Um dia de cada vez
Quase ia me esquecendo: hoje fez um ano que eu dei meu último expediente em publicidade.
É a terceira vez que eu tento largar. Até agora, foi a vez em que fiquei mais tempo sem recaída.
Quanto tempo mais eu preciso agüentar para ser dado como clinicamente recuperado?
Escrito por Ricardo Freire às 23h04
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Reflexões da estrada
Se é verdade que baiano não nasce: estréia, então baiano também não reencarna: reprisa.
De Itacaré a Camamu, onde se pega a lancha para Barra Grande, são 200 km; os últimos 50 km estão com asfalto novinho.
Escrito por Ricardo Freire às 23h04
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Sul da Bahia GLS
Ouça aqui
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Meu problema com Israel

Por que todo mochileiro israelense, em qualquer lugar do mundo, jamais se dá ao trabalho de entregar o computador do çaibercafé com a configuração que ele encontrou?
Humpf.
Escrito por Ricardo Freire às 20h15
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Onde eu não fiquei ontem
Ontem eu não fiquei no Txai, mas passei para conhecer a a ala nova. Um deslumbre. A nova piscina e os novos bangalôs estão ainda mais bonitos que os originais – a piscina, mais esguia; os bangalôs, mais espaçosos, e com banheiros que são praticamente spas privativos.

  

  

Almocei com o Nelson Moraes, o Cito, um dos sócios do hotel, que me contou projetos muito interessantes que ele tem para um turismo de massa qualificado (sim, é possível) para a região de Ilhéus. No fim do almoço eu queria lançar o cara para prefeito de Porto Seguro.
Escrito por Ricardo Freire às 20h14
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Onde eu fiquei ontem
E anteontem também: na pousada Naínas, no “loteamento de pousadas” (eu é que chamo assim) da Praia da Concha. Bonita, charmosinha e em conta – pelo menos na baixa: paguei 64 reais por um quarto luxo (um casal pagaria R$ 80). Em janeiro, depois do Réveillon, esse quarto vira R$ 180 para casal (o standard vai a R$ 170).
 
(O que as fotos não mostram: pertinho tem um resturante, o Mar & Mel, que faz um forrozinho acústico pé-de-serra três vezes por semana. Mas à meia-noite o som pára.)
  
As donas tinham me mandado um e-mail na época da inauguração, acho que há dois anos, para eu visitar e colocar no guia. Visitei sem me identificar quando passei em dezembro, e agora fiquei. Entrei e saí sem ser reconhecido. Adoro isso.
Escrito por Ricardo Freire às 20h14
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Espanador de nuvens

A praia de Serra Grande, ao pé da serra de Itacaré, não é lá grande coisa: areia dura, mar batido. Mas daí olhei pra cima e... espanei.
Escrito por Ricardo Freire às 23h08
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Reflexões da estrada
Nenhum, absolutamente nenhum morador de Ilhéus é florianópolis – mas em compensação, muitos, muitíssimos moradores de Florianópolis são ilhéus.

De Trancoso a Itacaré são 450 km, e você passa por Ilhéus
Escrito por Ricardo Freire às 23h07
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Aos passageiros
Natacha, obrigadíssimo pelas dicas alfacinhas para a Angélica!
E, só para você saber:
* PF = prato feito, a refeição mais popular do Brasil, que traz todos os carboidratos disponíveis na natureza (arroz, feijão, farinha de mandioca; às vezes também batata frita e macarrão!), com alguma carne, uma folha de alface e duas rodelas de tomate.
* P.Fino = PF fino (elegante...)
* Cumbuca = tigela, bowl
* Mistureba = mistura radical e sem muito critério (o jeito mais brasileiro que existe de traçar um PF é picar tudo e misturar tudo antes de comer)
(Ah, sim: * Traçar = devorar. E para os passageiros brazucas: * Alfacinha = lisboeta)
Angélica, quando você for fechar a compra da sua passagem deve haver um botãozinho que você aperta na página para saber o limite de bagagem.
Felipe, no Arraial tente um apartamento (crianças até 5 anos não pagam) com cozinha equipada no Baixu Village, que fica no finzinho da estrada do Mucugê. Não precisando de tanta infra, continuo recomendando a Erva Doce (na rua do Mucugê) e a Coqueiros (fora da muvuca, mas ainda na vila). Vou para Barra Grande amanhã, então te falo.
Gabriela, enquanto eu não terminar os cinco especiais que estou fazendo para a Viagem & Turismo (e isso vai até o final de outubro), mal terei tempo para ler as minhas coisas! Mas você pode usar qualquer um dos emails, que chega.
Escrito por Ricardo Freire às 23h07
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Viação Blogmóvel

Por medidas básicas rotineiras de paranóia, eu nunca dou carona. Mas como recusar transporte a um sujeito que te aborda no estacionamento da praia do Espelho com um periquito no ombro? Nenhum bandido perigoso anda por aí com um periquito no ombro. Você já ouviu falar no Pilantra do Periquito? Do Maníaco do Periquito? Do Periquito Assassino?
Então.
Escrito por Ricardo Freire às 23h06
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Reflexões da estrada
Heroísmo e egoísmo podem ser a mesma coisa – sobretudo se você tiver a língua presa.
De Porto Seguro a Trancoso são 80 km, se você vai pelo asfalto
Escrito por Ricardo Freire às 23h06
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Validade: ver fundo da embalagem
Este blog informa que a estrada de terra entre Trancoso e a Praia do Espelho está es-pe-ta-cu-lar. Quase não tem costelas-de-vaca. Dá para fazer os 25 km de chão em meia hora.
Atenção: esta informação se autodestruirá durante a próxima temporada de chuvas torrenciais.


Uma placa! A novidade do ano no Espelho.
Escrito por Ricardo Freire às 18h09
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Espelho, espelho meu
Ainda não foi desta vez que eu consegui me apresentar ao Baiano, dono do bar de praia mais bonito do Brasil, na Praia do Espelho; ele tinha saído para resolver alguma coisa na cidade. (Ele acha que sabe que eu sou, mas eu sempre passei por lá incógnito; e quando me hospedei, não paguei com cheque meu.)
 
O lugar mudou um pouquinho desde a minha última passada (quando, por sinal, a pousada toda estava em obras). Pontos altos: as duas novas camas do deck. Pontos... ahn... menos altos: o gramado agora tem mais mesas e cadeiras tradicionais (mas de madeira, claro, e ao estilo do Quadrado de Trancoso) do que esteirinhas e almofadas ao redor de mesinhas de centro.
  
  
Só sei que, depois de uma caipiroska de lima-da-pérsia, o Baiano é um dos cinco lugares mais bacanas da face da Terra.
 
Os outros quatro eu ainda não conheço. Quando eu souber quais são eu conto.

Escrito por Ricardo Freire às 18h05
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Onde eu não fiquei ontem
Ontem eu não fiquei na Pousada Estrela d’Água, em Trancoso – mas em compensação descobri uma coisa que me tinha passado despercebida todas as vezes em que me hospedei por lá: o P.Fino, um PF que Neka Mena Barreto criou para ser servido num coquinho. Tem arroz, feijão, farofa, vinagrete e cubos de carne de sol (ou frango, ou peixe).

O coquinho, além de charmoso, é uma cumbuca perfeita para fazer aquela mistureba (que, convenhamos, é a razão de existir dos PFs). E a R$ 22, o P.Fino é só um nadinha mais caro que as caipiroskas do Geraldo...
Escrito por Ricardo Freire às 18h04
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Primitivo

Toda vez que eu fotografo o casario do Quadrado, em Trancoso, eu me sinto um fotógrafo naïf.
Escrito por Ricardo Freire às 18h04
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Se todas fossem iguais a você
Como eu posso não adorar um lugar cuja rua do footing não tem nenhuma, nenhuma, mas nenhuma cadeira de plástico???


 
  

Escrito por Ricardo Freire às 21h46
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Onde eu não fiquei hoje
Antes eu escrevia sobre os lugares onde tinha ficado. Agora o meu tempo só dá para escrever sobre os lugares onde eu não fico.
Hoje eu não fiquei nesse lugar aí: o bar La Plage Blanche, na praia do Mucugê, no Arraial d’Ajuda.
 
Os donos são um casal francês que também tem um restaurante de praia na Côte d’Azur. (No momento, monsieur está aqui, e madame está em algum lugar entre St.-Tropez e St.-Raphaël.) Finalmente a praia do Mucugê (a mais central do Arraial) tem um lugar bacana para se ficar. O bar é tão charmoso que você até consegue apagar os quiosques vizinhos do canto do seu quadro.
Eu aproveitei que não fiquei lá e já fui não comendo o “prato 4 aperitivos”, que consiste de camarão ao coco, tiras de filé ao gengibre, siri com xuxu e iscas de frango. Eu não adorei, mas credito isso ao fato de eu não ter pedido nem experimentado.
Então eu botei minha mochilinha verde de novo nas costas e fui caminhando até a Pitinga ver se os outros lugares onde eu não fiquei da última vez continuavam não-fechados.
Escrito por Ricardo Freire às 19h50
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Ponto para as meninas
Sim, eu estava em Prado.
(A todos os que usaram GPS e Internet para decifrar meu paradeiro: na verdade o hodômetro deveria marcar uns 30 km a mais; mas eu só lembrei de zerar depois que já tinha passado Manilha, na BR 101 Norte fluminense).

E sim, eu ia visitar o hotel Tauana.
Mas não, não fui. Rodei 20 km no barro, mas resolvi dar meia-volta. A estrada estava de dar medo. Desandou a chover de novo no caminho. E eu pensei – tanto sacrifício, tanto risco, para ver o hotel debaixo de chuva? Deixei para visitar o hotel na volta; se Tupã quiser o tempo vai estar melhor.
Quando o celular voltou a pegar, liguei pra moça portuguesa que tinha me atendido antes (será a própria dona?) e pedi desculpas por não ir. Ela riu: “Mas o dia está lindo aqui”.
Achei estranho. Peguei a BR 101 de novo (e nessas bandas ela fica a uns 70 km da costa) e a chuva voltou a cair algumas vezes. Mas quando estava perto de Eunápolis (o ponto de acesso à região de Porto Seguro) o tempo abriu e o cinza deu lugar a um entardecer dourado.

Foi difícil convencer o Blogmóvel a não ir aos confins da lama no Corumbau. Ele é valente e está cada vez mais macio (graças ao meu personal dealer, o Rogério, que acompanha a vida dos carros que vende, busca em casa para fazer as revisões e consegue preços sensacionais; quem quiser o telefone dele é só mandar um email para xongas arroba gmail ponto com).
É a quarta vez que o Blogmóvel me traz pra essas bandas. Na primeira, ele foi rodando até o Ceará e voltou de caminhão de mudança. Na segunda, foi até Trancoso e voltou pela estrada. Na terceira, foi de jamanta até São Luís e desceu rodando. Dessa vez ele vai até... segredo, não vou entregar tudo agora.
O fato é que o Blogmóvel gosta tanto do Nordeste, que ele tem certeza que nasceu na Bahia. Eu já cansei de contar que ele é mineiro de Betim, e parente de italianos, mas ele não se conforma. Acha que nasceu em Camaçari, me chama de meu rei e rende mais quando ouve Daniela, Ivete e Margareth.
E já avisou que, se precisar misturar álcool à gasolina, prefere mil vezes uma roska a qualquer branquinha.
Escrito por Ricardo Freire às 22h03
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Do Pão de Açúcar ao Cristo: 956 km

Foram 12 horas cravadas de estrada. Quer dizer, com três paradas – duas para abastecer, outra para almoçar. Peguei tempo nublado o tempo inteiro; chuvoso a partir do norte do Espírito Santo.

“Até a uma da tarde tava sol”, me disse o recepcionista do hotel (onde, aparentemente, sou o único hóspede).
Jantei um peixe grelhado com um risotinho de camarão e banana-da-terra. Queria ter ido a um tailandês que havia por aqui, mas o restaurante se mudou para uma praia aqui perto.

Amanhã pego 60 km de terra para conhecer um hotel novo. A não ser que a estrada esteja tão enlameada que eu tenha que me contentar com as fotos do site.
Pronto. Wally já deu todas as dicas que podia ter dado.
Escrito por Ricardo Freire às 22h09
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Ossos do ofício

Queria avisar ao pessoal da Bahia que me deram uma frente fria pra levar praí.
Eu chego com ela no fim da tarde. Desculpaê, viu?
(Antes que você pergunte: Othon Aeroporto. Um dos três hotéis mais barulhentos do planeta. E o último a ter elevador de manivela que só pode ser operado por ascensorista, tipo edifício velho de Nova York. Mas a diária é R$ 155 e ele está meio que tipo assim praticamente quase na boca de Niterói -- pra mim, funcionou como um hotel de beira de estrada. Aliás, ontem cheguei, fui ao Lamas e pedi um prato de caminhoneiro -- um contrafilé à Oswaldo Aranha, leia-se com alho, arroz, batatas estufadas e farofa. De sobremesa, creme de abacate. Achei que faltava açúcar, mas fiquei com vergonha de pedir o açucareiro.)
Escrito por Ricardo Freire às 06h02
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Medo de avião
Minha crônica desta semana na Época.
Há pouco mais de 100 anos, com a invenção do avião – esse objeto que as
companhias aéreas insistem em chamar de “aeronave” –, o homem realizava, enfim,
o sonho de voar. Semana retrasada, porém, com a descoberta dos novos planos de
ataques terroristas na Inglaterra, o homem viu ruir um sonho ainda mais utópico:
o sonho de voar só com a bagagem de mão.
Esqueça Bin Laden. O inimigo público número 1 do momento é a malinha que
você tenta levar para dentro do avião. Na Inglaterra ela está simplesmente
proibida. Nos Estados Unidos, ainda não – mas os procedimentos de revista agora
são tão minuciosos, que muitas companhias estão pedindo a seus passageiros que
despachem toda a bagagem para evitar atrasos piores do que os atuais.
Antigamente, quem podia viajar de avião eram pessoas que exalavam
glamour. Hoje em dia, quem viaja de avião são pessoas altamente suspeitas. Basta
pegar um lugar na fila do check-in de um vôo internacional para você
automaticamente se tornar um imigrante clandestino em potencial, um possível
traficante de drogas ou um terrorista suicida disfarçado.
Ô seu guarda, olha pra mim. Eu sei que o meu passaporte indica que eu
posso, sim, virar um imigrante ilegal. Eu sei que por aí está cheio de velhinha
que carrega droga amarrada na cintura. Mas terrorista suicida, seu guarda? Vê lá
se eu tenho cara de terrorista suicida! Por acaso eu ia escapar dos tiroteios na
Linha Vermelha e dos ataques do PCC pra vir morrer uma morte tão besta, seu
guarda?
Não adianta. Até prova em contrário, o colírio da sua lente de contato é
um perigoso explosivo que, numa escapadela ao banheiro no meio da noite, pode
ser detonado por uma reles bateria de celular e fazer o avião explodir em pleno
vôo. E é para impedir fatos como esse que os aeroportos da Inglaterra se viram
transformados em imensos campos de refugiados por quase uma semana.
Mesmo que a bagagem de mão não acabe totalmente proibida, tudo o que for
líquido ou gel vai precisar ser despachado – pelo menos até que inventem um
detector de explosivos não-sólidos. Enquanto isso, as mamães que quiserem subir
no avião com as mamadeiras de seus bebês vão ter que experimentar o leitinho na
frente do agente de segurança. O que é um sinal eloqüente de que o terrorismo já
venceu essa guerra.
Será que vamos importar todos esses novos procedimentos de segurança?
Para nós, brasileiros da classe média para cima, a situação é ainda mais
esquisita. Porque não estamos acostumados a revistas duras cujo objetivo final
não seja apenas encontrar algum motivo que justifique uma – digamos assim –
contribuição espontânea para a complementação salarial do servidor público da
área de segurança. Sem falar que, pela nossa natureza, não vamos conseguir nunca
levar a sério certas precauções. Ah, não brinca que você vai implicar com o meu
desodorante! Vem cá, cê sabe com quem cê tá falando?
Os ingleses e americanos costumam dizer que, numa viagem, “metade da
graça está no caminho”. Não está mais. Mais do que nunca, a viagem só começa
depois que a gente desce do avião. Trate de esquecer tudo o que aconteceu na
ida. Releve o que você vier a sofrer na volta. E torça para que a paranóia da
aviação não se abata sobre o último meio de transporte realmente civilizado do
planeta: o trem europeu.
Por algum milagre, o atentado ao trem de subúrbio no 11 de março
madrilenho não mudou os procedimentos de embarque nas estações ferroviárias
européias.
Você entra na estação puxando sua maleta de rodinhas. Não passa por
nenhum detector de metais. Não abre sua bolsa para ninguém bisbilhotar. Não
enfrenta nenhuma fila de embarque. Sobe no seu trem faltando cinco minutos para
a partida. Não se separa da sua bagagem em nenhum momento. Só mostra a passagem
quando o cobrador passar. E só vai precisar se identificar se por acaso
atravessar alguma fronteira.
Você
me faz um favor? Não conta isso nem pro Bush, nem pra Al-Qaeda? Obrigado.
Escrito por Ricardo Freire às 07h49
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Acertou...

...quem respondeu Havana. Mas não, não era carnaval. Quer dizer: era época do nosso carnaval (março de 2002), mas não em Cuba. O carnaval em Cuba é em agosto e deve ser bem mais animado do que isso. A gente estava simplesmente andando por Habana Vieja quando deu de cara com essa trupe – que deve fazer parte do cenário, junto com os palacetes restaurados e os bares com seus clones de Buena Vista Social Club.
Mas não, não era essa a foto que eu ia colocar no “Onde esteve Wally” de ontem. A foto que eu ia colocar era essa aqui, que eu tinha tirado anteontem, durante uma matéria do Planeta Cidade:

Achei essa igrejinha estranhíssima, espremida por predinhos, desprovida de moldura, espaço ou respeito. Me pareceu que ela tivesse sido descoberta depois da construção dos predinhos, em alguma escavação arqueológica...
Eu entregaria a localização hoje, publicando esta segunda foto:

Trata-se da Capela dos Aflitos, na Liberdade -- uma construção do século XVIII onde eram velados os enforcados (muitos deles, escravos) que eram trazidos do Lago da Forca, atual Largo da Liberdade.
Mas daí eu me dei conta de que a primeira foto tem cartazes com as palavras “graça alcançada” e que a segunda foto, de certa maneira, remete o leitor ao Japão.
E então temi, em cima da hora, que talvez alguns passageiros pudessem me acusar de não ter cumprido a promessa de... mudar de assunto ;-)
Escrito por Ricardo Freire às 10h34
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Onde esteve Wally?

Escrito por Ricardo Freire às 07h02
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Juro que amanhã eu mudo de assunto
Da série recordar-é-reviver. Para que os não-colorados tenham noção da dimensão do que nos aconteceu ontem, vou transcrever aqui a metade final de uma Xongas de 2002, publicada no Jornal da Tarde. A querida Kátia Suman leu na rádio em Porto Alegre e foi o maior quelelê (foi a primeira vez que eu me senti “lido” na minha cidade). O texto ia mais ou menos assim:
Tomara que caia
A minha hora se aproxima. Domingo que vem, no meio da tarde, o meu time do coração, o outrora glorioso Internacional de Porto Alegre, vai ser rebaixado para a Segunda Divisão. É a última rodada do campeonato, e o Inter precisa ganhar do Paysandu, em Belém. Prato do dia: Colorado ao tucupi.
No fundo, no fundo, eu sabia que um dia isso ia acontecer. São vinte anos de decadência ininterrupta, desde o último grande time -- o de 79, tricampeão nacional invicto sob o comando de Paulo Roberto Falcão. A verdade é que faz 20 anos que o único craque do Internacional é o Luis Fernando Verissimo.
- Qual é o seu time?
- Internacional.
- Qual?
- Inter. De Porto Alegre.
- ???
- É o time do Verissimo.
- Ah!
(Em alguns círculos pega bem. Mas em certas rodas de futebol simplesmente não funciona.)
Rebaixamento. Pensando bem, já passamos por coisas piores. Ver o Grêmio ser campeão do mundo, por exemplo. Você pode até saber o que é ver um outro time da sua cidade ser campeão do mundo. Mas você não tem a mais pálida idéia do que é ver O Outro time da sua cidade ser campeão do mundo.
Se bem que, nesses vinte anos, o torcedor do Inter teve algumas grandes alegrias. Quando o Grêmio perdeu a final da Copa do Brasil em casa para o Criciúma, por exemplo. Ou quando o Grêmio perdeu sua segunda final em Tóquio. E a vez que o Grêmio perdeu o...
Segunda Divisão. Logo agora que tinha passado a fase da Grande Humilhação. A fase da Grande Humilhação foram os mais ou menos cinco anos em que o Inter foi tratado pela imprensa paulista como o "Inter-RS". Como se fosse um São Raimundo-AM ou um Anapolina-GO. Que, por sinal, vão ser nossos adversários na Segunda Divisão.
Eu já tentei me convencer de que o rebaixamento pode fornecer a faísca que faltava para que finalmente explodam as estruturas podres e devolvam ao clube seu antigo esplendor. Mas confesso que cansei de ter esperanças. Acho que, se cair, o Inter não sobe nunca mais.
Talvez seja melhor assim. Torcer para o Internacional vai ser como entender de animais extintos, falar grego clássico, pertencer ao ramo de Petrópolis da família imperial.
O time pode desaparecer, mas levaremos conosco os títulos nacionais. As jogadas de Falcão. E sobretudo as crônicas do Verissimo.
(Continua no post abaixo)
Escrito por Ricardo Freire às 21h36
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O Inter não foi rebaixado – ganhou de 2 a 0 do Paysandu. Mesmo assim, aconteceu algo ainda mais humilhante do que o rebaixamento: a torcida belenense acusou seu próprio time de ter se vendido, porque simplesmente não acreditava na hipótese de o Inter ganhar do Paysandu (!) por seus próprios méritos.
E quanto à política, como já tinha acontecido algumas vezes, eu estava redondamente enganado: esse Fernando Carvalho já sabia como fazer a revolução.
Em 2004, ele interceptou em Goiânia um centroavante raçudo e inteligente que vinha da França e estava quase acertado com o Flamengo. E a partir daí era uma questão de tempo. Porque é muito difícil segurar um time com dois Fernandões.
Escrito por Ricardo Freire às 21h36
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Si us plau
Els blaugrana ja coneixen el què seràs el seu rival
Escrito por Ricardo Freire às 19h54
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Eu fiz a minha parte

A camisa foi presente do próprio presidente Fernando Carvalho, enviada
pelo Márcio Pinheiro. Ela estava na minha bagagem para ser usada na comemoração
do título do Brasileiro. Infelizmente só consegui chegar à Bahia depois daquele
jogo no Pacaembu contra o Márcio Rezende de Freitas. Mas quando, no dia 4 de
dezembro, na festa de Santa Bárbara/Iansã, vi o Pelourinho tomado de vermelho (clique aqui para lembrar), me senti no Beira-Rio.

Valeu, Santa Bárbara. Obrigado, Iansã.

(Obrigado a você também, Padre Pinto.)

Esse ano eu vou ver se volto. 4 de dezembro. A tempo de renovar o axé pro
Japão.

COLORAAAAAAAAAADOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!
Escrito por Ricardo Freire às 00h16
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Roteiros de Charme: mais quatro hotéis admitidos
Dois na serra:
E dois no campo:
E você? Já se hospedou em algum dos hotéis da associação? Acha que fazer parte dos Roteiros é uma garantia de qualidade? Ou já se decepcionou alguma vez? Divida suas experiências com a gente.
Escrito por Ricardo Freire às 07h40
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Santa Catarina com pimpolhos
A Alexandra quer ir em
dezembro ou janeiro para Santa Catarina com marido e filhos pequenos e quer uma
indicação. Não é fácil. O litoral de Santa Catarina é pontilhado de vilas de
pescadores que viraram balneários, e todo mundo pra quem você fizer essa
pergunta vai te mandar para um lugar diferente.
Eu não conheço o litoral inteiro; por deformação profissional, sempre me
ative às praias mais badaladas, as que têm mais estrutura de hotéis e pousadas.
Mas a solução da tua equação “duas crianças pequenas” e “Santa Catarina”, sem a
palavra “resort” agregada, talvez seja uma casa de temporada – e nesse caso
talvez seja mais negócio justamente fugir das praias badaladas.
Dentre as praias que eu conheço, as que tem o mar mais
“piscininha”, próprio para crianças pequenas, são Bombinhas, Lagoinha e Jurerê.

Claro que Bombinhas – nem
qualquer praia calminha de Santa Catarina – vai ficar com essa paisagem aí de
cima no verão (a foto foi tirada no inverno). Mas a água é sempre tranqüila, e à
esquerda existe uma prainha menor e, por incrível que pareça, menos muvucada, a
praia da Sepultura (foto abaixo, tirada em janeiro).

Uma pousada pouco falada porém muito interessante de Bombinhas é a Pousada
Palmeiras, que fica a cinco minutinhos de caminhada (com uma ladeira)
dessa praia da Sepultura, e dez da praia principal; a piscina é linda e todos os
apartamentos têm cozinha equipada.
A Lagoinha talvez seja a
melhor praia do norte da ilha de Santa Catarina. O mar é tranqüilo e a faixa de
areia é consideravelmente mais larga do que as das outras praias-piscininha da
região, como Ponta das Canas, Canasvieiras e Jurerê. Quem toma sol não disputa
espaço com quem está caminhando ou brincando de encher baldinho com areia.

A praia tem um mini-resort pé-na-areia, o Antares Club –
que como o próprio nome entrega, tem a maior cara de clube (anos 70). Mas é
muito simpático (e lota com uma antecedência incrível, por causa de uma
fidelíssima clientela argentina).

(Continua no post
abaixo)
Escrito por Ricardo Freire às 09h42
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Em termos de infra, porém, nada se compara a Jurerê, que é a praia gente-fina de Floripa. O lugar tem restaurantes (e lounges) de praia, shoppingzinho, supermercado, e o que é melhor: sem a bagaceirice da vizinha Canasvieiras, nem a confusão de Ingleses.



O hotel mais confortável da praia é o Jurerê Beach Village; mas certamente você vai encontrar preços melhores no antiguinho Jurerê Praia Hotel (que tem cabanas equipadas) ou no Residencial Chandra (com as mesmas cabanas, só que a uma quadra da praia; R$ 260 a diária para quatro, com cozinha equipada, depois de 5 de janeiro -- que tal?).
Eu fecho as minhas indicações de praias badaladas com a Praia do Rosa, que tem mar perigoso para crianças mas também tem uma lagoazinha colada à praia, que é o lugar preferido de mamães com pimpolhos.

A melhor localização por lá é a Fazenda Verde do Rosa, o único pé-na-areia. Se você não ficar lá, vai precisar acordar cedo para conseguir estacionar.
Daí tem o oooutro lado – a das praias papai-mamãe com estrutura de casas de veraneio. Como eu te falei, cada veranista vai te dar uma indicação diferente. Eu, não na qualidade de guieiro, mas na pele de veranista, te indico Garopaba, que está se urbanizando com alguma organização, não tem os problemas de trânsito de Bombinhas ou Floripa (a não ser para quem vai passar o dia no Rosa) e tem uma boa oferta de casas de veraneio.

O especial “Santa Catarina de A a Z”, da Viagem & Turismo, indica essas imobiliárias de temporada em Santa: Zaluski (Floripa e Garopaba), Elo (Garopaba), Licurana (Bombinhas), Mar de Jurerê (Jurerê) e GVC (Lagoinha, entre outras).
Escrito por Ricardo Freire às 09h36
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Cogumelos, frutas do bosque e escargots
Enquanto
isso, na ilha da fantasia do Viaje na Viagem radiofônico...
(Tem mais podcasts lá na minha
página na PodcastOne.)
Escrito por Ricardo Freire às 21h19
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Adidas?!?!???!
O cara não apenas está vivo, como também está fazendo merchã!
Escrito por Ricardo Freire às 21h16
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Tropical de Manaus: antes e depois
A Sandra está em Manaus e deixou lembranças para todos na caixa de comentário do post aí de baixo. Pelo que eu entendi, ela está hospedada na torre Business do Hotel Tropical – e está adorando.
A propósito, lembrei de uma crítica cri-cri sobre o Tropical de Manaus que publiquei em 99 na Vip. Naquela época ainda não havia essa torre nova; eu estava crente de que ia encontrar uma filial silvícola do Copacabana Palace.
Nessa mesma viagem eu fui a Parintins (adorei) e ao Ariaú (detestei). Fiquei no Tropical um dia antes de ir para Parintins e um dia depois de voltar do Ariaú. Não teve jeito: precisei dividir a crítica em duas partes.
Resumindo, ficou assim.
Antes de ir ao Ariaú
O Tropical de Manaus é uma decepção. O hotel poderia ser um oásis de luxo na floresta, uma câmara de descompressão para quem vai ou volta dos hotéis de selva, mas acaba se contentando em ser apenas um resort envelhecido.
Depois de voltar do Ariaú
O Tropical de Manaus é uma alegria. Um verdadeiro oásis de luxo na floresta, uma câmara de descompressão para quem vai ou volta dos hotéis de selva. Mesmo estando um pouco decadente -- e na minha opinião, não existe nada mais divertido do que se hospedar em hotéis de luxo decadentes --, você ainda consegue sentir no ar o cheiro de glórias passadas.
;-)
Escrito por Ricardo Freire às 14h21
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Ensinando a pescar: hotel de última hora
É o pedido de informação mais freqüente da minha vida de distribuidor de conselhos viajandões (que começou muito, mas muito antes de eu escrever profissionalmente sobre o assunto):
“Você pode me indicar um hotel bacana e em conta em .................?” (preencha os pontinhos com alguma cidade superprocurada 365 dias por ano). “Ah, sim: tô viajando daqui a .........” (preencha os pontinhos com no máximo “daqui a um mês”).
Infelizmente, nessa hora eu não sirvo para muita coisa, não. Minhas fontes de consulta – meus guias, revistas e jornais favoritos – nunca foram secretas; e hoje, com a internet, estão cada vez mais fáceis de ser consultadas. Resultado: nessas cidades superprocuradas 365 dias por ano, qualquer hotel com bom preço que saia no Time Out, no Frommer’s, no Lonely Planet ou no New York Times tem boas chances de estar permanentemente lotado.
Para ter certeza de que você vai conseguir lugar num desses hotéis garimpados e selecionados pelos bons guias e pelas boas revistas, o negócio é fazer sua pesquisa e suas reservas com pelo menos três meses de antecedência.
Não que de última hora não dê para conseguir algo recomendado pelos guieiros; mas dá muito mais trabalho, e você vai amargar vários “nãos” até conseguir um “sim”. (E é chato quando você só consegue vaga na sua sétima opção; mesmo que seja uma alternativa selecionada e avalizada por um guia, era a sua sétima opção, puxa vida.)
Toco nesse assunto porque, na caixa de comentários do post imediatamente abaixo, a Manu pede uma indicação de hotel em Veneza agora para setembro.

(Continua no post abaixo)
Escrito por Ricardo Freire às 10h29
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