Escalda-pé nelas

Tanto Ivete Sangalo (dia 1º. de julho, em Dortmund, duas horas antes de uma quarta-de-final em Frankfurt) quanto Daniela Mercury (8 de julho, em Berlim, na véspera da finalíssima) estão escaladas para fazer carnavais brasileiros antes da hora na Alemanha.

 

 

Recomenda-se às nossas duas Madonnas cuidados redobrados no aquecimento dos pés.

 

(A boa notícia é que não, senhores passageiros, não há notícia de terem incluído Fafá de Belém na programação.)

 

Maiores detalhes no outro blog que eu estou tomando conta.

Escrito por Ricardo Freire às 13h37
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Caipi Hour

Já toquei nesse assunto aqui outras vezes, mas arredondei um pouco o raciocínio nesta crônica publicada no Guia do Estadão desta semana.

 

Falsas caipirinhas: no badalado All Bar One e na churrascaria “portuguesa” Maracanã, em Colônia

 

Não, eu não sou daqueles que quando viajam para o exterior ficam com saudade de feijão e brigadeiro. Ultimamente, porém, andei abrindo uma exceção – no departamento bebida. Queria verificar “in loco” a transformação da caipirinha em drinque da moda.

 

O primeiro teste foi no começo do ano passado, em Nova York, onde tinha acabado de abrir um restaurante temático (mau sinal) com cardápio de Claude Troisgros (bom sinal) chamado Caviar & Banana (mas com o infeliz apêndice “Brasserio”). Fui com uma amiga brasileira, que por sua vez levou amigos americanos. Ao examinar o cardápio, constatei, feliz da vida, que o lugar servia não apenas caipirinhas, como também caipiroskas – de várias frutas. Pedi caipiroska de manga (manga!) para a mesa inteira.

 

O que veio do bar era uma coisa inominável, em que gomos de limão (limão!), absolutamente intocados, boiavam junto com o gelo no copo, acompanhados por algumas fatiazinhas, também virgens, sem nenhum sinal de amassamento, de uma manga extremamente verde. Pedi explicações ao garçom, e ele falou que todas as caipiroskas de frutas levavam limão também. (Para minha felicidade, o restaurante não demorou muito tempo para fechar as portas.)

 

Minha segunda experiência com caipirinha no estrangeiro foi agora, mês passado, na Alemanha. Depois de ver a caipirinha anunciada como drinque oficial do happy hour em vários bares (muitos chegam a ter uma “Caipi Hour”), resolvi pedir uma. Veio com gosto de... margarita. Perguntei se era feita com cachaça, o garçom disse que sim. Fui então acompanhar o preparo de uma “Caipi” alemã. É assim: os tedescos pegam o limão cortadinho e chacoalham na coqueteleira (na coqueteleira!) com cachaça. Então põem no copo, acrescentam açúcar marrom (marrom!), adicionam suco de limão engarrafado (adicionam! suco! engarrafado!) e gelo picado (picado!).

 

Não, não são os ingredientes (cachaça, limão e açúcar) que fazem uma caipirinha ser uma caipirinha. É o modo de preparo. Aquele nheco-nheco da fruta, com casca e tudo, contra o destilado, seja ele qual for, provocado por uma mão-de-pilão de madeira, é que dá alma à caipirinha (ou oska, ou íssima). É isso que faz com que a caipirinha seja uma bebida muito mais viva do que qualquer outro drinque concebido sem paixão nem esfregação, numa coqueteleira ou num liquidificador (eca).

 

Os gringos já aprenderam a beber caipirinha. Agora só falta a gente ensinar os caras a preparar.



Escrito por Ricardo Freire às 12h10
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Futebol e chocolate

O lugar (o Museu do Chocolate, em Colônia) é manjado, mas eu descobri uma utilidade inédita: comemorar alguma eventual goleada do Brasil na Copa. Veja por que no blog da TIM no site da Viagem & Turismo.

 

A entrada custa 6 euros, mas na sala onde funciona uma fábrica o chocolate Lindt é de graça...

 

A jardineira (verde-amarela) sai em frente à Catedral; a torre em frente se chama Malakoff, como no Recife; e o lugar tem uma estufa tropical onde se reproduzem as condições ambientais para o cultivo do cacau



Escrito por Ricardo Freire às 11h58
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669 lugares

Minha crônica desta semana na Época – incluindo coisas que eu só descobri depois de ter feito aquele post no início da semana.

 

 

Bastou o livro aparecer na lista dos mais vendidos do New York Times, há mais de dois anos, para eu tratar de encomendar o meu exemplar. O título é daqueles que já funcionam como orelha, prefácio e material de divulgação: “1.000 lugares para você ver antes de morrer”. A autora, Patricia Schultz, foi colaboradora de guias e revistas de viagem, e levou sete anos para arredondar a lista.

 

Com 974 páginas carregadas de serviço, não é um livro para ler de um fôlego só – mas para ser deixado num lugarzinho à mão, onde possa ser aberto de vez em quando, numa página qualquer, feito um almanaque. Além de boa leitura, é uma fonte de consulta fabulosa: para saber quais são os meses sem chuva em Tetiaroa, na Polinésia Francesa, ou qual é o melhor hotel da cidade colonial de Taxco, no México, ou ainda como chegar à aldeia de Papai Noel na Lapônia, é mais rápido (e seguro) consultar Patricia Schultz do que o Google.

 

Quer dizer – se você consultar o original em inglês. Porque a versão brasileira, lançada há duas semanas pela editora Sextante com o título “1.000 lugares para conhecer antes de morrer”, não fala de Tetiaroa, nem de Taxco, nem da Lapônia. Pelas minhas contas, as 729 páginas da nossa tradução contêm 331 verbetes a menos do que a edição original, sem que isso seja mencionado em lugar algum. Quando os rolos de papel higiênico diminuíram de tamanho, quem se desse ao trabalho de fuçar poderia encontrar as novas medidas escritas em algum canto da embalagem. O consumidor da versão brazuca de “1.000 lugares” não tem a mesma sorte – paga mil, leva 669 e ninguém dá satisfação.

 

Eu sei, eu sou um chato. E já que comecei, permita-me revelar uma implicância pessoal com o título em português. Eu queria lançar aqui uma campanha para acabar com o uso do verbo “conhecer” associado a viagens. Sempre que me perguntam“Quantos países você conhece?”, eu respondo: “Nenhum”. Porque é mentira que a gente “conheça” algum lugar quando viaja. A gente visita, passa, fica, entra, sai, fotografa, percorre, experimenta, se diverte, vai, se apaixona, volta, mas “conhecer”, mesmo, a gente não consegue dar conta nem do lugar onde mora. Por isso eu prefiro o título em inglês – 1.000 lugares para “ver” antes de morrer.

 

Tampouco acho necessário o acréscimo dos 25 lugares brasileiros que não constam da edição original. Não estou dizendo que não mereçam estar numa lista dessas. Mas sua inclusão – decidida não pela autora, mas por uma equipe brasileira – tira o brilho dos que passaram pela peneira gringa. Por exemplo: semana passada, oito restaurantes paulistanos comemoravam na coluna social de um jornal de São Paulo sua inclusão no livro. Só que o único restaurante brasileiro a merecer um verbete próprio no livro original é o (justissimamente celebrado) Lá em Casa, de Belém do Pará. Além do mais, não há nenhuma utilidade em substituir destinos dificilímos de pesquisar – como a ilha Desroches, nas Seychelles, ou o caminho de Nakasendo, em Kyoto, ou a Baía dos Sete Espíritos, na Austrália – por outros que saem o tempo todo nos suplementos de turismo, como Porto de Galinhas e Itacaré.

 

(Continua no post abaixo)



Escrito por Ricardo Freire às 11h44
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O prefácio à edição brasileira diz, sem detalhar números, que foram suprimidos “alguns lugares que atendem com mais propriedade aos objetivos dos leitores norte-americanos”. Pode ser. De fato, o peso dos Estados Unidos na lista original é exageradíssimo. A nossa tradução eliminou 76 verbetes americanos (mais 6 do Canadá e 56 de Inglaterra, Escócia, Gales e das duas Irlandas). Mas peraí. Esse critério não explica o sumiço de três destinos portugueses (entre eles a bela cidade murada de Marvão, que ainda não entrou no circuito dos brasileiros) e de três lugares na Argentina (deixando de fora as informações sobre como chegar à geleira Perito Moreno).

A Bolívia, coitada, sumiu do mapa (depois reclamam quando o Evo Morales resolve retaliar, expulsando a siderúrgica do Eike Batista). Da Venezuela, ficamos sem o utilíssimo verbete do arquipélago de Los Roques (para seu conhecimento, é o Caribe mais próximo do Brasil. Pegue aquelas suas milhas Smiles, troque 20.000 por uma passagem ida e volta a Caracas, e de lá um teco-teco leva você em 45 minutos a ilhas de mar transparente onde praticamente não chove).

           

É a versão original dos “1.000 lugares” que deve servir para a Embratur como termômetro do índice de conhecimento do Brasil por experts em viagem americanos. Na lista quente, o Brasil entra apenas com 18 lugares (ou 1,8% do total). Desses, nada menos do que seis estão na cidade do Rio de Janeiro; outros dois, no Estado do Rio (Búzios e Paraty). Os demais lugares ficam na Amazônia, no Pantanal, em Minas (Ouro Preto e Tiradentes) e Nordeste (Salvador, Fernando de Noronha e dunas de Natal). Foz do Iguaçu entra, sim – só que no capítulo da Argentina. Por que lá é mais bonito? Não: porque lá é mais fácil. Americanos (e canadenses) não precisam de visto para ir a “Iguazú”.

 

Na tradução brasileira, os lugares brazucas são 47, e incluem até o Festival de Gramado. Num universo de 669 destinos, 7% da lista é nossa. Não se espante, portanto, se qualquer dia dia desses você ouvir, no meio de um discurso: “Nunca na história deste país um governo conseguiu emplacar 7% de destinos brasileiros na lista dos 1.000 lugares imperdíveis do mundo”. Quer apostar?



Escrito por Ricardo Freire às 11h42
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Passes perfeitos

 

 

Mais uma razão para vir fazer a festa na Alemanha em junho, mesmo sem ingresso na mão: a Deutsche Bahn lançou um passe de trem que permite viagens ilimitadas por toda a Alemanha durante todo o período da Copa.

 

 

Maiores detalhes no outro blog que estou tomando conta: clique aqui.

 

 

Que vagão-restaurante o quê: eu quero é o vagão-bar! 



Escrito por Ricardo Freire às 09h05
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Cúmbia no candombe

Por Dios. QUE GOL FOI ESSE DO RENTERÍA?!?

COLORAAAAADOOOOOOOO!!!!!!!!!!

(Nem vem. O jogo foi em Montevidéu. Pode muito bem ser comentado num blog de viagem, sim.)

Update: a Cássia manda o link do gol de placa: clique aqui e depois role a página (o link mesmo tá lâââââ embaixo, como se diz na minha terra).

E vem cá: eu tô vendo coisas, ou lá no finzinho do vídeo apareceu uma bandeirita da Colômbia no meio da torcida do Inter? Dale Rentería!



Escrito por Ricardo Freire às 21h25
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Colônia, o cidade da chopinho

O Brasil não vai jogar nenhuma vez em Colônia – mas é lá que os 5.000 brasileiros que compraram os pacotes oficiais vendidos pela operadora Planeta Brasil vão se hospedar durante toda a Copa.

 

 

A boa notícia é que a cerveja de Colônia é a única da Alemanha que não corre o risco de esquentar sob o sol de verão. Quer saber por quê? Clique aqui.

 

 



Escrito por Ricardo Freire às 07h08
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O chato da apostila

Quando eu era adolescente eu pensava que entre mim e o vestibular só podiam acontecer duas coisas: passar ou não passar. Depois que eu comecei a escrever na Época, porém, eu descobri que pode me acontecer uma terceira coisa: eu posso cair no vestibular.

 

Já aconteceu várias vezes. E sempre nas melhores companhias. Machado. Rosa. Verissimo. É a glória. Quando eu me vejo deprimido ou sem inspiração, eu trato de me animar: “Vamo! Tu é capaz! Tu já caiu no vestibular e tudo!”

 

(Parênteses. Sim, eu falo comigo mesmo em porto-alegrês. E não, não é porque eu já caí no vestibular que eu vou ser obrigado a usar a regra culta para falar comigo mesmo. Fecha parênteses.)

 

Esses dias me dei conta de outra coisa que pode acontecer comigo. Eu posso cair  no material didático também. Foi o que aconteceu com um texto antigo de 2003: entrou no material do Positivo, e nas últimas duas semanas uma molecadinha de tudo quanto é canto do Brasil foi obrigada a me acompanhar em 3.000 caracteres de raciocínio tortuoso.

 

O texto foi esse aqui:

 

(Continua no post abaixo)



Escrito por Ricardo Freire às 07h04
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Abaixo a arroba

Se você tivesse o poder de mudar uma palavra, qual você escolheria? Eu não tenho dúvida: arroba. Convenhamos -- "arroba" é horrível. E no entanto estamos todos condenados a ser alguém-arroba -alguma coisa ponto com ponto br. É triste saber que vou carregar essa palavra a vida inteira, feito uma tatuagem na nuca ou um pino na perna.

 

Não, minha implicância não é com o símbolo @. Esse azinho enrolado é o logotipo perfeito para a Internet. Em inglês faz todo o sentido: @ é uma maneira de escrever "at" -- a nossa preposiçãozinha "em". Em português é que fica difícil ligar o nome à figura. Porque, ao contrário do símbolo @, a palavra "arroba" não tem xongas a ver com endereçamento. Arroba é uma medida de peso arcaica, inventada na Península Ibérica, que no Brasil vale 15 quilos. Toda vez que você dita o seu endereço eletrônico, você engorda: alguém-15 quilos-alguma coisa ponto com ponto br.

 

Nos países que têm a felicidade de não pesar nada em arrobas, o símbolo @ ganhou nomes bem mais simpáticos, inspirados no seu desenho de espiral. Os alemães acham que o @ é uma orelha (Ohr). Os turcos, por sua vez, enxergam uma rosa (gül). Nenhum @ é tão doce quanto o dos israelenses: strudel. Os italianos, cuja Internet deve ser mais lenta, chamam o @ de caracol (chiocciola). Os franceses, quando não querem pronunciar a detestável palavra "arobase" (a arroba deles) dizem simplesmente "a comercial". Já os suecos vão mais longe: dizem que o @ é um "a com tromba" (snabel-a). Vem cá -- quando até os suecos conseguem ser mais gozadores que os brasileiros, é porque alguma coisa está muito errada.

 

Eu julgava minha guerra contra a arroba perdida, até que, semana passada, uma notícia reacendeu minhas esperanças. Seguindo recomendações da Academia Francesa, o governo francês proibiu o uso da palavra "e-mail" em todos os documentos oficiais. No seu lugar deverá ser escrito "courriel" -- uma contração de "courier électronique" (correio eletrônico) que já era usada no Canadá de fala francesa.

 

A essas alturas do campeonato informático, é óbvio que não existe a mínima chance de esse novo nome pegar (já pensou ser obrigado a dizer "eletrocarta" no lugar de e-mail?). Mas pelo menos os dois ou três franceses que não gostam da palavra "e-mail" vão dispor de uma alternativa oficial e compreensível. E nós, os dois ou três brasileiros que não gostamos de engordar 15 quilos toda vez que damos nosso endereço eletrônico -- como ficamos?

 

Eu proponho: sai arroba, entra "a comercial". Ou: azão. A-bola. Bolão. Novelo. Rocambole (em Pernambuco: bolo-de-rolo). Topete. Itamar. Ralo. Rosca. Aspiral (a + espiral). Ou... peralá. Se americanos, ingleses e australianos conseguem ler @ como "at", nós podemos muito bem ler @ como... "ão". Não podemos? Mais castiço, impossível. Se o Brasil adotasse o "ão" no lugar da "arroba", talvez até a Academia Portuguesa nos imitasse.

 

O que você acha? Tem alguma outra sugestão? Mande um e-mail, ou um courriel, ou mesmo uma eletrocarta para: xongas ão edglobo ponto com ponto br.

 

(Continua no post abaixo)



Escrito por Ricardo Freire às 07h04
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Resultado: minha caixa postal está abarrotada de e-mails de Norte a Sul e de Leste a Oeste do país escritos por brasileirinhos e brasileirinhas de 12 anos de idade que não vêem absolutamente nenhuma necessidade de substituir uma palavra tão óbvia, corriqueira e bonitinha quanto “arroba” por qualquer uma das asneiras propostas.

Para eles, arroba é a coisa mais natural do mundo. Já era um fato da vida quando eles viraram gente. E eu não passo de um chato de apostila. Seriam os textos de livros didáticos os primeiros spams que a gente é obrigado a ler na vida?



Escrito por Ricardo Freire às 07h04
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A Copa dos bicões

 

Eu já falei que essa Copa periga ser mais divertida para quem estiver do lado de fora dos estádios na Alemanha? Falei, sim. Mas se você não passou por aqui naquela semana, clique aqui e saiba por quê.



Escrito por Ricardo Freire às 09h41
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250 páginas a menos para você visitar antes de morrer

Eu já tinha o “1.000 lugares para conhecer antes de morrer” há dois anos – assim que soube da sua existência, encomendei o original em inglês na Amazon.

 

Ontem fui à Cultura e comprei a versão brasileira.

 

 

Primeiras descobertas: apesar de usar o mesmo tipo e corpo de letra, a versão brasileira tem 250 páginas a menos.

 

As 12 páginas originalmente dedicadas ao Brasil viraram 38 na versão-brasileira-herbert-richers. E as adições (na verdade, alterações) não foram feitas pela autora, e sim por uma equipe brasileira (que conseguiu enfiar até o Festival de Gramado – ?!?!! – entre as 1.000 coisas imperdíveis sobre a face da Terra).

 

Quando tiver um tempinho, vou comparar melhor as duas versões para descobrir qual foi o critério dos editores brasileiros ao retirar as atrações originalmente selecionadas pela autora e substituir por outras para agradar egos regionais.

 

Acho isso de uma burrice a-t-r-o-z.

 

Qualquer um desses destinos sonegados pela versão brasileira deve ser muitíssimo mais difícil de pesquisar do que a imensa maioria dos seus substitutos nacionais. (Eita, ninguém precisa comprar um livro desse tamanho para ler meia página sobre Porto de Galinhas ou Itacaré.)

Escrito por Ricardo Freire às 12h07
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Mandinga em alemão

Durante a minha expedição alemã eu me dei ao trabalho (ou seria mais correto dizer “me dei à diversão?”) de inventar uma superstição para cada cidade onde o Brasil jogar.

 

Em Berlim, se quiser dar sorte ao Brasil, coma sonhos, zifio.

 

 

Para saber por quê, clique aqui.



Escrito por Ricardo Freire às 09h54
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Bola rolando!

Agora sim: entrou no ar de verdade o blog da TIM no site da Viagem & Turismo sobre a Copa da Alemanha. (Da outra vez foi alarme falso – eu falei do blog mas ainda não podia.)

 

 

Pelo menos até a Copa começar, os posts lá desse blog vão ser meus, com curiosidades que eu anotei e fotografei nas 6 cidades onde o Brasil vai jogar ou pode vir a jogar na Copa (Berlim, Munique, Dortmund, Frankfurt, Kaiserslautern e Hamburgo), mais a cidade onde boa parte da torcida vai ficar concentrada, Colônia.

 

 

Todo dia vai ter um post novo. Mas pó deixar que eu dou a chamada e publico o link aqui.

 



Escrito por Ricardo Freire às 12h40
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Uébster Aureliano, a seu dispor

Tem uma matéria de viagem do New York Times na capa do Uol hoje. Traz dicas para economizar na Europa – incluindo um hotelzinho de menos de 100 euros em Praga, Paris, Barcelona e Roma (hotelzinho esse que, depois de sair no suplemento Travel do New York Times como única dica de hotel por menos de 100 euros numa cidade européia de primeiro time, deve começar a lotar com uma antecedência de seis meses...).

 

A matéria diz que Praga tem uma ponte chamada “Charles” (que tal “Karlúv” ou simplesmente “Carlos”?) e um morro chamado Petrin “Hill”. Além disso, traduz user-friendly como “amistoso ao usuário” (que tal “fácil de usar”?), value como “valor” (que tal: 1) “bom preço”, 2) “boa relação custo x benefício” ou 3) “pechincha”?) e lodging como “alojamento” (que tal: “hospedagem”?).

 

Fiz só uma leitura dinâmica, e felizmente não consegui achar nenhum mosteiro que virou monastério (ugh) nem pobres legumes ou verduras que tenham sido forçados a virar vegetais (eca).

 

Em compensação, adorei esse “Erramos” da Revista da Folha de hoje:

 

Diferentemente do publicado na seção Bebida (“Sabor do Oriente”, pág. 15, de 16/4), cumin é um tempero de origem egípcia, e não indiana, cujo nome em português é cominho. A mesma reportagem errou ao se referir ao Egito como país asiático; o país pertence ao continente africano.

Escrito por Ricardo Freire às 13h03
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Vacanze ma non troppo (final)

Não, minha estada no Toque não se resumiu a trabalho na piscina e caminhadas na praia. A desculpa que me levou até lá foi a oportunidade de conhecer, com a pousada semifechada para manutenção, o novo bangalô Bem-Te-Vi, que foi inaugurado no último réveillon.

 A Família Toque: o Nilo (em ação na cozinha de sua casa), a Maria Luíza e a Gilda

 

 Bangalô Bem-Te-Vi: o plasma giratório pode ser assistido tanto da sala quanto do quarto

 

O Nilo e a Gilda têm construído um bangalô diferenciado por ano – e o novo sempre supera os anteriores em luxo e conforto. O Bem-Te-Vi tem 150 metros quadrados de área construída, piscina, sauna, sala de ofurô e TV gigante de plasma. A decoração da suíte é contemporânea – mas o ambiente pelo qual eu sou perdidamente apaixonado é a sala de ofurô, que funciona num puxadinho de taipa que já foi quiosque de massagem numa outra encarnação.

 

Sala de ofurô: meu ambiente preferido do bangalô

 

O mundialmente famoso J.R. e sua imbatível capiroska de limão, gengibre e manjericão (peça com mel)

 

(Continua no post abaixo)



Escrito por Ricardo Freire às 12h58
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Puramente decorativos: os patos não viram foie gras, e os gansos não fornecem as penas dos travesseiros

 

Detalhitos do Bem-Te-Vi

 

O bacana é que, mesmo com plasma e frigobar-design, o Toque continua a mesma pousada artesanal, sem um pingo de afetação, que eu descobri lá no comecinho, em 2000. O verdadeiro luxo da Pousada do Toque é impalpável: está na simpatia, na atenção, no carinho. E não depende de você estar num bangalô onde você pode mergulhar na sauna do seu banheiro e emergir na sua piscina particular.

 

Você mergulha na saunazinha do seu banheirozinho e emerge na piscinininha do seu bangalozinho

 

O deck do Bem-Te-Vi e a vista de quem está na piscina da pousada

 

Da próxima vez prometo esquecer o laptop em casa.

Escrito por Ricardo Freire às 12h48
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Quase videoblog

Mais uma seqüência dessa minha fase Jangadas em Alagoas. Tirei na última caminhada da temporada, sexta-feira, da praia do Toque à de São Miguel dos Milagres.

 

 

 

 

 

E agora, para provocar mais um acesso generalizado de pena entre meus leitores, e em particular entre meus empregadores, aí vai uma fotinho do meu escritório onde trabalhei como um condenado (sob um sol de pátio de penitenciária) toda a semana passada.

 



Escrito por Ricardo Freire às 20h26
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Shop Tour

Não conheço o acordo, mas não deve ter sido de graça que a Kaiser conseguiu tirar a Ambev dos carrinhos de bebidas da TAM.  

 

E olhe que nem é a Kaiser que foi para os carrinhos. Não sei se foi idéia da Kaiser ou imposição da TAM, mas só as marcas top da cervejaria embarcam nos vôos da companhia aérea.

 

No começo, se você pedia cerveja, as aeromoças faziam a pergunta completa, certamente seguindo o script definido nas negociações:

 

- Bavaria Premium ou Xingu?

 

Pelo que eu notei nos vôos de ida e de volta de Maceió, elas cansaram de receber “Hã?”, “O quê?” e “Cuma?” como resposta. A formulação agora é mais simples. Você pede uma cerveja, e elas vão direto ao assunto: 

 

- Clara ou escura?

 

Daqui onde estou posso ouvir as risadas no board da Skol.

Escrito por Ricardo Freire às 23h10
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Vacanze ma non troppo (II)

Ontem, quando vim até o computador da recepção para publicar o post aí de baixo, recebi um email que acrescentava um quinto item ao meu pretenso dolce far niente: uma cobrança de quatro textos que eu tinha prometido, há um mês e meio, para hoje, dia 20 (dos quais, evidentemente, tinha me esquecido por completo).

A caminhada de hoje depois do café foi para as praias ao sul do Toque, que são mais bonitas

 

 

E agora, depois de feitos e enviados os textos (junto com os dois últimos programas de rádio da série de dez que precisava fazer por aqui), acabo de receber mais uma encomenda: um offzinho pro programa do Morro do Querosene que vai ser editado amanhã.

 

 

O recorte mais bonito é o da praia de São Miguel dos Milagres, antes de virar Praia do Riacho

 

 

O livro se chama “Viaje na Viagem”, mas acho que vou trocar o nome do blog. Que tal: trabalhenaviagem.zip.net?

Escrito por Ricardo Freire às 18h06
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Vacanze ma non troppo

Semana passada, depois que publiquei aquele post sobre a Pousada do Toque cumprimentando pelo prêmio de melhor gastronomia na votação da Viagem & Turismo, recebi um telefonema do Nilo.

 

Os currais de peixe aparecem na Praia do Toque e se espalham pelas praias do sul até Barra de Camaragibe

 

- Rapaz, tô fechando a pousada pra manutenção entre o fim do feriado de Páscoa e o começo do feriado de Tiradentes. Você não quer vir conhecer o bangalô novo?

 

O vilarejo de Porto da Rua (a 20 min. de caminhada para o norte) tem uma colônia de pescadores 

 

Senhores passageiros: depois de emendar o México de ônibus com aquele insano pinga-pinga alemão (escarafunchei todas as cidades onde o Brasil pode jogar na Copa), e com tudo o que isso significa de trabalho pós-viagem, eu estava (estou) em petição de miséria (aceita).

 

Barqueiros de Porto da Rua; jangada estacionada na Praia do Toque

 

Descansar no Toque era tudo o que eu podia querer da vida naquele momento. Só tinha um problema. Desde a última passada, durante a Expedição, eu não consigo mais pagar o Toque. O Nilo aprendeu todos os meus truques (incluindo o pagamento antecipado por agente de viagem usando o meu sobrenome do meio).

 

Porto da Rua

 

Mas daí eu pensei. A pousada está fechada para manutenção. Algum dia eu preciso conhecer o bangalô novo, para não desatualizar meu guia de superbangalôs. Se por acaso me convocarem para depor na CPI dos vestidos de Lu Alckmin, eu posso muito bem contratar o Márcio Thomaz Bastos e, protegido por um habeas-corpus duda-mendoncino, alegar, calado, que descansar de graça em pousada fechada não configura jabá.

 

15 minutos adiante de Porto da Rua você chega à foz do Rio Tatuamunha, onde vive um casal de peixe-bois 

 

Cheguei no domingo, volto sexta. E fora (1) acabar uma matéria grande pra Viagem & Turismo, (2) pesquisar, gravar e enviar dois programas por dia pra Paradiso FM, (3) botar no papel um projeto que estou devendo para um amigo e (4) atualizar o blog, não tenho nada, nada, nada, absolutamente nada para fazer!

 

Caminho de volta: mais meia hora e... café da manhã!!!



Escrito por Ricardo Freire às 16h33
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O último dos sem-iPods

(Minha crônica desta semana na Época)

Confirmado: eu sou a última pessoa do planeta a não ter um iPod. A essas alturas cada habitante de Papua-Nova Guiné já é dono do seu aparelhinho, e a ajuda humanitária à África já inclui cestas básicas de mp3. Só eu continuo nesse estágio inferior da evolução humana: não, meus ouvidos não têm fio.

 

Demorou para eu me dar conta de que era o último dos terráqueos sem iPod. Foi semana retrasada, para ser mais exato. Naquele momento, o universo ao meu redor se revoltava contra o fato de os novos CDs da Marisa Monte virem com um programa insidioso que se auto-instala em computadores e impede a gravação, ou dificulta a transferência, ou pelo menos enche o saco de quem quer ouvir músicas legais (nos dois sentidos) nos seus iPods.

 

Antes de mais nada, devo declarar meu total apoio aos que se sentem prejudicados – mesmo sem saber direito do que estou falando. Você não vai acreditar, mas eu nunca sequer coloquei um CD de música no computador. Nem ao menos para simplesmente tocar – que dirá, gravar. Eu sou do tempo em que cada eletrodoméstico tinha apenas uma função, entende? Se fosse três-em-um, é porque não fazia nenhuma das coisas muito bem.

 

Não mais. Nenhum aparelho moderninho que se preze se contenta em executar apenas aquela tarefa básica para a qual foi inventado. Um telefone celular que não escreva ou que, imagine, não tire fotos, está condenado à execração pública (dele e do seu dono). Você leu sobre a nova geladeira que acessa a Internet? É o tipo de coisa que quem não tem um iPod não consegue imaginar.

 

O alvo da gravadora da Marisa Monte, ao imiscuir um programinha maroto nos CDs, é tentar diminuir a pirataria virtual, impossibilitando, se é que eu entendi bem, a transferência dos arquivos das canções para outros computadores e para os aparelhinhos que tocam mp3 (dos quais a estrela maior é o iPod).

 

Apesar de nunca ter transferido música para computador de ninguém que seja, de pirataria para uso pessoal eu entendo. Passei boa parte dos anos 80 (esses mesmos que agora estão na moda) transformando meus discos em fitas cassete. [Fita cassete: parecia uma dessas fitas jurássicas de vídeo, só que menorzinha. Ah, sim: e só reproduzia áudio.] Gravar fita cassete era um dos esportes mais divertidos daquela época. Eu nunca tive a oportunidade de queimar um CD de música, mas tenho certeza de que não chega perto do prazer de gravar uma fita cassete.

 

(Continua no post abaixo)



Escrito por Ricardo Freire às 22h45
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Diferentemente do que acontece hoje com os CDs piratas e iPods, o elemento mais importante na gravação de uma fita não era o equipamento: era a pessoa que pilotava o aparelho. Saber soltar o disco e apertar as teclas “play” e “REC” no momento certo – e com o volume de gravação adequado – era uma ciência. Tudo bem: hoje existem os DJs, que fazem mais ou menos a mesma coisa; mas eles são profissionais. Nós éramos amadores. Eu me lembro de ter gravado fitas antes mesmo da invenção da tecla “pause”.

 

Dia desses precisei jogar fora todo o meu infinito particular de fitas cassete. Mofadas, e sem nenhum aparelho em funcionamento onde pudessem ser tocadas, elas só serviam para ocupar espaço. Daqui a duzentos anos, dificilmente algum arqueólogo conseguirá dizer qual era a diferença entre uma fita normal, uma cromo e uma ferro-cromo. Mas os iPods estarão lá, indestrutíveis, com todas as músicas de todos os tempos armazenadas para a eternidade.

 

Meu problema é que eu não consigo me entusiasmar pela idéia de guardar todas as músicas de que gosto num negócio menor que um radinho de pilha. [Radinho de pilha: aparelho transistorizado que captava emissoras AM e FM, e funcionava com baterias cilíndricas, que eram vendidas em mercadinhos, padarias e botequins, ou mesmo em supermercados, junto aos caixas, no meio das balas, chicletes e chocolates.]

 

Tenho pelos meus discos o amor táctil que Caetano Veloso disse ter pelos livros. Preciso das capas, dos encartes, das caixinhas lascadas. Vinte anos atrás já foi muito difícil deixar para trás as capas plastificadas, os remendos com fita durex e os riscos dos meus LPs de estimação. [LP: objeto circular com sulcos que armazenam sons de maneira analógica; atualmente conhecido como “vinil”.] Não, não me peçam para passar por tudo isso novamente.

 

Mas o iPod não chegou para substituir apenas a minha estante de CDs. Já tem iPod que armazena e passa vídeos. E a coisa não deve parar por aí. Daqui a pouco tudo o que se imaginou que seria feito por um aparelho só – primeiro, pelo computador; depois, pelo celular – vai ser feito pelo iPod. Porque Steve Jobs descobriu que ouvir música é a necessidade biológica número 1 do ser humano deste milênio. Todas as outras derivam dela.

 

E eu, que me achava tão moderno, que comecei a usar computador quando todos ainda estavam na máquina de escrever, que estou na Internet desde quando a conexão caía a cada 30 segundos, que sou o Googledependente mais antigo que conheço, vou ficar para trás. Eu era moderno. Agora não passo de um obsoleto precoce.

 

Mas nem tudo está perdido. De repente, posso ganhar a vida com a minha obsolescência. Como último habitante do planeta a não ter um iPod, não vai demorar muito até que eu comece a ser convidado para programas de TV. Posso ser alvo de estudos antropológicos. E até virar objetivo de tarefas de gincanas. Ainda fazem gincanas? Antes da invenção do iPod, faziam.

Escrito por Ricardo Freire às 22h44
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Mais um canto do planeta

 

Não sei se para os telespectadores está adiantando muita coisa. Mas preciso dizer que, no que tange a minha pessoa, a nível de apresentador e até mesmo enquanto repórter, o meu quadro no Planeta Cidade da TV Cultura tem me ajudado a conhecer lugares em São Paulo que eu nunca desconfiei que existissem.

 

 

Entre pasmo e envergonhado, preciso confessar que não sabia que entre o iniciozinho da Raposo Tavares e a avenida Corifeu de Azevedo Marques existe um bairro chamado Morro do Querosene, endereço de artistas alternativos e de gente ligada à USP. Eu não conheci a Vila Madalena dos anos 70, mas não deveria ser muito diferente, não.

 

 

(Continua no post abaixo)



Escrito por Ricardo Freire às 08h53
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Um dos artistas que moram lá, o maranhense Tião Carvalho (autor daquela linda canção “Nós”, gravada pela Ná Ozzetti e que depois entrou para o repertório da Cássia Eller), organiza há 15 anos uma série de festas de rua inicialmente em torno do bumba-meu-boi, mas que acabaram absorvendo outras manifestações populares nordestinas.

 

Ontem aconteceu a primeira festa do ano – o renascimento do boi. A coisa começou à tarde, com uma sessão de “contação de histórias” para crianças; então continuou com um boi infantil, uma roda de capoeira, samba-de-roda, maracatu, ciranda e finalmente o boi adulto (que só começou às 10 da noite).

 

 

 

Não sei que horas acabou, porque eu precisei voltar para casa, onde era esperado desde as sete da noite.

 

 

 

Eles não gostam muito de divulgar as datas, para não encher demais de gente. Mas se você não contar pra ninguém que leu aqui, posso contar no seu ouvido que a próxima festa, o batizado do boi, vai ser dia 24 de junho.

 

(Continua no post abaixo)



Escrito por Ricardo Freire às 08h49
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E um P.S. para quem estava acostumado com a reprise do Planeta Cidade de domingo à noite: já faz duas semanas que a reprise está indo ao ar às 3 da tarde.

 

No quadro de hoje eu fui ao Museu do Ipiranga. E dei o texto mais difícil que eu já me inventei nesses 6 meses de programa: “Estamos aqui às margens plácidas do Ipiranga, onde se você fizer força vai conseguir ouvir o brado retumbante desse povo heróico. A gente só vai ficar devendo o sol da liberdade em raios fúlgidos, porque nublou”.



Escrito por Ricardo Freire às 08h49
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Agora, vai

 

Leio nos jornais que Geraldo Alckmin iniciou sua campanha para tornar-se mais conhecido no Nordeste com uma parada em... Porto de Galinhas.

 

A continuar assim, nos próximos meses deve haver comícios em Itacaré, Trancoso, Pipa e Jericoacoara.

 

(Desisto. Já estou conformado em viver mais quatro anos na Brasilzuela.)



Escrito por Ricardo Freire às 10h58
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Paradeiro

Senhores passageiros: desculpem o sumiço. Mas é que nesse momento eu estou nesse atoleiro aí da foto. E preciso sair dele até amanhã.



Escrito por Ricardo Freire às 14h54
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Volta ao mundo sem sair de São Paulo – parte XXXIV



Escrito por Ricardo Freire às 18h47
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Uma pergunta pro Alessandro

Herr Sekretär: estou com uma dúvida aqui no meio da matéria da Alemanha, e achei mais confiável (e mais divertido) te perguntar do que googlar.

 

Diga lá: por acaso, tal como desconfio, o haxen de Colônia é o mesmo eisbein de Berlim – só que grelhado, em vez de cozido?

 

Dois joelhos do mesmo porco? À esquerda, um um haxen de Colônia; à direita, um eisbein berlinense

 

(Senhores passageiros: sim, deve-se retirar a capa de gordura antes de atacar o bicho.)



Escrito por Ricardo Freire às 06h41
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Podem me chamar de entreguista...

... mas eu acho que essa lei que impede controle estrangeiro de companhias aéreas nacionais de um anacronismo a toda prova. Que eu saiba, telefonia hoje é muito mais importante e estratégico do que aviação, e olha quantas telefônicas estrangeiras estão na área.

O que adianta o controlador de uma companhia aérea braslieira ser brasileiro, se por acaso ele se chamar Wagner Canhedo? Ou Nelson Tanure, esse urubu de empresas defuntas?

 

Se a legislação brasileira permitisse, será que uma grande companhia aérea estrangeira não teria se interessado pela Varig num momento em que ela ainda fosse comprável?

 

Na Suíça, o governo (e os bancos) tiveram que botar uma grana para fazer a falida Swissair renascer como Swiss – e depois recuperaram parte do investimento vendendo a companhia para a Lufthansa. Será que não dava para fazer alguma coisa assim por aqui?

 

(A propósito: o board da Swissair na época da falência está sendo processado nos tribunas suíços.)



Escrito por Ricardo Freire às 09h25
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Da gema

Minha crônica de hoje no Guia do Estadão.

 

Qual é o mais paulistano dos pratos? Ao menos, entre os pratos servidos em restaurante? Se me perguntassem assim, de supetão, sem tempo para consultar os arquivos, eu responderia, sem pestanejar: o polpettone do Jardim de Napoli.

 

Será mesmo? O polpettone do Jardim de Napoli é paulistano porque foi inventado aqui. Mas não sei se dá conta de resumir a cidade num prato. Não que isso tenha alguma importância – ainda que não seja o mais paulistano de todos, o polpettone do Jardim de Napoli continua como o no. 1 na minha lista de pratos que ninguém pode sair de São Paulo sem experimentar.

 

Caso sanduíches também pudessem ser incluídos na seleção, o resultado seria óbvio: o bauru do Ponto Chic. (Ou nem tão óbvio assim. Daqui onde estou já posso ouvir o clamor dos fãs do sanduíche de mortadela do Bar do Mané do Mercadão e do sanduíche de pernil do bar Estadão.)

 

Se valessem também os genéricos, meu voto iria para qualquer pastel de pizza. Um pastel de pizza preparado por um nordestino e comido por um descendente de libanês sintetiza os últimos 100 anos de história da cidade.

 

Considerando o conjunto da obra, contudo, ninguém ganharia do Rodeio. Dá para montar um cardápio completo só com clássicos que foram inventados ali: do couvert de pães-de-queijo ao creme de papaia com cassis, passando pela picanha fatiada e pelo fabuloso arroz biro-biro (que, por sinal, não tem concorrentes na categoria “o mais paulistano dos acompanhamentos”.)

 

Pronto. Já deu para pensar. Pode repetir a pergunta. Eu sei, sim, qual é o mais paulistano dos pratos servidos em restaurante. Ele foi inventado numa cantina da João Moura, entre Cardeal e Teodoro, chamada Buttina. Tem uma legião de fãs, mas eu só descobri outro dia. O nome do prato é totalmente autoexplicativo: spaghetti com couve e lingüicinha.

 

 

Como ninguém pensou nisso antes? O que eu mais gosto no spaghetti com couve e lingüicinha do Buttina é que ele passa longe do “fusion” ou do “nouvelle”. Ninguém inventou, revisitou ou reinterpretou nada. Está claro que aquele spaghetti, aquela couve e aquela lingüicinha são velhos conhecidos – freqüentaram muitos PFs juntos. O que o Buttina fez foi tirar o arroz, o feijão, a farofa e a batata frita do caminho.

 

Spaghetti com couve e lingüicinha. Enfim um prato que mostra onde estamos: em algum lugar entre Minas e a Itália.



Escrito por Ricardo Freire às 09h17
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O Toque e “la toque”

A edição de abril da Viagem & Turismo esmiuça os 100 melhores hotéis, resorts e pousadas do Brasil segundo a votação dos leitores na pesquisa “O Melhor de Viagem”.

 

Fiquei feliz de ver que a minha querida Pousada do Toque ficou em primeiro lugar no quesito gastronomia.

 

 

Merecidíssimo. Toque não é só o nome do povoado onde fica a pousada. É também como os franceses chamam o chapéu de cozinheiro – no feminino: “la” toque.

 

Parabéns, Nilo. Saudade, viu? Dá um beijo na Gilda e no povo todo.



Escrito por Ricardo Freire às 11h44
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Em compensação...

 

Quem acompanhou a minha Expedição Pé-na-areia do ano passado pôde ver a minha decepção com o Blue Tree Natal, antigo Pirâmide.

 

Eu escrevi que não entendia como dona Chieko Aoki tinha coragem de pôr o nome da sua companhia num hotel que claramente ainda não tinha o padrão Blue Tree. Pois o Blue Tree Natal ficou com o prêmio de segundo melhor hotel do Brasil pela escolha do leitor.

 

?!?!!

Escrito por Ricardo Freire às 11h42
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Agonia

Se você quiser acompanhar ao vivo as notícias que vão aparecendo na imprensa sobre a Varig (e a cada dez minutos parece aparecer outra), clique nesse link do Google News Brasil.



Escrito por Ricardo Freire às 14h13
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E Quintana virou imortal

(Minha crônica desta semana na Época)

 

Foram possivelmente as três eleições mais injustas da história do Brasil – em que o candidato mais qualificado foi sistematicamente batido por adversários com maior trânsito nos bastidores da política. Refiro-me, claro, às três vezes em que o poeta Mario Quintana se candidatou à Academia Brasileira de Letras. Perdeu as duas primeiras eleições, e retirou sua candidatura às vésperas de perder a terceira.

 

Perdeu para quem? Ninguém se lembra. Quer dizer: os mais antigos poderão lembrar-se do primeiro adversário vitorioso, um integrante do ministério Figueiredo que um dia disse “Eu não sou ministro; estou ministro”. Tudo bem, é uma boa frase. Só que, nessa mesma categoria – ministro frasista – tivemos, anos mais tarde, o fabuloso Antônio Magri, autor de “Ninguém é imexível” (igualmente a respeito da impermanência ministerial) e “Cachorro também é ser humano” (a melhor frase em mais de 500 anos de pronunciamentos oficiais de autoridades luso-brasileiras).

 

A bem da verdade, não importa quem fosse o adversário – num mundo civilizado, em circunstâncias assim, qualquer candidato respeitosamente desistiria da disputa, para que Mario Quintana pudesse ser aclamado como imortal. Pelo menos era isso o que a gente pensava, lá em Porto Alegre, tendo finalmente achado um motivo elevado para ser bairrista.

 

Aquilo tudo era novidade para mim. Quando voltei a morar no Rio Grande do Sul, no início da adolescência (depois de passar a infância em outros três pontos cardeais do Brasil), descobri, fascinado, que minha cidade natal tinha algo que nenhuma outra metrópole do seu porte possuía: um poeta de estimação.

 

Não bastava que Mario Quintana escrevesse aquelas coisas docemente perversas todo sábado no Correio do Povo (por exemplo, “Há duas espécies de livros: os que os leitores esgotam e os que esgotam os leitores”). Esperava-se de Mario Quintana que continuasse a levar uma existência estritamente poética, cercado de musas (de Greta Garbo a Cecília Meirelles a Bruna Lombardi), indo da redação para a boemia para o hotel em que morava (e que viria a tornar-se um centro cultural batizado com o seu nome). Nunca se casou – para alegria de seus entrevistadores, que podiam ouvir respostas como “Sempre morei em mim mesmo, e podendo ler tantos livros, nunca estou só”.

 

Qualquer porto-alegrense que passasse pelo Centro da cidade poderia esbarrar com o poeta de estimação sentado num banco de praça, lendo, fumando, atendendo estudantes ou fazendo tudo isso ao mesmo tempo. No ótimo site criado pelo portal ClicRBS para comemorar os 100 anos de nascimento de Mario Quintana, os internautas são convidados a contar seus encontros e diálogos com o poeta.

 

Ah, sim: este ano comemoram-se os 100 anos do nascimento de Mario Quintana. A exemplo da indignação ante a suas derrotas na Academia, os festejos do seu centenário também parecem circunscritos ao Rio Grande. É uma pena. Festejar os 100 anos de Quintana é sempre uma ótima desculpa para republicar frases como “Estilo é a dificuldade de expressão de cada um”. Ou “Quando alguém pergunta a um autor o que ele quis dizer, é porque um dos dois é burro”.

 

Mesmo com a agitação nos meios quintanófilos, nenhuma das biografias do poeta disponíveis na Internet menciona os nomes de seus adversários vitoriosos nas eleições da Academia. Parece haver um acordo tácito para ignorar esses mal-educados. Bem-feito. Enquanto acabarão certamente esquecidos, o poeminha que Mario Quintana lhes dedicou (“Todos esses que aí estão / Atravancando o meu caminho / Eles passarão / Eu passarinho”) já é imortal.



Escrito por Ricardo Freire às 09h22
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A Copa dos sem-ingresso

 

 

Você não se inscreveu nos sorteios de ingressos da Fifa? Sem problemas.

 

Você não tem grana para comprar um dos pacotes super-VIP que sobraram? Ótimo.

 

Pode começar a arrumar as malas. Talvez você não saiba, mas essa Copa foi feita sob medida para torcedores como você: os sem-ingresso.

 

(Para continuar lendo este post, clique aqui)

 

 

Hamburger Dom: telões passando a  Copa ao vivo no espaço deste parque de diversões temporário

Escrito por Ricardo Freire às 09h19
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O sonho do hexa e A bola da vez

 

 

Senhores passageiros, já está no ar o blog da Viagem & Turismo especial sobre a Alemanha, patrocinado pela Tim e escrito por este que vos bloga.

 

Todos os dias vai ter um post novo por lá.

 

Por aqui, além de dar um trailerzinho dos posts que eu publicar no blog da Viagem, eu vou continuar tratando de assuntos, digamos, não-alemães.

 

Para ir ao blog da Viagem, cliquem aqui. E se quiserem comentar, não se acanhem de comentar lá mesmo, please ;-)

 



Escrito por Ricardo Freire às 12h13
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Merchã

Queria dar as boas-vindas à Medial Saúde, que desde hoje é o primeiro patrocinador do meu programa de rádio na Paradiso FM do Rio.

Bem-vinda a bordo, Medial!



Escrito por Ricardo Freire às 12h06
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Kopfschmerz

Era uma criança linda. Devia ter, o quê, cinco anos? Se tanto. Loirinha, olho azul, bochechas rosadas, gorro colorido. Uma bonequinha, enfim. Brincando no parquinho com outras bonequinhas e bonequinhos, todos observados, a curta distância, por mães e pais dedicados e amorosos. Enfim, a imagem da perfeição, sob o sol pálido do fim do inverno em Colônia.

 

Ah, como somos tolos. Ah, como as aparências conseguem nos enganar. Quando a menininha cansou de andar no balanço e veio pedir qualquer coisa para a mãe, descobri algo a seu respeito que me cortou o coração.

 

Só de lembrar, morro de dó. A menininha abriu a boca e – bem: ela.... como posso dizer? Ela... ahn... ela falou... em alemão.

 

Foi um choque.

 

Nunca pensei que falar alemão fosse um mal que acometesse crianças tão pequenas.

 

Sempre achei que as crianças nascidas na Alemanha passassem os anos pré-escolares apenas rindo, chorando e emitindo aqueles sons ininteligíveis de crianças – e só mais tarde, bem mais tarde, começassem a emitir os sons ininteligíveis dos adultos em redor.

 

E pensar que isso tudo é tão recente. Como você sabe, o idioma alemão só foi criado depois da invenção da imprensa. Afinal, era preciso dar alguma utilidade à máquina de Gutenberg. Num primeiro momento criou-se o alfabeto gótico. Só depois alguém se ocupou de criar sons – góticos, naturalmente – que combinassem com aquelas letras retorcidas, angustiadas e piniquentas.

 

Os tipos móveis e a prensa de Gutenberg no Deutsches Museum, em Munique

 

A língua alemã tem essa cara de poucos amigos porque, no início, o alfabeto gótico só continha consoantes. Os árabes descobriram o zero pelo menos um milênio antes de os alemães descobrirem as vogais.

 

Cada região foi desenvolvendo aquela língua de maneira mais ou menos autônoma. No início, o idioma servia basicamente para expressar dores diversas, problemas de funcionamento do organismo e mal-estares em geral. Quando os irmãos Grimm unificaram os dialetos regionais numa língua oficial, a única palavra mais ou menos comum a todos os alemães era Kopfschmerz – que, como o próprio nome indica, significa dor-de-cabeça.

 

Além de significar dor-de-cabeça, a palavra Kopfschmerz também funciona como um poderoso indutor de dores-de-cabeça. Repita Kopfschmerz, Kopfschmerz, Kopfschmerz, Kopfschmerz, Kopfschmerz, e depois de alguns minutos você será o feliz proprietário de uma senhora enxaqueca.

 

(Continua no post abaixo)



Escrito por Ricardo Freire às 07h19
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Nem todas as palavras alemãs, porém, têm significado tão óbvio. Pelo contrário. O maior problema da língua alemã é a enorme quantidade de vocábulos e expressões que parecem significar exatamente o oposto do que querem dizer.

A palavra que os alemães usam para pedir desculpas, “Entschuldigung!”, soa mais ofensiva do que qualquer coisa que uma criatura possa ter feito para precisar se desculpar.

 

Se alguém espirra, a educação manda quem está perto dizer “Gesundheit!” – o que parece gozação, já que “Gesundheit” é praticamente uma onomatopéia de espirro. Daqueles premiados, diga-se.

 

E dar os parabéns, então? A forma tedesca oficial de cumprimentar requer que se use um “herzlichste Glückwünsche”. Ora. Qualquer primeiranista de semiótica percebe que, quando alguém oferece um “herzlichste Glückwünsche”, na verdade está querendo que o outro se engasgue com o seu próprio sucesso.

 

De todo modo, o escritório de relações públicas da língua alemã é muito competente. Conseguiu plantar três palavras bem bacaninhas no idioma que importa – o inglês.

 

Britânicos, americanos e australianos não falam em “espírito do tempo” – falam em “Zeitgeist”. Se você for escrever em inglês e quiser falar de “visão de mundo”, por favor, use “Weltanschauung”. Anrã, com dois us. E toda vez que você sentir alegria pela desgraça alheia, pegue emprestado uma palavrinha maneiríssima da língua de Goethe: “Schadenfreude” (diga: xadenfróide). Um exemplo pessoal: toda vez que um petista graduado é obrigado a apear do governo eu tenho acessos de “Schadenfreude”.

 

Devo também admitir que, em meio a tantas palavras que parecem significar seu exato oposto, os alemães conseguiram sintetizar a palavra quase-perfeita:

 

“Achtung”.

 

“Achtung” significa “ATENÇÃO!”, e, ao contrário do que acontece em outras línguas, (1) não precisa vir inteira em maiúsculas, e (2) dispensa o ponto de exclamação.

 

“Achtung” já é suficientemente maiúscula e exclamativa. A única pronúncia possível de “Achtung” é, justamente, “ACHTUNG!” – não dá para ser menos contundente do que isso.

 

“Achtung” só não é uma palavra perfeita porque tem o poder de paralisar o interlocutor a quem é dirigida. Por exemplo: você está atravessando o trilho do bonde. O bonde vem na sua direção, mas você não percebe. Algum passante avisa: “Achtung”. Você ouve: “ACHTUNG!” e pronto: fica paralisado. Nisso, o bonde passa por cima de você.

 

Outra palavrinha maravilhosa da língua alemã, compreensível por falantes de todo e qualquer idioma, é “kaputt”. Os alemães, que mais do que ninguém sabem fazer coisas que funcionam, conseguiram um termo insuperável para se referir a algo que não funciona.

 

Eu não perco as esperanças de que um dia a Alemanha acorde e resolva declarar seu idioma oficialmente kaputt – e então parta para recomeçar tudo do zero.

 

Não seria a primeira vez que o povo alemão descobriria um antídoto perfeito. Se você parar para pensar, vai ver que, se os alemães inventaram a Kopfschmerz, também foram eles que descobriram a Aspirina.



Escrito por Ricardo Freire às 07h16
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Di vóuta á caza

Segundo o painel da esteira de bagagem do aeroporto de Cumbica, eu vim num vôo Varig/Lufthansa que me trouxe de uma cidade que não existe.

 

Ops, depois de uma noite sem dormir no avião não há quem não fique meio sem foco

 

“Munick” não está escrito nem em português (Munique) nem em inglês (Munich). E “Müenchen”, apesar de todas as boas intenções do digitador da Infraero, tem ou um “e” ou um trema a mais (é possível escrever tanto “München”, sem “e”, quanto “Muenchen”, sem trema).

 

Mais a mala xegou enteira, ninguem mi parou na alfândiga, e iço é o qui emporta.

 

(Ei, e os posts desses quinze dias na Alemanha? Começam a ir para o ar na segunda-feira, no site da Viagem & Turismo. Pode deixar que eu vou colocar links diretos para cada post aqui.)



Escrito por Ricardo Freire às 13h21
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