I left my heart

.... in São Francisco do Sul, onde eu entrei para visitar o Museu Nacional do Mar e acabei me surpreendendo com a qualidade da restauração do centro histórico.
  
O Museu é lindo, e expõe embarcações do Brasil inteiro – é como uma viagem de barcos do Sul à Amazônia.

Adorei a maquete que reproduz o momento em que um barquinho baleeiro se aproxima da baleia.
 
Outro ponto alto é a sala dedicada a Amyr Klink, onde está exposto o barco com que ele fez a primeira travessia a remo do Atlântico Sul, em 94.

Belo programa para quando você descer de carro a Santa Catarina; São Francisco do Sul fica 40 km ao sul de Joinville.
Escrito por Ricardo Freire às 14h04
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A boa de julho
Para quem quer pegar uma praia em julho,
a grande pedida é o trio Ceará-Piauí-Maranhão. (Tá bom, Lafayette, eu sei que em julho já é
verão também no Pará, mas eu não posso recomendar sem ter ido...) A Sandra e o Luciano estão indo para lá, e vão fazer
o filé: Jeri – Delta – Lençóis – São Luís.
O que eu tenho para dizer é o
seguinte:
1) Esse sentido (Jeri-Delta-Lençóis-São
Luís) me parece mais interessante do que o contrário (que foi o que eu fiz). O
cabra sai da aridez de Jeri para o verde do Delta, então vê a síntese
(melhorada) dos dois nos Lençóis, e termina na belezura de São Luís (que em
julho está no auge da animação, com o bumba-meu-boi na rua). Tô morrendo de
inveja.
2) Esse ano choveu pra dedéu no inverno,
o que significa que as lagoas vão estar maravilhosas em julho, e vão durar até o
final de setembro. (Para quem não se interessa por bumba-meu-boi, agosto e
setembro são meses melhores porque as lagoas estão com muita água e menos
turistas.)

Pousada do Paolo, em Jijoca: (88)
3669-1181
3) De Jijoca a Jeri existem dois caminhos
possíveis: pelas dunas e pela praia do Preá. Pelas dunas você vai precisar de
guia. Pela praia dá para ir sozinho – mas por um trocadinho você pega um dos
menininhos que se oferecem para mostrar qual é o melhor ponto para sair da praia
e entrar na estradica de areia que vai para o centro (não dá para ir pela praia
o tempo todo, não).
4) Em Jeri abriu uma pousada nova,
intermediária entre as básicas e as caras – a Blue Jeri, segunda pousada do
pessoal da Mosquito Blue (entre pelo site www.mosquitoblue.com.br).

Ao lado da duna, em Jeri
(Continua no post abaixo)
Escrito por Ricardo Freire às 14h03
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5) De Jeri a Tabajuba e Camocim eu sugiro que vocês combinem com algum bugueiro que aceite ser seguido – eles sabem quando dá para ir pela praia e quando é preciso entrar por alguma trilha interior. Existe uma estrada de terra entre Jijoca e Camocim (onde dá para ir até de carro comum – dá um medão, porque de vez em quando vira um areião, mas se eu consegui, todo mundo consegue), mas eu não recomendo essa estrada para quem quiser parar em Tatajuba não, porque não há sinalização nenhuma-nenhuma-nenhuma. Em Tatajuba tem uma pousada muito bonita, de frente para o mar, a Santa Maria (88/9925-7444).

Lago de Tatajuba
6) Ilha do Caju, só se vocês andarem a cavalo. Senão, não vale a pena, não. (Além do quê, acho que tudo o que tem lá vocês vão ver no Delta, no Preguiças e nos Lençóis.) Melhor investir seu tempo em passeios pelo Delta mesmo. Podendo gastar, a melhor pousada é a Islamar (www.islamar.com.br). Lembra daquele mergulho do Lula numa praia em Luís Correia? Não vi essa informação em lugar nenhum, mas pelo nome da praia (Lagoa Doce) aposto que ele fez um pit-stop na Islamar e mergulhou no mar em frente à pousada.

Praia do Macapá, Luís Correia
7) Até onde eu sei, só dá para entrar no parque com guia credenciado e visita autorizada pelo Ibama. Mas vocês podem se informar melhor em Parnaíba (onde as agências ficam todas em frente ao Porto das Barcas -- obrigado, Thiago) ou Barreirinhas. Não tenho nenhuma experiência em navegação com GPS, mas acho que para atravessar um deserto ter um nativo a bordo nunca é desaconselhável ;-)
8) O povo das expedições off-road entra nos Lençóis por Tutóia e Paulinho Neves; o caminho até Barreirinhas encurta barbaramente (não deve ser mais do que 150 km no total, sendo uns 40 pela areia). Mas se vocês não conseguirem armar nenhum esquema, podem pegar a BR 222 (asfalto) e encarar os 134 km de terra entre a BR 222 e Barreirinhas, via Urbano Santos e Sobradinho. Por esse caminho, no total dá uns 300 km (pelo asfalto, que foi o caminho que eu fiz, são mais de 600).
(Continua no post abaixo)
Escrito por Ricardo Freire às 14h02
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De voadeira pelo rio
Preguiças
9) Barreirinhas é o lugar menos
interessante de todo o percurso, mas é a base para ir à Lagoa Azul e passear
pelo rio Preguiças. (Dá também para ir à Lagoa Bonita; mas se vocês forem a
Santo Amaro – e vocês VÃO a Santo Amaro, certo? – e não tiverem todo o tempo do
mundo, dá para pular a Bonita.) Para fazer os passeios dos Atins – e comer o
camarão da Luzia! – vocês vão precisar pernoitar ou no Caburé (onde está a
hospedagem mais simpática, na Porto Buriti, 98/3349-1800) ou nos Atins. Se vocês
não quiserem ir de cavalo às lagoas dos Atins e à Luzia, podem combinar o
passeio com a pousada Rancho dos Lençóis, nos Atins, que pelo que me contaram é
a dona do único jipão do lugar (98/9616-9646).

Luzia! Luzia! Camarão!
10) Deixem Santo Amaro para o gran finale
dos Lençóis, porque suas lagoas são as mais bonitas de todas. A pousada mais
bonitinha é que está no 4 Rodas, a Solar das Gaivotas (98/3369-1064). A que tem
o serviço mais profissional, no entanto, é a basicona Água Doce
(98/3369-1105).



Lagoas de Santo Amaro do
Maranhão
11) Em São Luís, minha pousada
favorita é a Portas da Amazônia (www.portasdaamazonia.com.br).
Talvez o antigo Quatro Rodas volte a valer a pena, agora que foi comprado pelo
grupo Pestana – mas não sei o quanto eles vão conseguir mexer no hotel até julho
(o novo nome é Pestana São Luís).

Vista do quarto de frente da Portas da Amazônia (leve
algodão para os ouvidos)
12) Finalmente: a maneira com que se visita Alcântara está errada. Você
sai de manhã, enjoa pra caramba no barco até lá, passa o dia sob o sol
escaldante, tira um monte de fotos lavadas e volta antes do pôr-do-sol. O jeito
certo é pernoitar numa das pousadas (ultra-ultra-ultra-básicas) da cidade, para
ver os guarás ao entardecer e tirar fotos em horários mais favoráveis, como de
manhã cedinho. A pousada mais estruturada é a Pousada dos Guarás
(98/3337-1339).

Alcântara
Escrito por Ricardo Freire às 14h02
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Em compensação
Senhores passageiros, verdade seja dita: se eu não tivesse precisado ir ao Beto Carrero World, eu jamais teria aberto o Guia 4 Rodas na página dedicada ao vilarejo catarinense de Penha, e continuaria desconhecendo totalmente a existência de um restaurante chamado Pirão d’Água. Valeu, Bétô!
O lugar fica a 5 km do parque (que, diga-se, é muito mais bem montado do que aqueles informerciais pobrinhos na TV fazem supor), na praia de Armação de Itapocorói. (Esse “de Itapocorói” é só para os metidos. Se você perguntar na beira da estrada, peça só pelo caminho da “Armação”.)
  
A história é a seguinte. Em 1777 os espanhóis invadiram a Ilha de Santa Catarina, onde está Floripa (que, naquela época, atendia pelo nome – infinitamente mais poético – de Desterro). Muitos açorianos que tinham se estabelecido na ilha se mandaram para enseadas no continente, para estabelecer novas “armações” (vilarejos de onde partiam para caçar baleias). Uma delas foi fundada na baía de Itaporocorói, habitada na época pelos índios carijós. (O lugar só viria a ganhar o nome Penha décadas depois, quando fundou-se uma nova vila.)
Pois bem. Da sua dieta original, os açorianos só puderam manter o peixe, os frutos do mar e os temperos (alho, cebola, coentro, pimenta-do-reino, cominho). O resto eles tiveram que aprender com os índios. O trigo, então, foi substituído pela mandioca, na forma de farinha, pirão e beiju. E a banana virou acompanhamento para tudo.
(Onde eu aprendi tudo isso? O cardápio do Pirão d’Água é desses que vêm com prefácio educativo, ora pipocas.)
A cozinha do Pirão d’Água é baseada na culinária dos açorianos que vieram para a Armação. Todos os pratos têm nomes para ler com sotaque. Eu pedi um prato chamado querença, que é uma sopa de feijão com lingüiça e rodelas de banana, que eu não sei como descrever.

Digamos que... digamos que depois de tomar a sopa de feijão com lingüiça e banana eu entrei em dieta.
Porque, depois de tomar essa sopa de feijão com lingüiça e banana, todos os outros pratos já inventados pela humanidade perdem o sentido.
Depois de tomar a sopa de feijão com lingüiça e banana do Pirão d’Água, posso viver o resto de meus dias me alimentando de pílulas, que não me importarei.
(Vai por mim: o restaurante Pirão d’Água fica na praia da Armação, em Penha, a 5 km do Beto Carrero World. Fora de temporada abre de sexta a domingo. O telefone é 47/3345-6742.)
Escrito por Ricardo Freire às 15h23
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Update: Beto Carrero World

(Num gentil oferecimento da Adobe, fabricante do Photoshop, e da mente perversa do Alexandre Hirata, correspondente deste blog em Munique.)
Escrito por Ricardo Freire às 15h21
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Estive em Beto Carrero World e me lembrei de você
... que fica dizendo que morre de inveja do meu emprego ;-)
 
 
  

Escrito por Ricardo Freire às 12h47
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A oito horas de casa...
Agora ficou fácil. Amanhã eu ponho as legendas (TÃO AÍ!) – e explico a viagem (CONTINUO DEVENDO).
 
Fim de tarde na praia central de Camboriú; bondinho chegando à praia de Laranjeiras
  
Hotel Recanto das Águas, que pertence à família Schürmann e é... ahn... alemão
 
Salva-vidas em frente ao restaurante Casa das Ostras, na praia do Estaleiro
  
Jogo de bocha na praia central de Camboriú

A praia central de Camboriú vista do bondinho que vai para Laranjeiras
Escrito por Ricardo Freire às 23h42
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Vou até ali com o Chico Buarque e já volto
Eu e Chico Buarque vamos fazer uma viagem de mais ou menos oito horas. Junto com a gente no carro vão Jussara Silveira, Marcelo D2 (é a primeira vez que viaja comigo), Mombojó (que só vou conhecer a bordo) e mais um povo que eu só vou decidir na última hora quando estiver quase com o pé na rua.
Quem acertar o destino da viagem – o município exato onde vou dormir hoje – ganha... ganha... sei lá, ganha a resposta para uma pergunta.
(Não, eu não esqueci que já estava devendo respostas já há alguns posts. Mas é que se eu não sair logo eu não chego nunca.)
 Prometo mandar notícias.
Escrito por Ricardo Freire às 10h27
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Extra! Lonely Planet começa a liberar conteúdo de hospedagem no site
Transcrição de um dos meus boletins mais recentes na rádio Paradiso
FM, 95.7 do Rio:
O seriíssimo Lonely Planet, um dos
primeiros guias colocar conteúdo online, nunca quis liberar informações sobre
hospedagem no seu site. Dava todas as dicas, menos hotéis (e restaurantes). Se
você quisesse saber onde se hospedar, tinha que comprar o guia de papel, e
pronto.
Pois agora isso vai mudar .
Já está em beta-teste no portal do Lonely
Planet uma seção chamada "Accomodation", que traz resenhas detalhadíssimas de
hotéis e albergues, com mapa e tudo, e com um linkzinho pra fazer a reserva
online, em agências como a mega Expedia ou a alternativa Hostelword.
Claro que eles estão levando uma
comissãozinha na reserva, mas é isso que torna o serviço possível. E como o
Lonely Planet é muito sério, as indicações têm muito mais peso do que as que
você acha em certos sites que não passam de propaganda disfarçada.
Por enquanto o serviço está disponível
pra poucos destinos; mas não tenho dúvida de que, à medida que os guias forem
sendo atualizados, o serviço vai ficar mais abrangente. O site é lonelyplanet.com.
Vai por mim, que eu volto já. Boas
viagens!
Se você quiser me ouvir no ar, é só sintonizar a Paradiso FM
no seu computador (www.paradisofm.com.br). Os boletins Viaje na Viagem entram às
8h45 e 12h45, com reprise do segundo boletim às
20h30.
P.S.: alguém aí sabe o caminho das pedras pra eu hospedar
os boletins como podcast?
Escrito por Ricardo Freire às 18h23
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Trancoso paulista
A resposta para o quiz do post “Paradeiro” é: Carapicuíba. Ali existe uma aldeia jesuíta com o formato original – como as de Trancoso e do Arraial d’Ajuda (que são as que eu conheço). O lugar é meio manjado (o único restaurante chileno de São Paulo funciona ali) mas eu nunca tinha ouvido falar. Fomos até lá para gravar num parque vizinho, com uma moçada que joga bumerangue (a pauta era... adversários do Brasil na Copa). Mas vamos voltar lá logo para fazer uma matéria sobre a aldeia. Gostei.
  (Bastidores: ainda tô no meio da crônica da revista. Só meio neurônio tá funcionando. O resto do cérebro ficou retido no México...)
Escrito por Ricardo Freire às 20h57
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Weggis
Agora que a Seleção chegou à Suíça, os posts de Weggis também chegaram ao outro blog -- assinados pela Bettina Monteiro, talentosa colega de revista (elogio sincero) e amável chefa de edições especiais (puxa-saquismo necessário, já que eu andei furando uns prazos...).
Dá um pulinho lá, vai. Obrigado. (Notícias dos bastidores: já terminei o especial. E assim que escrever a crônica da Época, volto à blogagem de sempre. Qual é a pauta, mesmo? Julho de Jeri aos Lençóis, novembro em Los Roques, roteiros na Itália?)
Escrito por Ricardo Freire às 10h11
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Paradeiro
 

Eu, que não conheço mesmo nada de São Paulo, pra variar nunca tinha ouvido falar. Mas dou uma dica: a viagem de carro da Faria Lima até lá é bem mais curta que a de Porto Seguro pra Trancoso.
Escrito por Ricardo Freire às 15h58
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A grande arte
Wagner ou Siemens? Dürer ou Benz? Goethe ou Gutenberg? A Alemanha elevou a engenharia a uma forma de arte. E o Deutsches Museum de Munique tem o melhor acervo do mundo no gênero.
 
 
 Leia mais aqui no outro blog.
Escrito por Ricardo Freire às 08h36
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Jacó, acho que não vou conseguir ir no teu almoço
 De qualquer forma, feliz aniversário!
Escrito por Ricardo Freire às 12h53
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Trailer
Trata-se de uma cidade mineira, cercada por montanhas. Uma cidade que viveu um ciclo de imensa riqueza no período colonial. E que foi o berço da primeira tentativa de independência do país – um movimento que produziu mártires cultuados até os dias de hoje. Com o fim do ciclo da mineração, a cidade parou de crescer. E, tempos mais tarde, tornou-se um vibrante centro universitário, cheio de jovens que vêm de longe para estudar ali.
Bem-vindo a Guanajuato – a Ouro Preto do México.
 
Diferenças: em vez de ouro, minerava-se a prata; o colonizador era a Espanha...
  
... o movimento frustrado pela independência foi em 1810...
  
... e o mártir não era um dentista, mas um padre, Miguel Hidalgo
(Não percam – o especial Viagem & Turismo: México vai estar em junho nas bancas)
Escrito por Ricardo Freire às 12h36
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Estive em Colônia e me lembrei de te trazer... uma colônia
Você por acaso já trouxe de presente algum champignon-de-paris de Paris? Ou alguma couve-de-bruxelas de Bruxelas? Ou um cravo-da-índia da Índia? Aposto que nem sequer uma castanha-do-pará do Pará você já trouxe.
Essa é a sua chance de se redimir. Você pode trazer uma autêntica água-de-colônia de Colônia.
A loja fica no mesmo lugar em que funciona a fábrica desde 1709. Sim, a água-de-colônia original ainda existe. Foi comprada pela Wella, que depois foi engolida pela Procter & Gamble, mas existe. Nâo estou nem dizendo que o perfume vale a pena – mas estou dizendo que existe.
A 5 euros o frasco menorzinho (embalado para presente e com um folhetinho que explica a história toda), é o souvenir mais em conta que você pode trazer da Alemanha.
(Continua: clique aqui.)
Atualização/correção: a atentíssima Renata apontou o erro e o nosso Sekretär Alessandro veio com a história completa. Essa colônia é uma fraude! A verdadeira é mesmo a Farina, que pode ser encontrada neste site aqui. (E agora? Morri com 50 euros de muamba falsa!)
Escrito por Ricardo Freire às 18h47
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Você está aqui
(Minha crônica de hoje no Guia do Estadão)
Segunda de manhã, lendo todas as notícias sobre os atentados a policiais em São Paulo desde a madrugada de sábado, eu pensei como era possível que tudo isso acontecesse sem que a gente visse nada de diferente nas ruas.
“Agora eu entendo como tem quem ainda viva em Jerusalém, como tem gente que nunca tenha abandonado Beirute”, eu pensei comigo mesmo. Mentira: eu já tinha entendido isso há muito tempo, desde que eu decidi que jamais deixaria de ir ao Rio de Janeiro por conta de arrastão, bala perdida ou greve de fome de governador.
Eu, que nunca morei naquela São Paulo do programa do Datena, lá no fundo achava que mesmo quem morava naquela São Paulo do programa do Datena não morasse o tempo todo naquela São Paulo do programa do Datena. Só de vez em quando.
Ano passado, quando estive em Luanda – um lugar onde os estrangeiros são aconselhados a não andar sozinhos na rua em hipótese nenhuma – conheci vários angolanos que se angustiavam à distância com a violência de São Paulo, transmitida pela Record Internacional.
E então, entre aliviado e culpado por não morar naquela São Paulo do programa do Datena, fui tentar terminar um texto que estava atrasadíssimo. Me tranquei num quarto sem telefone, sem celular e sem Internet, com comida e água suficiente para não correr o risco de precisar conversar com a faxineira e me desconcentrar.
Lá pelas tantas achei que a máquina de lavar estava fazendo barulho demais. Lá de onde eu estava não era para ouvir o ciclo de secagem assim tão alto. Só depois de algum tempo é que eu percebi que era um helicóptero que não saía das redondezas.
Só perto das cinco da tarde, quando atravessei o apartamento para checar meus e-mails é que a Internet me contou o que estava acontecendo. Fui até a janela. Contemplei o caos. Desci. Vi as lojas fechadas e os botecos abertos. O engarrafamento e a falta de ônibus. As pessoas andando rápido, apavoradas, e os táxis que tinham sumido. Finalmente, eu estava morando naquela São Paulo do programa do Datena.
Lembrei então de uma índia pataxó que vende coco debaixo de uma amendoeira, em Trancoso, num ponto da praia onde só se chega depois de caminhar meia hora. Uma vez, há mais de dez anos, ela me perguntou onde eu morava. Quando eu disse São Paulo, ela se compadeceu de mim. “Muito perigoso. Todo dia essas rebelião nas cadeia”.
Dona índia, eu juro que nunca mais vou rir dessa história.

Escrito por Ricardo Freire às 08h00
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Paradeiro
Teotihuacán, perto da Cidade do México
Dei uma passadinha aqui só pra dizer que na verdade eu estou aí em cima, terminando um especial atrasadíssimo (por culpa única e exclusiva minha).
Enquanto isso, tem post novo no outro blog. (Não postei trailer desta vez porque a foto não dá proporção pra panorâmica.)
Escrito por Ricardo Freire às 19h23
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Ei! Quem foi que esqueceu o sleeping bag na minha cama?
 
 
Resposta aqui.
Escrito por Ricardo Freire às 22h06
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Palestra!
Tô indo agora pra GV. Vou participar de um debate sobre resorts x cruzeiros. Só vai ter figurão: Eduardo Nascimento (da Nascimento Turismo, presidente da associação dos agentes de cruzeiro), Alexandre Zubarán (da Costa do Sauípe, presidente da associação dos resorts) e Caio Carvalho (secretário de turismo de São Paulo, ex-presidente da Embratur). O único bagrinho vai ser eu.
De repente eu tento fazer algum post ao vivo.
Update: ficou complicado de postar na hora. Mas o debate foi interessantíssimo, aprendi horrores, e assim que der um tempinho (não sei se vocês perceberam, mas eu ando encalacradaço) eu faço um postão.
Escrito por Ricardo Freire às 18h33
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Devolvido ao remetente
Bom. Se você disser que eu escrevi isso, eu vou negar até o fim, e dizer que alguém hackeou essa página e mexeu nas letrinhas.
  
Mas o fato é que eu acho – sempre achei – a Catedral de Colônia um trambolhão monstruoso. Eu tenho medo da Catedral de Colônia. Se eu sonhar com a Catedral de Colônia, eu vou dizer no dia seguinte que tive um pesadelo.
Isso posto, queria dizer duas coisinhas.
Uma: a vista lá de cima é bárbara. Mas vou avisando. São 550 degraus. Em espiral.
  
A outra: nunca julgue uma cidade pelo seu cartão-postal. Veja o caso de Colônia. A cidade é alegre, simpática, compacta, e uma delícia de se percorrer.

Bem. Se você quiser ouvir a versão oficial, clique aqui.
Escrito por Ricardo Freire às 00h41
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Atrás do muro
Na segunda vez que estive em Berlim, em 1990, eu trouxe uma sacola cheia
de pedacinhos do Muro para dar de presente. Todos falsos, evidentemente. Em
alguns lugares da cidade tinha gente que vendia fragmentos do Muro com
certificado de autenticidade. Deviam ser mais falsos ainda.
Dezessete anos depois de ser posto abaixo, o Muro de Berlim continua
presente – como um acidente topográfico invisível ou um grande personagem que
morreu. O antigo traçado do Muro funciona como o norte da bússola do turista.
Você está sempre se perguntando: de que lado do Muro eu estou?
Um roteiro de três paradas faz você entender tudo sobre o Muro.

A primeira parada é em frente ao Sony Center, na região da Potsdamer
Platz. Ali existe um mural que conta, em inglês e alemão, toda a história da
divisão de Berlim, usando pedaços autênticos do Muro como suporte.
 
A segunda parada é o Museu de Checkpoint Charlie, que fica em frente ao
antigo posto de fronteira do setor americano (que não foi derrubado). O melhor
do acervo do museu são as histórias – ilustradas por maquetes, croquis, fotos e
reproduções de jornais de época – das fugas mais espetaculares de
alemães-orientais para o Ocidente.

A terceira parada é o Memorial do Muro, um lugar onde foi efetivamente
preservada uma faixa do Muro de Berlim. Além de ver o Muro ao rés-do-chão, você
sobe num mirante e vê que o muro, na verdade, eram dois – com um espaço baldio
entre eles, onde os guardas brincavam de tiro ao alvo com os aspirantes a
fugitivos.

Mais detalhes? Endereços, metrôs, o que fazer na seqüência? Clique aqui.
Escrito por Ricardo Freire às 10h17
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Noronha em setembro
Sim, Ed, setembro é um ótimo mês para ir a Noronha. A estação das chuvas (não que chova tanto assim em Noronha, mas enfim...) acaba em agosto. A vegetação ainda está verde (não que haja tanta vegetação assim em Noronha, mas enfim...) e é quase garantido que todos os seus dias na ilha serão ensolarados. E você vai pegar a praia do Sancho e a baía dos Porcos no auge da sua transparência (ano passado o mar já começou a ficar agitado no fim de outubro).
Praia do Sancho
Uma pousada intermediária entre as de luxo e as simplesinhas é a Colina dos Ventos, que tem uma varanda e um jardinzinho com vista para o azul do mar. Quando visitei o lugar, no ano passado, a mobília nova tinha acabado de chegar. As diárias começam em R$ 240.

Pousada Colina dos Ventos
Escrito por Ricardo Freire às 10h13
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Os fofos de Dortmund
 
De todos os bichinhos de Cow Parade que eu já vi por aí, os rinocerontes alados de Dortmund são os mais simpaticões.
  
Quer saber a história deles? Eu conto se você clicar aqui.
 
  
  

Escrito por Ricardo Freire às 09h51
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Café da manhã bávaro

Olha só, Alessandro, fiz tudo como você mandou. Curiosos: cliquem aqui.

Escrito por Ricardo Freire às 08h18
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Geopolítica para turistas

Já sei: a Venezuela agora é a Rússia da Bolívia!
Escrito por Ricardo Freire às 13h00
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Frankfurt, a moderna
  
Sabe qual é o maior triunfo da moderna arquitetura em Frankfurt? Veja aqui.
 
Escrito por Ricardo Freire às 09h37
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Smilescídio
Digamos que você está preocupado com o destino das suas milhas. Digamos que você não sabe quando vai poder viajar. Ou digamos que você sabe quando, mas não consegue passagens para aquela data. Ou ainda digamos que você tem um destino em mente mas não consegue confirmar vôo grátis para data nenhuma.
Aqui vai uma sugestão levemente perdulária. Sabe qual é o único trecho operado pela Varig pelo qual você pode dar 20.000 milhas e emitir uma passagem em aberto, válida para qualquer vôo? Isso mesmo: a ponte aérea.
Torrar milhas com ponte aérea – quando as mesmíssimas 20.000 milhas podem levar você a Buenos Aires, Santiago, Fortaleza, Manaus ou Caracas – parece um milhascídio. E é. Mas pelo menos você fica com uma passagem na mão. Que pode ser usada no primeiro fim de semana com tempo bom garantido, sem stress.
Além do quê, a tarifa “cheia” da ponte aérea, ida e volta, está batendo os 800 reais. Ou quase 400 dólares. Como eu já disse, dá para fazer negócios melhores. Mas se você dorme todas as noites com a impressão de que vai micar com as suas milhas, 800 reais não é um prêmio de todo mau.
Atualização/correção: nos comentários, o Bruno me chama atenção para o fato de, desde 2005, os bilhetes Smiles poderem ser emitidos em aberto para quem topar ficar "stand-by" -- ou seja, ir ao aeroporto e embarcar quando tiver lugar. Eu não sabia, e é uma ótima pedida para quem quer usar suas milhas em vôos domésticos, que são mais freqüentes e têm menos chances de saírem lotados.
Escrito por Ricardo Freire às 09h44
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Mesa pra um
Uma jornalista do Correio Braziliense estava fazendo uma matéria sobre mulheres viajando sozinhas e me pediu dicas.
Eu tenho pra mim que não é só por uma questão de segurança e preconceito que mulher pensa duas vezes antes de viajar sozinha. Confessem, meninas: mulher não gosta de fazer nada sozinha. Até pra ir ao banheiro vocês vão em turma!
O único conselho dirigido exclusivamente ao público feminino que eu acho cabível é, dois pontos: não viaje desacompanhada de um homem a nenhum país muçulmano linha-dura. Mas isso toda mulher sabe. No mais, é só tomar exatamente as mesmas precauções que tomaria para sair sozinha na rua da sua cidade. O que, mais uma vez, toda mulher sabe.
Alguns de meus conselhos unissex para quem quer viajar sozinho:
1) Acorde cedo, programe fazer várias coisas, encha seu dia de atividades, para que a noite tenha um peso menor na sua agenda.
2) Faça do almoço sua refeição principal. (Almoçar sozinho é muito mais “normal” que jantar sozinho.)
3) Leve livros sensacionais (comece a ler antes de viajar, para ter certeza de que são sensacionais) e faça deles seus companheiros de viagem.
4) Antigamente eu aconselhava fazer um diário de viagem, mas hoje o melhor é aproveitar a proliferação dos cybercafés e fazer um blog de viagem. (É como se seus amigos viajassem com você.)
5) Querendo conhecer gente bacana, hospede-se em albergue. Não curte ficar em dormitório? Sem problema. A maioria dos albergues agora também tem quartos privados com diárias que regulam com as de hoteizinhos fuleiros.
6) Deixe sempre seus documentos num cofre.
7) No Brasil, fora de temporada, dê preferência a lugares que estão na rota dos gringos – eles costumam ser mais animados (Jeri, Pipa, Morro de São Paulo, Arraial d’Ajuda, Chapada Diamantina).
E você? Tem algum conselho para acrescentar à lista? Use a caixa de comentários!
Atualização: vale a pena ler a caixa. Tem muita dica legal. Obrigado!
Escrito por Ricardo Freire às 12h45
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Duelo de titãs
 
Qual o lanche mais trash que se pode fazer numa rua da Alemanha? A ketchupenta Currywurst (acima) ou o Döner Kebap, o churrasquinho-grego-dos-turcos (abaixo)?
 
Para saber minha opinião, clique aqui.
Escrito por Ricardo Freire às 09h30
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Mardoqueu, um brasileiro
 
Das 5 da tarde à meia-noite Mardoqueu da Silva rala ao lado da churrasqueira no restaurante Rodizio Steakhouse, em Dortmund (cujo dono é croata). Nas horas vagas, ele é pastor da Assembléia Mundial Projeto de Deus (cultos aos domingos às 18h e às quintas-feiras às 19h).
Para um panorama completo do emergente mercado de churrascarias-rodízio na Alemanha, clique aqui, bitte.
Escrito por Ricardo Freire às 00h09
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Ué, cadê a catraca?
Um dos prazeres de qualquer viagem à Europa é poder usar o transporte público pra tudo quanto é canto. E um dos grandes prazeres de uma viagem à Alemanha é poder usar todo tipo de transporte público sem nunca passar por uma catraca.
 
Como assim? Clique aqui que eu conto.

Escrito por Ricardo Freire às 11h06
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Zona franca

Para você ver. Algumas cidades, como Bangkok e o Rio, se sentem diminuídas e estigmatizadas pelo turismo sexual. Outras, como Hamburgo, simplesmente relaxam e aproveitam. A própria prefeitura de Hamburgo reconhece que a Reeperbahn – a “zona” da cidade, localizada no bairro portuário de Sankt-Pauli – é sua maior atração turística.
 
Para continuar a ler este post, clique aqui.

Escrito por Ricardo Freire às 14h00
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Onde no Rio
A Rosa Maria, de Brasília, pede um roteiro gastronômico não-caríssimo no Rio. Vamos lá. O restaurante com melhor relação custo x benefício do Rio, para mim, é o Amir, o árabe da Praça do Lido, em Copacabana; os pratos dão para dois e são mais saborosos do que qualquer coisa que eu tenha comido nos libaneses de São Paulo (Ronald de Carvalho, 55C). Eu indico o Da Silva, em Ipanema, justamente porque ele não é um quilo como os outros; é um quilo gastronômico, sempre com algum prato dos restaurantes estrelados do Rio, como o arroz-de-pato do Antiquarius (Barão da Torre, 340, Praça Nossa Senhora da Paz). Outro que funciona no sistema por quilo é o sensacional Celeiro, no Leblon, que tem as saladinhas mais gostosas do Brasil (Dias Ferreira, 199).

No departamento “tradicionais” (que funcionam até de madrugada) eu iria no cabrito do Nova Capela, na Lapa (Mem de Sá, 96), na milanesa ou no chateaubriand do centenário Lamas, no Flamengo (Marquês de Abrantes, 18) e o sanduíche de pernil com abacaxi do Cervantes, em Copacabana (Prado Júnior, 335).
E então tem os bistrozinhos cariocas. O decano deles é o Guimas, na Gávea, onde foi inventada a caipiroska (caipivodca, no Rio) de lima-da-pérsia; meu prato favorito é o filé recheado com queijo boursin acompanhado de arroz-de-pêras (José Roberto Macedo Soares, 5, tel. 2259-7996). Apesar de ter nascido em São Paulo, o Carlota, no Leblon, tem alma de bistrô do Rio; peça o mix de rolinhos de entrada e encerre com o suflê de goiabada com calda de catupiry (Dias Ferreira, 64, tel. 2540-6821). Para um almoço de sábado ou domingo com uma vista diferente, suba até o Aprazível, em Santa Teresa (Aprazível, 62, tel. 2508-9174). Querendo um cardápio mais ortodoxo de bistrô francês – um entrecôte com fritas, ou um coq au vin – o Olivier Cozan, em Ipanema, é perfeito (Vinicius de Moraes, 130, tel. 2247-5351). Ainda com sotaque francês, o Garcia & Rodrigues, no Leblon, é um programão: fica num pequeno complexo gastronômico, com padaria, delicatessen, loja de vinhos e de utensílios culinários. Ah, sim: o Rio tem ótimos italianos; o meu preferido é a Osteria dell’Angolo, em Ipanema, cujo couvert de antipasti já vale o jantar (Paul Redfern esquina Prudente de Moraes, tel. 2259-3148).
Já na categoria cardápio inventivo-público moderninho, eu sou fã do chef boliviano Checho Gonzáles, que já foi do Zazá Bistrô (Joana Angélica, esquina Prudente de Moraes, tel. 2247-9101) e hoje está no Pecado (Barão da Torre 152, tel. 2522-5198), ambos em Ipanema. O Bar d’Hotel, no Leblon, vale mais pela decoração – melhor só beber e pedir uma entradinha (Delfim Moreira, 696, tel. 2540-4990); o Togu tem o cardápio ajaponesado mais instigante do Leblon (Dias Ferreira, 90, tel. 2294-2749).
Bom. Tem milhões de outros lugares, mais todos os botecos, mais Vargem Grande e Guaratiba. Mas essa lista é um bom começo... Para descobrir lugares novos e acompanhar toda a cena gastronômica carioca, a melhor fonte é o suplemento Rio Show, que sai todas as sextas-feiras no Globo e você pode achar aí em Brasília sem problemas.
Escrito por Ricardo Freire às 13h57
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Onde em Buenos Aires
O Eduardo Luz me pergunta sobre novos restaurantes em Buenos Aires. Faz um ano que não vou a Bs. As., Eduardo, mas uma matéria de abril do suplemento de viagem do New York Times confirmou boa parte das minhas dicas de restaurantes, o que me deixou pimpão.
Das coisas que eu falo aí no arquivo, o que datou mesmo foi o champagne brunch do Four Seasons. A qualidade continua a mesma, mas o preço foi às alturas: passou de 58 para 165 pesos (uns 115 reais) por pessoa.
O Faena vale a pena, sim, Eduardo. Mas é muito caro (o apartamento menor custa 300 dólares) e nem todo mundo é obrigado a gostar do estilo do Philippe Starck. Um investimento à prova de decepções é passar lá para almoçar ou jantar no El Mercado (Martha Salotti 445, tel. 4010-9200).

Restaurante El Mercado, no hotel Faena
Vamos organizar, então, um breve roteirinho gastronômico em Buenos Aires:
Na Recoleta: empanadas quase grátis no Sanjuanino (Posadas, 1515) e boa carne no Mirasol da Recova (Posadas, 1032, tel. 4326-7322).
Em Palermo Viejo: comida fusion latino-americana no El Diamante (Malabia, 1688, tel. 4831-5735), cozinha de autor em conta no Social Paraíso (Honduras, 5182, tel. 4831-4556), vodkas e pratos escandinavos no Olsen (Gorriti, 5870, tel. | | |