hotel mais bacana da cidade). Um é salgado – e apimentado. O outro (o roxinho) é doce. Aprovadíssimos.
(P.S.: estou no meu 8º. dia de México, e até agora, nada de Montezuma, toc toc toc)
Escrito por Ricardo Freire às 01h25
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A seguir: Expedición Bumba Meu México
Senhores passageiros, desde sexta-feira já estou na terceira parte da viagem. A mais bacana de todas: vou passar vinte dias cruzando o México... de ônibus.

Estou indo hoje para a minha terceira cidade. Ainda não consegui postar nada porque:
(1) estava terminando um outro trabalho e
(2) os posts vão ser coordenados com podcasts no site da Viagem & Turismo.
(Se tudo der certo, claro.)
Eu sei, Cássia, é mais um teaser, mas te juro que não é coisa de publicitário, não – é de um ser peripatético atrapalhado, mesmo ;-)
Escrito por Ricardo Freire às 16h20
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A resposta que eu posso dar
Essa pizza é de milho e huitlacoche, o de-li-ci-o-so fungo do milho que é uma espécie assim de trufa mexicana. (Comi na Casa Rolandi, uma pizzaria manjadíssima de Isla Mujeres.)

Senhores passageiros, preparem seus estômagos, porque o draga aqui está experimentando (e registrando) tudo!
Escrito por Ricardo Freire às 16h19
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A resposta que eu não posso dar...
... vai estar nas bancas em meados de março, no especial O Melhor do Caribe 2, da Viagem & Turismo. Depois que sair eu prometo que conto.

Escrito por Ricardo Freire às 16h19
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Hmm, nunca comi deste sabor em São Paulo
Senhores passageiros, já passei pela segunda parte da viagem (foi quando rolou essa pizza aí de cima; tava uma djilícia) e acabo de iniciar a terceira. Se tudo der certo, volto a blogar diariamente a partir de domingo ou, no mais tardar, segunda.

P.S.: não, eu não estou autorizado a dar o endereço do paraíso das fotos aí de baixo...
Escrito por Ricardo Freire às 01h36
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Sem comentários (só os de vocês)

  


Escrito por Ricardo Freire às 05h23
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Paradeiro desconhecido
Que horário será que sai registrado no post? É o horário daqui ou daí? Será que eu demorei para postar porque demorei para chegar? Ou não postei antes porque meu tempo é corrido e eu tenho um milhão de coisas para fazer? Será que eu estou gostando? Ou será que eu tinha expectativas maiores? Será que a comida é boa? Será que o meu dinheiro vai dar? Será que vai continuar fazendo sol? Será que eu vou ficar um tempão aqui ou será que eu já vou continuar viagem? Será que eu vou desembuchar alguma coisa – ou vou ficar indefinidamente enchendo o saco dos passageiros com perguntas vagas? E a pergunta que não quer calar: essas Havaianas amarelo-canarinho e verde-limão não são absolutamente TUDO nesta existência?
  
Escrito por Ricardo Freire às 12h54
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Destino ignorado
Parto hoje para uma viagem de quase um mês. Vou ao exterior. Um roteiro muuuito bacana, para algumas pautas da Viagem & Turismo. Ainda não sei o quanto vou poder blogar. (A viagem não é minha, pessoal.) Só hoje, no fim da tarde, vou ter instruções mais claras.
Mas não desliguem – porque, mesmo se eu não puder ser muito, digamos, informativo, vou dar um jeito de ser divertido ;-)
Tudo vencido: o passaporte, o cabelo e a cara
Escrito por Ricardo Freire às 11h37
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Jorge Minassian, 46
Jorginho. Eu sei que isso não muda nada nem alivia a dor da Maya, da Luiza e de todos nós.
Mas, sei lá.
Eu queria ter certeza que, daqui a alguns anos, quando a Luiza googlar o teu nome, vai ver escrito que o pai dela foi um dos sujeitos mais bacanas, leais e queridos que todos os seus amigos tiveram a sorte, o prazer e o privilégio de conhecer.
Olha pela gente daí.
Escrito por Ricardo Freire às 21h23
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Isso mesmo
Sim, é o templo budista Zu Lai, na Granja Viana, em Cotia, a meros 30 km de São Paulo. Não conhecia. Levei um susto. Me senti no Japão. E aí descobri que o templo é de origem chinesa – perdão, taiwanesa. E que faz parte de uma rede (dá para chamar de rede?) com sede em Los Angeles. (Obrigado pela correção, Elton.)
Eu não entendo de budismo e muito menos de suas ramificações. Mas acho que, para o leigo, o curioso ou o turista assumido, o passeio é muito bacana. O lugar acaba funcionando como um parque temático de budismo – com aulas de introdução à meditação, tai chi chuan no parque, buffet chinês (ovo-lacto-) vegetariano e lojinha.
Sem falar que não tem jeito das fotos não saírem lindas.
Escrito por Ricardo Freire às 21h23
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Enquanto isso, em... onde, mesmo?
Fotoquiz: que lugar é esse? Use a caixa de comentários para chutar.
(Se você sabe, espere para comentar mais tarde, quando eu der a resposta.)



 
Escrito por Ricardo Freire às 06h52
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Não me engana que eu não gosto
Poucas coisas têm a capacidade de me tirar mais do sério do que ver propaganda de uma praia usando foto de outra. Fico tiririquíssima.
Veja bem: até mesmo quando o anunciante (ou o guieiro, como eu) usa a foto da própria praia a que se refere, ele já está prometendo coisas que talvez não consiga entregar. O dia ensolarado sem nenhuma nuvem. Aquele ângulo cuidadosamente selecionado, onde não se vê nem gente nem construção. A própria cor do mar – mesmo que uma determinada praia só fique com mar azul durante um ou dois meses por ano, é lógico que é a foto de mar azul que vai para o material de divulgação.
Agora: pegar uma foto de uma praia que não tenha o mínimo grau de parentesco com os melhores dias da praia que você quer vender – ah, isso não tem desculpa nem justificativa. É fraude, mesmo.
Semana passada achei dois exemplos de assalto ao banco de imagens.
  
O primeiro caso foi do hotel Vila Galé Marés, que está abrindo agora em Guarajuba, ao norte de Salvador. O hotel publicou um anúncio no jornal do “trade”, o Panrotas, com o título: “Olha quem a gente está trazendo para esta praia deserta”. Só que “esta” praia deserta deve ficar em algum lugar do Caribe ou do Índico, e não entre Arembepe e a Praia do Forte, que é onde fica Guarajuba. (Você pode ver a praia verdadeira no site do hotel; ela não é feia, e não precisava de um “cover” caribenho.)

O outro caso de apropriação indébita de paisagem é o do resort Costa Brasilis, de Santo André, ao norte de Porto Seguro. A foto que ilustra o anúncio publicado na Próxima Viagem usa uma praia com uma águas nitidamente importadas, e com areia de uma brancura que talvez só se encontre na nossa costa em Arraial do Cabo (ou em lagoas como Jijoca e Abaeté). O contraste com a praia verdadeira de Santo André – que pode ser vista, com suas águas turvas, no slide-show da página de abertura do site do hotel – é gritante.
O mais grave é que os dois lugares têm qualidades que já seriam suficientes para se destacar da concorrência. O Vila Galé Marés é o primeiro hotel do eixo Praia do Forte-Salvador que oferece bangalôs de luxo. E o Costa Brasilis é um resort bem mais elegante e sossegado do que a média. Não precisavam mentir tão deslavadamente sobre seu endereço.
P.S.: é bom ressaltar que as revistas onde esses anúncios foram publicados não têm culpa nenhuma; a responsabilidade sobre as páginas de publicidade é dos anunciantes.
Escrito por Ricardo Freire às 12h14
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Prazer em conhecer
Graças ao Planeta Cidade da TV Cultura estou conhecendo uma cidade com a qual tinha muito pouca intimidade: São Paulo.
Ontem à noite, seguindo uma pauta sugerida pelo Cabral, deixei de ser um mero conhecedor de pizzarias da moda, e me tornei (quase) um expert em pizzarias da Mooca. A mais nova que visitamos está aberta há 35 anos; a mais antiga vai fazer 70 no fim da década.
Adorei a pizza de camarões graudíssimos da Ideal (point corintiano no Belém, a meia quadra do Sesc Belenzinho).

A pizza da Ideal tem massa fina e crocante.
E fiquei impressionado com o sistema da Pizzaria do Ângelo – que serve as 35 pizzas do cardápio tanto no salão quanto no balcão, em pedaço. Se você chegar e pedir um pedaço de pizza de bacalhau e não houver nenhum pronto, eles vão lá dentro e fazem.
Quer saber? ZL = Zona Luxo.

Pizza de rúcula no balcão? Na Pizzaria do Ângelo ela é feita na hora
Pizzaria Ideal. Av. Álvaro Ramos, 798, Belém, tel. 6605-7492. Pizzaria do Ângelo. Rua Sapucaia, 527, Mooca, tel. 6692-5230.
Escrito por Ricardo Freire às 10h57
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O blogueiro, comovido...
... agradece a todos os passageiros que tão carinhosamente sucumbiram à chantagem emocional de ontem (role a página, é o quarto post). Com o ego suficientemente massageado, o blogueiro esclarece que (1) não, não está pensando em instalar um regime de comentários compulsórios; e (2) sim, ele finalmente entendeu que não existe necessariamente uma relação entre a qualidade percebida de um post e o número de comentários suscitados.
Próximôôô!
Escrito por Ricardo Freire às 10h35
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Novo baiano
Continuando minha campanha para obter a cidadania baiana (já entrei com toda a papelada no consulado, mas até agora, nada), estou em dose dupla na Viagem & Turismo deste mês, sempre com a Boa Terra como assunto.

A revista propriamente dita traz minha matéria sobre o hotel de luxo instalado pelas Pousadas de Portugal no Convento do Carmo (“No mínimo, por baixo, tentando ser imparcial e comedido, eu diria o seguinte: o Copacabana Palace já tem um rival à altura para o posto de hotel mais charmoso do país.”).
Encartada do lado de fora vem uma outra revista, produzida por encomenda para a Bahiatursa: Carnaval em Salvador: Já É, que eu editei inteirinha (sob a supervisão inestimável da Bettina Monteiro, e me aproveitando mais do que deveria do talento da diretora de arte Cibele Cipola – além da reportagem precisa de Lorena Novas e Leonardo Costa, direto da Bahia). Estou or-gu-lho-sís-si-mo do resultado.
Acho que agora o visto sai!
(Momento cupinchagem: meu camarada André Laurentino, colega de página no Guia do Estadão, também está na Viagem deste mês, com um belo dossiê sobre o Carnaval da sua Olinda.)
Escrito por Ricardo Freire às 10h35
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Eu não vou perder você
(Crônica que fecha o especial Carnaval em Salvador: Já É, encartado na Viagem & Turismo deste mês)

Era a terça-feira do Carnaval de 1999. Eu estava na praia, perto do meu hotel em Itapuã, tirando uma merecida manhã de folga depois de muita folia. Foi quando tocou o celular. Era uma amiga jornalista.
- Quer sair no alto do trio com a Banda Eva?
É mais ou menos como estar em Mônaco na época do grand-prix e receber um convite para assistir à corrida na carona do Schumacher. Peguei o primeiro táxi para o Campo Grande.
Eu sabia que o desfile seria histórico. Ivete Sangalo ia sair pela última vez comandando o Bloco Eva antes de partir para o sonho do trio próprio. Tratava-se de um passo arriscado. Ivete já era poderosa, mas outras grandes cantoras de trio já tinham acabado no ostracismo ao tentar a carreira solo.
Começou o desfile. Ivete, com a voz embargada, quase não conseguia cantar. Ela só dava conta de acenar para a pipoca. Vi três meninas na janela de um prédio terem uma crise de choro histérico porque Ivete estava olhando para o outro lado da rua quando o trio passou por elas.
E quando dei por mim, eu estava chorando também.
De repente, todas as músicas do Eva pareciam se referir à despedida. Como: “Eu não vou perder você / Faz parte dessa história...”. Ou: “Não vou ficar sozinha / É de ladinho que eu lhe acho”. Lá pelas tantas, Ivete parou tudo e falou: “Eu não sou melhor que vocês, não. Eu sou melhor com vocês”.
Corta para 2006. Já como uma das maiores estrelas da música brasileira, Ivete Sangalo participa do DVD de 25 anos da Banda Eva. E a Banda Eva é convidada para comadar por uma noite o bloco de Ivete, o Cerveja & Cia.
Final feliz. Mas se a gente já soubesse disso há sete anos, aquele desfile não teria tido metade da graça.
Escrito por Ricardo Freire às 10h35
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Da minha implicância com a meteorologia nacional
Deu na Folha de ontem: “São Paulo tem janeiro mais chuvoso em 10 anos”.
CUMA? Em que lugar os meteorologistas paulistanos moram para assinar embaixo desse relatório?
Eu explico. Longe de mim duvidar que, somando toda a água caída nos dias de dilúvio, os computadores tenham registrado mais chuva neste ano do que nos últimos nove janeiros.
Mas qualquer ser humano que viva na cidade pode atestar que em janeiro de 2006, excepcionalmente, fez TRÊS SEMANAS ININTERRUPTAS DE SOL.
Inédito! Assombroso! Jamais visto!
(Eu, que vivo dizendo que o verão do Sudeste é uma fraude porque só chove, tive que morder a língua, dar o braço a torcer, engolir o que disse, etc etc etc.)
Com o quê, permitam-me corrigir a chamada do artigo da Folha de ontem. O certo é:
São Paulo tem o janeiro mais seco em 10 anos!
Pronto. Já tô melhor.
Escrito por Ricardo Freire às 09h16
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Leve deprê
Quando este blog fizer cinco anos, vou lançar um livro com o singelo título “Os posts que eu mais gostei de ter feito mas que ninguém comentou”.
Lá no meio vocês vão certamente encontrar o Farofeiro Chic de domingo passado e o Réveillon no Rio de 1º. de janeiro.
Vocês, hein?
Escrito por Ricardo Freire às 09h16
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