Surpresa: Enotel, Porto de Galinhas

 

O resort mais interessante da safra 2006 está sendo inaugurando sem muito alarde em Porto de Galinhas. Por fora, parece um elefante branco – pior: amarelo. Por dentro, porém, é surpreendente. Os ambientes, desenhados pela portuguesa Nini Silva, são starckianos. Eu ia falar (naquele post que estou devendo há um mês) que o Vila Galé Guarajuba era o primeiro resort-design brasileiro, mas depois dessa visita o título só pode ir para o Enotel.

 

Senhores passageiros: como eu posso não gostar de um hotel de 350 apartamentos que, apesar de ter 350 apartamentos, não maltrata a nossa vista com uma única cadeira ou espreguiçadeira de plástico branco? Um resortão sem plástico branco! Emocionei ;-)

 

 

 

A decoração ainda não está completa. Faltam chegar da Alemanha as reproduções gigantes das fotos que o suíço Alma Mollemans fez em vilarejos e mercados pernambucanos, que devem constrastar lindamente com a frieza verde-roxo-marrom reinante.

 

 

 

A piscina é do mesmo Luiz Vieira que fez todas as piscinas bacanas dos resorts de Muro Alto – e com uma frente de praia bem mais ampla do que a dos hotéis de Muro Alto. O ponto da praia, porém, não é bom: a praia do Cupe é perigosíssima para banho. A praia-piscininha mais próxima fica a 30/40 minutos de caminhada, no Pontal do Cupe.

  

 

O hotel vai trabalhar no sistema all-inclusive (tipo Breezes e Iberostar: comida e bebida o dia inteiro, sem assinar nada, sem extras), que mais cedo ou mais tarde todos os resorts vão acabar implantando. Apesar de eu ter gostado, o Enotel não é pra mim: os públicos-alvo são convenções e famílias com filhos (sobretudo pequenos).

 

P.S.: sim, é isso mesmo que você está pensando. Ovos.



Escrito por Ricardo Freire às 23h08
[ ] [ envie esta mensagem ]


Peralá: onde foi parar Wally????



Escrito por Ricardo Freire às 23h17
[ ] [ envie esta mensagem ]


Sim, Wally estava em Igarassu

Passei no finalzinho do dia 26 – ou seja, na véspera da grande festa de Cosme e Damião, a quem é dedicada a igreja mais antiga não só da cidade, como do Brasil. Por isso talvez o lugar estivesse mais bagunçado do que o normal.

 

O Cosme e Damião da minha infância no Rio (sim, senhores passageiros, morei no Rio entre os 5 e os 7 anos; estudei num jardim de infância na Praia Vermelha, debaixo do Pão do Açúcar, e de lá fui para a Escola Roma, na Praça do Lido, com direito a maresia da praia de Copacabana) tinha a ver com doces. Mas ultimamente tenho ligado Cosme e Damião à Bahia e ao caruru.

 

O engraçado é que a tônica daquela tarde em Itamaracá já tinha sido baiana: na ilhota da Coroa do Avião comi lambreta (que eu não pensava que existisse fora da Bahia) e quase atropelei um bicho-preguiça que atravessava a estrada naquela velocidade devagar-quase-Caymmi.

 

Então eu chego em Igarassu sem ter feito o dever de casa e – pimba: Cosme e Damião na cabeça! Wally achou que tinha alguma coisa aí.



Escrito por Ricardo Freire às 23h17
[ ] [ envie esta mensagem ]


Onde esteve Wally?



Escrito por Ricardo Freire às 08h03
[ ] [ envie esta mensagem ]


Focinhos

 

 

 

 

 

Projeto Peixe-Boi, ao lado do Forte Orange, em Itamaracá. Os peixes-bois parecem ser uma mistura de foca com golfinho com Shrek. Eles vivem brincando de se revirar dentro d’água. Não dá pra não se apaixonar.



Escrito por Ricardo Freire às 09h35
[ ] [ envie esta mensagem ]


Gostei: Dorisol Pipa

Até hoje quem ficava em Pipa precisava escolher: ou ficava num hotel convencional fora da cidade, nas praias do Madeiro (a melhor), de Cacimbinhas ou de Tibau do Sul (mar ou lagoa), ou ficava numa pousada (chique ou simples) na vila. Agora já existe uma alternativa (literalmente) no meio do caminho: o Dorisol Pipa.

 

Eu digo que é no meio do caminho porque fica beeem no iniciozinho da rua principal de Pipa, quase fora da cidade. Mas você não precisa de carro para ir à muvuca – o que é uma grande vantagem na alta temporada, quando é im-pos-sí-vel passar de carro na cidade à noite. É uma pernadinha de 15 minutos. O hotel também não tem saída direta para a praia, porque está numa área de proteção ambiental onde não se podem instalar escadas na falésia. A saída para a praia mais próxima está a 300 metros, na ruazinha principal.

 

 

 

O projeto é interessante – foi construído por noruegueses de bom-gosto para ser um time-sharing, e transformado em hotel de verdade pelos portugas de bom-gosto do grupo Dorisol. As casas da primeira fase do empreendimento (onde eu fiquei) têm salas de estar e cozinhas no térreo que podem ser usadas pelos hóspedes dos quartos do segundo andar. As casas da segunda fase (que inauguram no meio de outubro) têm terraços comuns a todos os apartamentos. Alguns apartamentos têm cozinhas equipadas; outros têm jacuzzi ao lado da cama de casal.

 

 

 

O bacana é que até a véspera de Natal o hotel está com preços de inauguração muuuuito bons. O apartamento standard está a R$ 201, e esse aí, com jacuzzi, a R$ 230 (em janeiro pula para R$ 285 e R$ 315). A piscinona aí da foto está sem espreguiçadeiras porque é da segunda fase, que inaugura agora em duas semanas.



Escrito por Ricardo Freire às 08h58
[ ] [ envie esta mensagem ]


Aos fãs de Natal

Você que curte Natal vai gostar de saber que nada parece deter a boomtown do Nordeste. Quando ficar pronta a ponte sobre o rio Potengi, o litoral norte vai ficar a dez minutos da Via Costeira. Do outro lado do rio, em torno das lagoas da região, estão em gestação grandes projetos imobiliários de casas de veraneio de europeus. Se o cartaz em catalão que eu fotografei lá no Serhs estiver certo, Natal está fadada a se tornar a Costa do Sol brasileira.



Escrito por Ricardo Freire às 08h57
[ ] [ envie esta mensagem ]


Fotoblog: Praia do Amor, Pipa

Eu não ia ter tempo de dar uma passadinha na manhã seguinte, então fui de tardezinha mesmo, ainda que soubesse que a praia lá embaixo estaria já sob a sombra. Mas vida de guieiro é assim: ter que ver com os próprios olhos se as coisas que ele recomenda continuam do mesmo jeito e no mesmo lugar...



Escrito por Ricardo Freire às 08h57
[ ] [ envie esta mensagem ]


Como diria Macunaíma: – Ai, que...

(Na estrada para Vila Velha, em Itamaracá)



Escrito por Ricardo Freire às 08h19
[ ] [ envie esta mensagem ]


Tiro ao coco

Durante a ocupação de Pernambuco, os holandeses construíram na Ilha de Itamaracá o Forte Orange. A função principal do forte era defender os invasores da ação agressiva dos coqueiros durante a chamada Guerra dos Cocos (Kokosnoot Krijg).

 

 

Como se sabe, os cocos venceram. E hoje dominam não só Pernambuco, como o Nordeste inteiro.

 

 

 



Escrito por Ricardo Freire às 08h05
[ ] [ envie esta mensagem ]


Webster

 

Objetividade é tudo.

Arraia = peixe achatado. Bacalhau = peixe.

(Em Pipa)



Escrito por Ricardo Freire às 22h02
[ ] [ envie esta mensagem ]


O que aconteceu com o pneu de Wally

 

Uma seqüência de erros bobos. A primeira: deixei o carro a semana inteira sob o sol no estacionamento do aeroporto de Fortaleza e não atinei de calibrar os pneus antes de pegar a estrada. A segunda: esquecer que uma lombada dificilmente vem sozinha. Normalmente vêm em dupla. A terceira: ter demorado preciosos segundos para admitir que não era o asfalto que estava ainda mais desnivelado – era o pneu furado, estúpido. Vê se aprende, Wally.



Escrito por Ricardo Freire às 22h19
[ ] [ envie esta mensagem ]


Onde rasgou o pneu de Wally

 

 

 

 

 

 

 

Eu tinha planejado aproveitar a parada técnica em Natal para testar o novo hotelzão da Via Costeira, o Serhs.

 

Vocês sabem que eu não sou muito fã da Via Costeira em Natal. Para mim, aqueles hotéis enormes acabam com a poesia da paisagem árida. É quando – pra mim, gente, pra mim! – a desolação deixa de ser fotogênica e passa a ser só desoladora, mesmo.

 

Mas eu não estava me hospedando no hotel por mim, e sim pelos leitores.

 

Então vamos ao que eu achei.

 

O Serhs não tem pudor nenhum em ser grande. Ele torna a duna insignificante, sem dó. Os ambientes internos não são charmosos. Não que eles não tenham tentado: mas não chegaram lá. Na Via Costeira, o Pestana ainda é o mais, digamos assim, elegante.

 

Um ponto positivo: todos os quartos são de frente para o mar. Alguns são mais de frente do que outros, mas de todos você avista o horizonte no oceano.

 

O grande destaque é a piscina. Porque, mesmo sendo eeeenoooormeeee, a piscina consegue oferecer vários nichozinhos interessantes: o nicho da hidro e do barulho, o nicho do tobogãzinho das crianças, o nicho das espreguiçadeiras dentro d’água – e até o nicho tranqüilo, sem som (onde não tinha ninguém).

 

De todo modo, mesmo tendo chegado outro dia ao Brasil, os catalães ganharam vários pontos comigo: os bares estão equipados para fazer caipiroskas de tangerina, caju, abacaxi, uva e kiwi.

 

Praticamente simpatizei.



Escrito por Ricardo Freire às 22h16
[ ] [ envie esta mensagem ]


O verdadeiro acidente de Wally

Como você deve ter acompanhado, reagi com serenidade, bom-humor e fair-play ao pneu rasgado à noite na estrada depois de um dia de cão.

 

Não posso dizer a mesma coisa sobre como reagi à minha conta no hotel Vip, em Ponta Negra, onde passei minha segunda noite em Natal.

 

De manhã cedo, para economizar uma viagem ao cybercafé, pesquisei as informações de que precisava para gravar o programa de rádio do Rio no quarto mesmo, pela internet discada. Conexão local, claro. Como internet discada de PABX é ainda mais lenta do que o normal, demorei 22 minutos para acabar o que precisava fazer (claro que acabei entrando no blog e checando e-mail também).

 

Então fui até o centrinho de Ponta Negra para transmitir os dois programas pela banda larga num çáiber. Fiquei 20 minutos. Paguei dois reais.

 

Ao fechar a conta do hotel, porém, quase tive um enfarte. O tarifador do hotel estava me cobrando QUARENTA E QUATRO REAIS por aqueles 22 minutos de ligação local.

 

Tentei esclarecer com a recepcionista. Disse que aquele número 1700-2222 era o número local do Uol. E que provavelmente era ainda mais barato do que uma ligação para um fixo local.

 

Não houve jeito de convencer nem a recepcionista nem a gerência de que o tarifador estava errado. Me abonaram os 10% da taxa de serviço da conta inteira. Mesmo assim aquela entradinha na internet pela linha local me custou 30 reais.

 

O mais caro de tudo, porém, é perder as estribeiras como eu perco nessas horas. Você não me reconheceria. Eu viro o monstro do lago Ness.

 

Moral da história: internet discada, em hotel, nunca mais. Nunca é justo. Sempre é caro. E quando você pega um hoteleco amador pela frente, dá nisso.



Escrito por Ricardo Freire às 22h08
[ ] [ envie esta mensagem ]


A praia da Cicarelli

Quarta-feira à tarde a Época me encomendou um dossiê sobre a praia onde flagraram a Cicarelli fazendo o que todo mundo deveria fazer alguma vez na vida (tô com o Tutty Vasques e não abro).

 

A Caras tinha falado em Cádiz, mas o paparazzo tinha sido mais específico: Tarifa. Mas Tarifa é um lugar, não uma praia. Vasculhei a noite inteira a internet até achar uma referência a uma prainha específica – a Interviú falou em Bolonia. O que fechava com as informações que eu tinha pesquisado: Bolonia era a praia mais descolada de Tarifa.

 

Pronto. Agora você já tem um lugar pra se refrescar na sua próxima viagem à Andaluzia no verão.



Escrito por Ricardo Freire às 09h43
[ ] [ envie esta mensagem ]


Costa da Luz (câmera, ação!)

Um texto meu na Época desta semana.

 

Daniela e Tato sabem das coisas: resolveram passar o final do verão europeu no último trecho selvagem do litoral da Espanha, a Costa da Luz. Ali, no gargalo do Atlântico que leva ao Mediterrâneo, os ventos fortes e intermitentes salvaram 100 quilômetros de praias do turismo de massa e da especulação imobiliária que arrasaram com a vizinha Costa do Sol (onde estão balneários mundialmente conhecidos como Marbella e Torremolinos).

 

Os mesmos ventos que repeliram os forasteiros durante tanto tempo, porém, agora são os responsáveis pela chegada de novos descobridores. A Costa da Luz se tornou a capital européia do windsurf e de sua versão mais radical, o kitesurf, que é o esporte náutico do momento. O lugar onde se pratica o esporte da moda se torna automaticamente um lugar da moda – e a Costa da Luz, que era um reduto de ripongos e alternativos, foi parar no mapa de uma tribo de rapazes e moças prontos para velejar de dia e fazer festa à noite.

 

Os ventos mais procurados da costa estão nas praias de Tarifa, uma cidadezinha moura situada no ponto mais meridional da Europa, de onde se avista com facilidade o Marrocos. Entre maio e setembro, o céu da praia de Los Lances é palco de um engarrafamento de velas coloridas dos kitesurfistas. Quem não quer velejar, mas apenas curtir a paisagem, faz como Daniela e Tato: roda 15 quilômetros na direção norte, até a praia de Bolonia.

 

A estrada principal passa longe de Bolonia; os últimos cinco quilômetros são percorridos por uma estradinha tosca. Por estar dentro do Parque Nacional do Estreito, que protege uma grande área de dunas, Bolonia não tem edificações – a não ser as ruínas da cidade romana de Baelo Claudia. Ao pé das ruínas, por sinal, fica o chiringuito (barraca de praia) mais descolado de Bolonia: ultra-rústico e sem sequer ter nome, é o point para tomar mojitos (rum, hortelã, açúcar; complete com água com gás), namorar e assistir ao pôr-do-sol mais bonito da Espanha.

 

Para não perder nada da festa, o ideal é se hospedar no Hotel Hurricane (diárias a partir de 140 euros na alta temporada), em Valdevaqueros (uma das praias centrais de Tarifa), que se autointitula “o primeiro surf hotel do mundo” e tem um bom restaurante de cozinha fusion. Para namorar longe das lentes dos papparazzi, é mais recomendável refugiar-se no El Escondrijo (diárias a partir de 95 euros na alta temporada), um hotelzinho-butique em Vejer de la Frontera, o mais sofisticado dos vilarejos da região.

 

Os aeroportos espanhóis mais próximos de Tarifa são os de Jerez de la Frontera (a 130 km) e Málaga (a 150 km) – mas pode-se também descer em Gibraltar (a 40 km). E não se deve voltar sem fazer uma visita à capital da província, Cádiz (a 98 km), uma cidade fundada há 3.000 anos e que já foi ocupada por fenícios, cartagineses, romanos, visigodos, mouros e franceses. Os brasileiros demoraram, mas parecem ter começado a chegar.



Escrito por Ricardo Freire às 09h42
[ ] [ envie esta mensagem ]


333 PORTO

Eu tinha acordado às 5 da manhã para terminar a seleção de fotos para o próximo dos especiais (não consegui terminar). Eu já tinha enfrentado o caos dos sábados de manhã de Cumbica. Eu já tinha feito um vôo com escala e com uma hora de atraso. Eu já não tinha conseguido acabar a seleção de fotos durante o vôo, porque a bateria do laptop acabou antes do trabalho. Eu já tinha pego o carro no estacionamento e rodado 470 quilômetros. Eu já tinha visto a noite cair há duas horas (e dirigir de noite em BRs nordestinas é pavoroso, porque a sinalização do chão é apagadíssima).

 

Foi então que eu ouvi o que me pareceu ser uma pedra espoucando contra o carro. E então o desnível do asfalto pareceu ficar um pouquinho pior. E então fui perdendo velocidade. E então eu vi que o pneu tinha furado. Furado, não: estourado. Tinha virado uma tira. A borracha exalava cheiro de queimado e a roda estava quente. E eu estava no meio do nada – mas a 50 km de Natal.

 

Releia o primeiro parágrafo. Àquela altura do dia, eu merecia trocar pneu no breu? De jeito maneira. Peguei o celular e tasquei um (zero, operadora, onze) 333 PORTO. Até porque havia uma chance de a estrutura ter sido prejudicada e eu precisar de guincho. Entrei no carro, acendi a luz e fui ler a Economist que eu tinha comprado em Cumbica e não tinha dado tempo pra ler no avião. (Eu já tinha feito uma breve pesquisa no google interno e não tinha conseguido me lembrar de nenhum caso de assalto ou assassinato de turistas parados na estrada lendo Economist à noite.) De vez em quando eu ligava o carro para acionar o ar e recarregar a bateria. Uma hora e quinze depois, com a Economist lida, o socorro chegou.

 

Amanhã, quando eu for comprar o pneu novo, eu fotografo os restos mortais do antigo pra você ver.

 

(P.S.: meu Murphy particular é que 90% dos meus contratempos mecânicos acontecem no sábado à tarde, depois que todas as oficinas fecharam. Eu não ia passar duas noites em Natal. Era só uma escala técnica. O Rio Grande do Norte não entra nos especiais que me encomendaram....)



Escrito por Ricardo Freire às 09h42
[ ] [ envie esta mensagem ]


Recadinhos

1) Obrigadíssimo a todos os que entraram (e ainda vão entrar) em contato com a Farol Filmes (viagem@farolfilmes.com.br) para participar do piloto do “Viaje na Viagem”. Continuamos procurando quem se disponha a contar como nasceu alguma de suas viagens (pode ser já feita, pode ser por fazer).

 

2) Hotéis baratos – pessoal, até o fim de outubro eu não vou poder fazer nenhuma pesquisa fora das coisas em que já estou metido. O melhor roteiro para achar hotéis baratos é entrar no Trip Advisor, colocar as datas e as cidades e selecionar “até US$ 100”. Então já aparecem os hotéis disponíveis naquelas datas, ranqueados por comentários dos usuários do site. Valeu?



Escrito por Ricardo Freire às 09h42
[ ] [ envie esta mensagem ]


Então lá vai

Caramba, não imaginava que o trailer fosse causar tanto frisson. Espero não decepcionar vocês ;-)

Vamolá: negócio seguinte. O Daniel Billio, que dirigiu boa parte das minhas matérias no Planeta Cidade, me propôs, e eu topei no ato, que a gente pensasse numa série de programas chamada... sim, você adivinhou: Viaje na Viagem.

 

Já temos o roteiro do piloto, que vai ser gravado em outubro, quando eu voltar da presente expedição nordestina. O roteiro prevê depoimentos de viajantes a respeito do tema de cada episódio. E o primeiro episódio gravita aí em torno do assunto “como nascem as viagens”.

 

Foi quando o Daniel deu a idéia de a gente usar o blog como central de casting.

 

Então o pedido é esse: se você mora em São Paulo e gostaria de contar como nasceu alguma de suas viagens (já feita ou por fazer), mande um e-mail para viagem@farolfilmes.com.br e pessoal entra em contato com você para agendar a gravação.

 

Posso contar com vocês? Desde já, meu obrigadíssimo ;-)

Escrito por Ricardo Freire às 10h33
[ ] [ envie esta mensagem ]


Trailer: Almanaque Viaje na Viagem

Aproveitando (1) uma coincidência de temas – a Viagem & Turismo deste mês publicou uma excelente (e completíssima) matéria da Cindy Wilk com o mesmo título; (2) que eu estou sem tempo de produzir nada específico para o blog e (3) que vai demorar muito para acabar de reescrever o livro, aí vai mais um dos capítulos inéditos, pronto já há uns dois anos, do futuro Almanaque Viaje na Viagem, a sair sei lá quando, por sabe-se lá qual editora.

 

Mas o motivo mesmo para eu publicar é (4) um favor que eu vou pedir pra vocês. Mas só amanhã...



Escrito por Ricardo Freire às 15h21
[ ] [ envie esta mensagem ]


Como nascem as viagens

À primeira vista, a coisa funciona como numa corrida de espermatozóides de filme antigo do Woody Allen. Milhões de sementinhas de viagens estão vivas e permanentemente saltitantes, prestes a sair em disparada para ver qual consegue fecundar as suas férias. Cada uma dessas sementes contém uma viagem distinta, de características únicas.  Todas enfrentam um mesmo obstáculo: a incrível lentidão do ciclo de produção de férias. Indivíduos adultos que trabalham, coitados, não têm mais do que 30 dias férteis para viagens durante o ano -- fora um ou outro espasmo em feriadões e fins de semana.

 

As semelhanças param por aí. Ao contrário dos espermatozóides, que gozam (perdão) de uma certa igualdade social, as viagens obedecem a uma hierarquia fortemente estabelecida. As mais poderosas formam uma oligarquia fechadíssima, que acaba determinando as feições das férias de populações inteiras.

 

Algumas delas -- as clássicas: à Europa, às Pirâmides, à Muralha da China, ao Taj Mahal -- são tão antigas, que já vêm impressas no DNA de qualquer candidato a viajante. Outras viagens, de tão repetidas, acabaram incorporadas à cultura específica de povos, tribos e bandos: a migração para o litoral no verão e para a serra no inverno, a lua-de-mel em Veneza (ou em Poços de Caldas), os ritos de iniciação à Disney e a Nova York, o réveillon na praia da hora da Bahia. Existem também as viagens que não são ditadas pelo instinto nem pelo meio ambiente, e sim pelo mercado: de repente desencavam um destino, inventam um pacote, convidam dez jornais e revistas para colocar o lugar no mapa e, quando você percebe, está quase embarcando. Todas essas viagens têm algo em comum -- foram concebidas à sua total revelia.

 

Além delas, ainda existe uma outra categoria, que oferece um infinito de possibilidades: as viagens que nascem inteiramente na sua cabeça. Se bem que... conceber é uma coisa. Dar à luz são outros quinhentos (reais, dólares ou euros -- você decide).

 

(Continua no post abaixo)



Escrito por Ricardo Freire às 15h21
[ ] [ envie esta mensagem ]


Olhando sob um ponto de vista prático, toda viagem que consegue efetivamente vir ao mundo é fruto do relacionamento -- passageiro, por definição -- entre Tempo e Dinheiro. Se hoje viajamos menos do que antigamente, é porque que está cada vez mais difícil conciliar a agenda do Tempo (que anda permanentemente ocupado) com a disponibilidade do Dinheiro (que deu para se fazer menos e menos acessível). Às vezes o Tempo fica aí, sobrando, mas quem diz que o Dinheiro comparece? Outras vezes (mais raras, vamos ser sinceros), o Dinheiro está fogoso e cheio de idéias, mas o Tempo diz que está com dor de cabeça e se vira para o lado. Quando acontece de Tempo e Dinheiro se encontrarem dispostos e cheios de amor para dar, então o negócio é caprichar na música, na iluminação e no cardápio, para que dali nasça a melhor viagem que o seu tempo e o seu dinheiro possam encomendar.

Não que tudo precise ser assim tão papai-mamãe. Alguns dos melhores viajantes do mundo -- os mochileiros, os aventureiros e toda a admirável cambada de vagais itinerantes -- costumam ter muito tempo e quase nenhum dinheiro. (Por outro lado, uma ínfima minoria consegue fazer viagens em que a escassez de tempo é compensada pelo excesso de dinheiro. Mas como não é o meu caso e também não deve ser o seu, vamos prender este comentário entre parênteses.) Para nossa felicidade, ueba!, o encontro entre Tempo e Dinheiro só é necessário para deslanchar os procedimentos finais. Uma viagem pode (eu diria: deve) ser gerada muitíssimo antes de você saber quando o seu tempo e o seu dinheiro vão poder sair de férias juntos.

           

Voltemos, pois, às circunstâncias da concepção. Viagens podem ser desejadas ou indesejadas. (Podem ser abortadas, também.) Podem ser arranjadas. Podem ser adotadas, podem ser clonadas ou mesmo roubadas. Podem ser prematuras. Viagens podem até ser gêmeas (junte duas viagens numa só, e você saberá do que estou falando).

 

A viagem mais bonita, mais risonha e mais parecida com você, não há dúvida, é aquela que você concebe num acesso de curiosidade, euforia e rendição que um escritor mais romântico talvez descrevesse como "paixão". Nada se compara àquela viagem que você engravida de uma foto, de um filme, de uma comida, de um pensamento que passou perto. A gestação pode durar meses, anos, décadas -- até você conseguir que Tempo e Dinheiro se encontrem para os finalmentes. Mesmo se demorar uma eternidade, não importa. Pode ser que você não tenha saído do lugar, mas seu pensamento já embarcou.

 

(Continua no post abaixo)



Escrito por Ricardo Freire às 15h20
[ ] [ envie esta mensagem ]


Uma coisa é você viajar a Paris porque precisa ter o carimbinho da aduana francesa no seu passaporte. Outra coisa é você ir a Paris porque não pode mais viver sem saber o que é atravessar o Sena pelo Pont-Neuf, entrar na fila do sorvete de casquinha na île Saint-Louis ou pedir um expresso no café onde filmaram Amélie Poulain.

Num primeiro momento, as viagens que nascem na sua cabeça têm exatamente esse mérito -- o de dar um significado pessoal a viagens que todo mundo faz. Num estágio mais avançado, as viagens que nascem na sua cabeça acabam levando você a cantos do Brasil e do planeta que não estão no mapa dos outros. Somente as viagens que nascem na sua cabeça podem levar aos Lugares Que Você Não Precisa Conhecer.

 

E quais são os Lugares Que Você Não Precisa Conhecer? São aqueles que não fazem parte das viagens clássicas, nem das viagens que constam do repertório da sua turma, muito menos das viagens que aparecem nos anúncios das agências de viagem nos jornais de domingo. Não, não são os primeiros lugares para onde você viaja. Mas quer saber? Depois que você começa a ir a Lugares Que Você Não Precisa Conhecer, acredite, os Lugares Que Você Precisa Conhecer ficam bem menos interessantes.

 

(No livro continua – com uma lista de 100 lugares que você não precisa conhecer)



Escrito por Ricardo Freire às 15h20
[ ] [ envie esta mensagem ]


Livin’ la vida freela

Pessoas normais acordam e se perguntam: “Que dia é hoje?”

Freelancers acordam e se perguntam: “Que deadline é hoje?”



Escrito por Ricardo Freire às 10h55
[ ] [ envie esta mensagem ]


Enquanto isso, longe das praias



Escrito por Ricardo Freire às 11h14
[ ] [ envie esta mensagem ]


Nas bancas

Esqueci de avisar: saiu no começo do mês o especial México que eu fiz pra Viagem & Turismo. A direção de arte da Rita Palon está linda, e eu ainda pude contar com as colaborações luxuosíssimas da Cindy Wilk, que escreve sobre Playa del Carmen, e da Bettina Monteiro, minha querida professora de edição, que escreve sobre o hotel Las Ventanas al Paraíso, em Los Cabos.

E a Viagem deste mês está im-per-dí-vel, com um dossiê absurdamente completo da Bettina para quem está em dúvida entre resorts ou cruzeiros, mais uma matéria especial da Cindy sobre planejamento de viagem, e uma coleção de matérias utilíssimas sobre destinos na Itália e na França, editada pela Gabriela Aguerre. Acho que é a melhor edição da VT dos últimos tempos.



Escrito por Ricardo Freire às 11h11
[ ] [ envie esta mensagem ]


Redonda, CE

As dunas.

 

A falésia. As jangadas.

 

O drive-in de 4x4...

Escrito por Ricardo Freire às 09h15
[ ] [ envie esta mensagem ]


Trilha sonora

Deixei o Blogmóvel no aeroporto de Fortaleza e vim passar a semana em São Paulo. Como sou um sem-iPod (e já era um sem-Discman), não pude escutar durante o vôo a canção que ultimamente tenho mais ouvido na estrada. É “Todo se transforma”, do uruguaio Jorge (diga: Rôr-re) Drexler. Quando chega a vez dela no CD, nunca consigo escutar menos do que dez vezes seguidas. Faz tempo que eu queria fazer uma traduçãozinha rápida e tosca da letra, que é superviajandona (e, portanto, tem a ver com o blog;-). Para ouvir a canção, entre no site do Jorge Drexler, clique em “Eco”, depois em “MP3”, depois em “Todo se transforma” – e depois me conte, sim?

Tudo se transforma

(Jorge Drexler)

 

Teu beijo se fez calor

E então o calor, movimento

E então, gota de suor

Que se fez vapor

E, logo, vento

Que num canto de La Rioja

Moveu a haste de um moinho

Enquanto se pisava o vinho

Que tua boca vermelha bebeu

Tua boca vermelha na minha

A taça que gira na minha mão

E enquanto o vinho derramava

Soube que de algum canto distante

De outra galáxia

O amor que me darias

Transformado, voltaria, um dia

Pra te dizer obrigado

 

Cada um dá o que recebe

Logo, recebe o que dá

Nada é tão simples, não tem outra norma

Nada se perde, tudo se transforma

 

O vinho que eu paguei

Com aquele euro italiano

Que tinha estado num vagão

Antes de estar na minha mão

E antes disso em Turim

E antes de Turim, em Prato

Onde fizeram o sapato

Em que eu derramei o vinho

Sapato que em poucas horas

Vou procurar debaixo da cama

Sob as luzes da aurora

Junto a tuas Havaianas

Que compraste aquela vez

Em Salvador da Bahia

Onde a outro deste o amor

Que hoje eu te devolveria

 

Cada um dá o que recebe

Logo, recebe o que dá

Nada é tão simples, não tem outra norma

Nada se perde, tudo se transforma

 



Escrito por Ricardo Freire às 09h10
[ ] [ envie esta mensagem ]


Abaixo a praia da vez

Minha crônica na Época desta semana.

 

No fim de 1998, uma amiga me procurou para dizer que tinha sido convidada para passar o réveillon em Itacaré e pedir minha opinião.

 

Pois bem. Eu tinha acabado de lançar um livro chamado “Viaje na Viagem”, em que eu informava, entre outras coisas, a duração dos vôos entre Phnom Penh e Siem Reap, no Camboja; a melhor época do ano para ir às Maldivas, às Seychelles e à Polinésia; e como planejar sua viagem usando essa novidade das novidades, a internet. Mas... Itacaré? Não, eu não tinha a mais pálida idéia do que fosse, onde ficasse e para que servisse Itacaré.

 

A turma de minha amiga é dessas que sabem dos novos lugares antes de todo mundo. É o ciclo natural dos destinos interessantes: os malucos descobrem; os descolados põem no mapa; os deslumbrados levam a lima-da-pérsia para as caipiroskas. Tempos depois, quando todo mundo souber onde fica esse lugarzinho, muitos dos colonizadores originais terão se desinteressado e debandado para outro esconderijo, iniciando então um novo ciclo.

 

Antigamente esse processo podia levar décadas; hoje, tudo se dá em alguns verões. Em 98, eu, que sabia localizar as ilhas Maldivas no atlas, não imaginava onde pudesse estar Itacaré. Dois anos mais tarde, a baiana Itacaré, 65 km ao norte de Ilhéus, era a praia da vez. Hoje Itacaré já é uma das capitais brasileiras do ecoturismo de massa (sim, isso existe).

 

Quanto mais rápida essa transformação, mais nocivas podem ser as conseqüências. Nenhum vilarejo de praia está preparado para virar da noite para o dia o objeto de desejo de tantos turistas, pousadeiros e operadoras de viagens. Normalmente não há saneamento, nem local para abrigar os imigrantes atraídos pelo crescimento repentino (ou os nativos desalojados pelo mercado imobiliário) e, muitas vezes, nenhuma legislação que impeça o loteamento indiscriminado. Itacaré até que teve sorte. A maior parte de sua costa está sendo usada em hotelaria de luxo de baixa densidade; os ecoturistas de vôos fretados sustentam algumas pousadas simples na baixa temporada; o bolsão de pobreza existe, mas pelo menos está longe dos olhos dos visitantes.

           

Nem todas tem a mesma felicidade. A sucessora de Itacaré no trono de praia da vez, a vizinha Península de Maraú, teve o maior naco de sua praia mais preciosa, Taipus de Fora, loteado em pequenos terrenos como se fazia há vinte anos nos arredores de capitais litorâneas. A dificuldade de acesso não é mais empecilho para a chegada de ninguém: na era do jipão, o que antes era intransitável virou “off-road”; o que era desconfortável virou “ecológico”.

 

Desde aquele dia em que não soube responder à minha amiga, já percorri toda a costa brasileira cinco vezes. Mea-culpa: eu sou um dos que ajudaram a terminar de mapear o nosso litoral e revelar seus últimos segredos. Nas últimas duas passadas, porém, notei uma tendência: a de não haver nenhum movimento para eleger a próxima praia da moda.

 

Ainda bem. Já era tempo de pararmos de escolher qual é o próximo pedaço do litoral a ser invadido em massa. Em vez disso, é preciso valorizar  os lugares que conseguiram administrar seu crescimento ou reverter sua degredação.

 

Está na hora de chamar a atenção para lugares como a bela Canoa Quebrada, no Ceará, que, depois de estar quase favelizada, deu a volta por cima com um competente projeto de reurbanização feito com fundos do Banco Mundial. Canoa é um desses lugares que merecem – precisam – ser redescobertos por um público que não seja aquele que apenas vai, passa o dia e volta.

 

É o momento de mostrar a lugares como Pipa e Porto de Galinhas que existe, sim, um jeito de urbanizar e disciplinar o trânsito sem descaracterizar a personalidade. Basta ver o que foi feito pelo Arraial d’Ajuda, que tem o centrinho mais charmoso entre todos os vilarejos de praia do Brasil, ou a Praia do Forte, onde ainda se vêem nativos morando no centro da vila.

 

Chega de descobrir novas praias. Vamos cuidar das que já temos.

Escrito por Ricardo Freire às 09h06
[ ] [ envie esta mensagem ]


Cuidado para não molhar o teclado

 

 

O novo brinquedo do Beach Park de Fortaleza parece ser uma delícia – o Acqua Show, que tem centenas de esguichos automáticos, além de metralhadoras de água e baldes para você dar banho em quem quiser. Eu digo parece porque, de câmera na mão, não dá para chegar muito perto.

 

De cinco em cinco minutos esse baldão gigante apita uma sirene e então dá um banho em quem correr para debaixo dele.

 

Mas o resto do parque não me causou boa impressão não – três brinquedos estavam fechados e a maioria precisa urgentemente de um banho de tinta. (Se você cobra R$ 75 de ingresso para adultos e R$ 65 para crianças, pintar os brinquedos é meio que o mínimo que você pode oferecer, não é não?)



Escrito por Ricardo Freire às 17h34
[ ] [ envie esta mensagem ]


Cuma?

Na barraca de praia do Beach Park, em Porto das Dunas, a cerveja de lata custa R$ 4,40. Mais 10%. E mais R$ 3 de couvert artístico (tem uma banda se apresentando ao vivo nos fins de semana).

 

 

Com 10%, sai 4,84. Cinco reais por uma latinha na praia, a poucos quilômetros do distribuidor mais próximo? E depois você reclama dos preços da Praia do Espelho...

Escrito por Ricardo Freire às 17h32
[ ] [ envie esta mensagem ]


Caravana Rolidei

Como eu não teria tempo de entrar de praia em praia, resolvi não ir de blogmóvel a Jeri. Como estou sozinho, não fazia sentido cacifar os R$ 450 do traslado em jipão. Como meu tempo é apertado, também não quis ligar de operador em operador para saber se tinha vaga para um. E como eu já deveria ter feito há muito tempo, resolvi testar o busão.

 

A volta a Fortaleza

 

Sendo objetivo: o ônibus é ótimo (fui num de dois andares, voltei nesse aí, de um de um andar só), confortável, com ar condicionado gelado e DVD. O problema é o trajeto. Na baixa temporada não existe o “horário vip”, que faz o percurso em menos de 6 horas. Nos horários não-vips, o ônibus é o mesmo, mas tem muito mais paradas. O ônibus demora uma hora e meia só para sair de Fortaleza – depois do ponto de embarque na Beira-Mar, ainda pára no aeroporto e em duas rodoviárias, uma central e outra na perifa.

 

 Entre o Preá e Jeri, de jardineira

 

O transbordo para a jardineira acontece em Jijoca, mas o calangão sobre rodas volta até o Preá para ir pela praia. (Se o transbordo fosse feito diretamente no Preá, onde o ônibus poderia chegar na boa, economizaríamos meia hora de viagem.) Total: 7 horas e meia para ir, 6h45 para voltar (na volta o ônibus não pára no aeroporto).

 

Chegando a Jeri

 

Mas a R$ 35,50 não dá pra reclamar muito, não.

Escrito por Ricardo Freire às 13h38
[ ] [ envie esta mensagem ]


Fotoblog: entardecer em Jeri



Escrito por Ricardo Freire às 09h38
[ ] [ envie esta mensagem ]


Belíndia

 

O hotel onde fiquei as últimas três noites em Fortaleza (e para onde voltarei daqui a dois dias) me brindou com a vista para esse edifício da praia de Iracema que sempre achei intrigantíssimo. A arquitetura é linda, mas ele está decrépito, entapumado e invadido. Alguém aí sabe a história? Assim, isolado do contexto, ele me lembra Bombaim.