National Geographic Traveler avalia patrimônios da humanidade

Parte 1

Parte 2

Obrigadíssimo à Nil Breault pela dica.

E para ler a matéria completa online (em inglês), clique aqui.



Escrito por Ricardo Freire às 12h27
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Nosso correspondente na praia da bóia

O Bruno Vilaça, passageiro com cartão fidelidade platina aqui do blog, foi a Los Roques, a praia da bóia aí do cabeçalho da página. Aproveitei para pedir um relatório. Pedi e levei ;-) Veredito do Bruno: vá a Aruba – ou a Noronha.

 

Los Roques é um destino para poucos. Não, não digo pelo fato de ser relativamente caro ou desconhecido, mas particularmente eu teria muito cuidado para recomendá-lo a quem quer que seja sem antes conhecer bem seu perfil. Pra começar definiria Los Roques como um anti-Caribe. O Caribe ali se resume ao azul-calcinha do mar e do branco-omo da areia - e ponto.

 

O paraíso caribenho de Hugo Chavez leva altas doses de rusticidade e ócio, o que pode ser uma combinação explosiva – para o bem ou para o mal. A vilazinha pode parecer tipicamente charmosa para uns e decepcionantemente caótica para outros. Para o jovem casal mochileiro italiano a falta do que fazer pode ser estimulantemente romântica, mas para a família alemã o sentimento parecia ser completamente entediante, e aquele pacote de duas noites parecia uma eternidade.

 

Foto: Bruno Vilaça

 

O ponto está aí - Los Roques talvez (repito: talvez) só valha a pena para quem ao escutar “mar azul cristalino” tem um siricutico nervoso de emoção e também for viajar muito bem acompanhado e em um momento de sintonia total entre os astros. Seria a típica viagem de fuga e não de busca, se é que você me entende.

 

Na verdade, acho que o atrativo de Los Roques é não ter atrativos. Obviamente sem levar em conta o mar azul transparente, que também não é raridade na porção boutique do Caribe, que está a não mais de meia hora de vôo dali. Se você é apaixonado por Aruba ou Curaçao, provavelmente Los Roques não é a sua praia. Ali é um lugar para não fazer nada... Pegue aquele livro imenso que você não consegue terminar, encha a mala de revistas, entupa seu i-pod de boa música e arrisque trazer seu notebook, quem sabe você terá mais sorte que eu e a internet-wireless-pé-na-areia de Madrizky esteja funcionando? (Bruno Vilaça)

 

[Continua no post abaixo]



Escrito por Ricardo Freire às 08h37
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A aventura começa no embarque em Caracas - onde mais, além da Venezuela, poderia voar num avião da República Tcheca com ares ainda socialistas? (Sim, o pequeno, velho e surrado avião de 19 lugares era tcheco.) Pânico! Pausa para o chilique da gringa sueca. Pronto, acho que agora já podemos embarcar... Mas cá quietinho, travando o medo, nunca aguardei tanto pelas instruções de pouso na água. Aquelas mesmas que não aconteceram. Tentei localizar por conta própria os coletes: O próprio assento flutuante? Ou aquele tipo inflável embaixo do banco? Tentei relaxar... Até a decolagem começar e o comandante gritar em gargalhadas: “Here we go, God bless everybody!” Não deu tempo de me apegar à padroeira da Venezuela, não lembrava o nome da dita cuja.

Mesmo assim, acho que a Virgem de Coromoto esteve comigo e exatos 27 minutos depois, pista... Ou houve um desvio de rota e o teco-teco pousou na BR101 entre PE e AL? Haja buraco! São quatro as companhias que fazem essa rota: Aerotuy (que também é a maior operadora da ilha), Transaven, Aeroejecutivos e Blue Star. Tarifas a partir de Caracas por volta de US$165, ida-e-volta, durante a semana. Na chegada da ilha é cobrada uma taxa ambiental fixa de US$16 por pessoa.

 

As pousadas da ilha são, digamos, básicas. Na maioria delas o charme é a falta de charme, mas algumas me saltaram os olhos como a La Cigala e La Plaza (que é a base de operações da Aerotuy). Pacotes de 2 dias inteiros (1 noite), a partir de US$290 (nas pousadas mais simples durante a semana na baixa temporada), incluindo transporte, hospedagem, passeio para as praias e pensão completa. A agência Benkana Tours oferece bons preços e o serviço padrão da ilha.

 

Foto: Bruno Vilaça

 

O passeio-farofa de apenas um dia saindo 8h de Caracas e retornando 17h (US$190) seria até uma ótima alternativa para quem tiver medo (ou não tiver cacife financeiro ou tempo) para enfrentar mais tempo em Los Roques. Mas ter que enfrentar o vôo de volta ainda com o sal e a areia da praia desanima qualquer cristão, já que não há nenhum chuveiro público na ilha.

 

O dia-a-dia padrão do turista se resume a um traslado para um “cayo” fora de Gran Roque (a ilha principal), onde montarão sua barraca e deixarão um isopor com bebidas. Ao meio dia um barco trará seu almoço (um marmitex de penne com atum e outro com peixe empanado frio – tangerina de sobremesa) e no horário marcado virão te buscar de volta para a pousada. Fora da alta temporada (que é entre Julho-Setembro e no Natal/Reveillon/Carnaval) você provavelmente dividirá a praia com apenas mais quatro ou cinco casais, regularmente divididos ao longo da areia. As praias mais populares são Francisky e Madrisky, mas a mais bonita (e também mais distante) é a Cayo de Águas.

 

Você só poderá ter dois sentimentos por Los Roques: amar ou odiar! Apesar do tom crítico do que escrevi, tenho certeza que a legião de adoradores de lá é imensa. Mas ok, você pode até se arriscar, mas depois não diga que não avisei das cadeiras de plástico vermelho-Brahma e da sujeira deixada pelos turistas ao final do dia na praia. Cheguei a sentir falta da chatice xiita do Ibama. Aliás, acho que esses italianos que descobriram e mostraram Los Roques para o mundo precisavam urgentemente conhecer a nossa Noronha, que cá entre nós, é muito melhor! (Bruno Vilaça)

 

Obrigado, Bruno! Seu relato mostra que eu falhei ao não deixar claro que esse é um lugar para ir apenas muito bem-acompanhado, ou em momento-retiro-ao-sol. Mas ainda continuo achando essa viagem uma forma incrível de usar milhas Smiles (é Caribe com 20.000 milhas -- ou menos, quando tem promoção). E, bóia-quente ou bóia-fria, ter um barquinho que leva o seu almoço na praia de uma ilhota não é um serviço que você encontre em qualquer lugar ;-) E só uma pergunta: quando você diz cadeira, você fala cadeira-cadeira, dessas de braço e tudo? Quando eu fui só tinha essas pequenininhas de encaixar (e que desaparecem da vista quando o dono senta...).

 

[Continua no post abaixo]



Escrito por Ricardo Freire às 08h33
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Fotos: Bruno Vilaça

Caracas

Caracas é uma cidade que assusta na sua primeira impressão. É uma cidade confusa, que só mostra sua salsa para quem tem paciência. A começar pelo trajeto do aeroporto ao centro, que enquanto as obras da via-expressa não acabarem, muito te lembrará um favela-tour. O combustível subsidiado pelo Hugo Chavez, com o litro custando pouco mais de US$0,07 provoca altas doses de caos no trânsito. Mas não vou nem entrar no blá-blá-blá de ricos muito ricos, pobres muito pobres, urbanização seletiva e abismo social.

 

Estando em Caracas fuja assim que puder para os bairros vizinhos de La Castellana, Country Club e Chacao, que são os redutos dos bem nascidos. Com bons restaurantes, vale a pena um footing ao final do dia no Centro Comercial San Ignácio, com suas lojas bacanas de decoração e design, seus restaurantes metidos e lounges frescos. Sem dúvida o ponto alto da cidade. Um programa turistão obrigatório é o bem estruturado Teleférico Ávila Mágica (US$15); vá ao final do dia e aprecie o pôr-do-sol a mais de 2000 metros de altitude de puro visual.

 

O câmbio negro é prática comum e rotineira, onde lhe pagarão cerca de 15% de bônus sobre o câmbio oficial. Os táxis dos hotéis costumam ser confiáveis para a operação.

 

Mas sem uma zona hoteleira definida, parece que a pequena gama de hotéis está estrategicamente localizada nas piores áreas da cidade. Eu, por exemplo, fiquei hospedado na “25 de Março” caraquenha. O cafona Hilton tem um bom custo benefício, com diárias a partir de US$90, para compras com antecedência. Se quiser barganhar algo mais barato que isso, desejo-lhe apenas boa sorte (aquela mesma que eu não tive). Se você precisar apenas passar a noite em Caracas para pegar o vôo no dia seguinte para Los Roques, considere o bom Eurobuilding Maiquetia a 5 minutos do aeroporto, com diárias a partir de US$189. (Bruno Vilaça)



Escrito por Ricardo Freire às 08h33
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Obrigadíssimo! Servidos?

 

Gente – passei o dia fora do blog e, na volta, encontro a caixa de comentários cheias de abraços e beijos e parabéns e votos (ops!) de felicidade. E, como se não bastasse, com o Viaje em primeiro lugar lá no BOBs! (Não precisava, gente... Agora chega, né? Vocês não vão passar mais doze dias votando, please...)

 

Como agradecimento, só me resta servir uma espécie de post de aniversário (é o tal do DNA peripatético, no Viaje Aqui) e compartilhar essas trufas que a Beth e o Lelo da Estrela d’Água me mandaram no inicio do mês. Aceita?

Escrito por Ricardo Freire às 22h26
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Voyagez dans le voyage?

Ano passado, durante a Expedição Pé-na-areia, descobri uma pousadinha totalmente show em Tatajuba, pra lá de Jericoacoara. Até hoje não tinha recebido nenhum fidjibéqui de viajante. Eis que, procurando pelo nome da pousada para ver se continuava com o mesmo telefone ou se já tinha site (não tem!), achei esse comentário aqui, postado no fórum do Guide du Routard, de franceses que passaram por lá em agosto de 2006 e chegaram à pousada, vejam vocês, pelo Viaje na Viagem!(Eu estou acostumado a ser captado por portugueses e brasileiros no exílio, mas franceses não-dublados é a primeira vez.) E os caras curtiram pra caramba. 

 

 

Primeiro no original (role a página, que tem traduzidjim também):

Nova Tatajuba: Pousada Santa Maria

 

Propriétaire espagnol – 120 Rs – Une envie d'y aller après avoir vu le site de Ricardo Freire = http://viajenaviagem.zip.net/ et en terme d'hébergement c'est notre coup de cœur du voyage. Une nuit prévue, finalement 2 et nous y serions bien restés plus. Il n'y a pas grand-chose à faire à Tatajuba: aller à la lagune et se reposer… Un grand carbet avec vue sur mer, hamac, lit, fauteuils… Une cuisine de bon restaurant (50 Rs pour 2 le repas complet)… Une chambre toute blanche, un lit en 160, des gigas serviettes… Il y a une grande suite à 200 Rs à voir… Un accueil super sympa et très pro. Ils ont eu un hôtel à Ibiza, une pousada aux Roques. Notre bulle de luxe à un prix de non luxe.

Traduzindo:

Proprietário espanhol – 120 reais – tivemos vontade de ir depois de ver no site de Ricardo Freire = http://viajenaviagem.zip.net e em termos de hospedagem foi o nosso favorito de toda a viagem. Tínhamos previsto passar uma noite, acabamos passando duas e poderíamos ter ficado ainda mais. Não há muita coisa a se fazer em Tatajuba: ir à lagoa e descansar... Um grande avarandado com vista para o mar, rede, cama, poltronas... Uma cozinha de bom restaurante (50 reais para dois a refeição completa).... Um quarto todo branco, uma cama de 1,60 de largura, toalhas gigantes... Tem uma suíte grande a 200 reais que deve ser vista... Serviço supersimpático e muito profissional. Eles tiveram um hotel em Ibiza e uma pousada em Los Roques. Nossa bolha de luxo a preço de não-luxo.

 

 

De rien! Disponham, les mecs!



Escrito por Ricardo Freire às 01h07
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Ubiqüidade

Senhores passageiros, eu tenho vindo pouco aqui, reconheço, mas em compensação neste momento estou em vários lugares ao mesmo tempo.

 

Tem um post novo na filial deste blog no Viaje Aqui. O título é DNA de um peripatético. Só lendo pra entender...

 

O Viaje Aqui também publica uma das matérias que eu mais gostei de ter feito pra Viagem & Turismo, sobre a Rota Ecológica. (Não leia se você não quiser sair correndo pra Alagoas.)

 

 

Também estou na matéria de capa da Época desta semana. Escrevo sobre Volta ao Mundo, Buenos Aires econômica, Itaúnas, Boipeba, Lisboa gay (a pedido do editor; nunca tinha pensado em Lisboa sob esse ângulo, e não é que ficou bacana?), Dubai e Butão. Meu chapa Zé Ruy Gandra escreve sobre Foz do Iguaçu, Veneza e Istambul. O texto sobre gastronomia na Espanha, apesar de estar creditado a mim, é do editor João Gabriel de Lima, com quem eu tive o prazer de trabalhar pela primeira vez.

 

 

E finalmente aparecerei de vez em quando lá no Blog da Semana da Época, para responder perguntinhas, junto com o Zé Ruy. Se tiver um tempinho, apareça!



Escrito por Ricardo Freire às 01h02
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Pro Ignacio

Que bela viagem você vai fazer (para quem não leu o comentário dele numa dessas caixas de comentário: ele vai fazer uma viagem de 80 dias num jipão de São Paulo a Belém pelo litoral). A única recomendação de segurança que eu te daria (afora não dirigir à noite) é para quando você quiser pôr o jipão na areia, lá pelo Rio Grande do Norte. Vale a pena fazer uma aulinha antes com algum motorista das agências que fazem as expedições pela areia, para contar sobre as especificidades do terreno. E outra: nunca se fie em informações orais sobre o horário da maré. Só acredite na tábua de marés impressa.

 

 

Eu não conheço o seu ritmo de viagem, mas de todo modo te diria pra desencanar dessa coisa de entrar em tudo quanto é praia. Deixa isso pros pobres dos guieiros, que são obrigados a conferir as roubadas e conhecer as feias pra valorizar as bonitas. Vá com calma e sempre que se apaixonar por um lugar, fique mais um pouco, pra não se arrepender depois.

 

Meus trechos favoritos são o sul da Bahia (entre Cumuxuratiba e Arraial d’Ajuda) e a Costa Dourada (entre Maceió e Recife, incluindo as capitais). Mas de jipão você certamente vai curtir mais o trecho do Rio Grande do Norte ao Ceará, onde há uma espécie de BR na areia.

 

O meu guia de praias, o Freire's, está meio desatualizado, mas ainda é uma referência útil. compre o Guia de Praias do 4 Rodas, que tem mapas de satélite de toda a costa, com todas as estradicas vicinais. E dê uma olhadinha também no resumo da minha Expedição Pé-na-Areia no Viaje aqui. 



Escrito por Ricardo Freire às 10h27
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Pra Andréia

Andréia, maio costuma ser um mês chuvoso em todo o Nordeste. Por isso eu descartaria Nannai, Kiaroa, Toca da Coruja, Toque... Nessa época eu só arriscaria o sul da Bahia. E uso o verbo arriscar porque o sul da Bahia é sempre arriscado: não tem uma época nem muito seca, nem muito chuvosa; depende da sua sorte. Então valem o Txai, uma suíte master na Estrela d’Água ou um bangalozito na Fazenda Calá, no Espelho. Mas maio costuma ser bem seco no Sudeste; vocês podem curtir essa lua-de-mel no Pestana Angra (atenção: o que eu escrevi lá no Freire’s não tá mais valendo, o hotel mudou da água pro champagne) ou em Búzios (de repente numa suíte com hidro do Ferradura Private, ou numa suíte luxo do Pérola, ou numa das suítes basiquinhas mas charmosíssimas da Casas Brancas). É também uma bela época pra cacifar a Ponta dos Ganchos – porque lá, se chover e fizer frio, vocês podem fazer de conta de que estão na serra.

 

Mas de todas as alternativas que você mandou, acho a mais bacana Buenos Aires. Porque se você já vai a Noronha em outubro, então uma viagem urbana fecha todas.

 

Piscina do hotel Faena



Escrito por Ricardo Freire às 10h24
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Proibido para menores



Escrito por Ricardo Freire às 09h35
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Onde está a tela do computador do Wally

A tela do computador do Wally precisa chegar até Alagoas antes do feriado. A tela do computador do Wally tem que ralar muito!



Escrito por Ricardo Freire às 11h26
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O blogueiro, emocionado, agradece

Senhores passageiros: não temos mais a mínima chance de levar o prêmio do BOBs na votação popular, mas, de todo modo: obrigadíssimo. Esse “temos” aí de cima não é plural majestático não: eu peguei de vocês, que usaram “estamos subindo” e “vamos ganhar” e, com todo direito, se tornaram sócios aqui desse boteco. Eu acabei de ler os comentários que vocês deixaram lá na página do BOBs (eles finalmente liberaram os comentários em português) e estou até agora precisando de um Photoshop pra tirar pelo menos um pouco do vermelhão. Tanto carinho, justo num momento em que eu tenho deixado o blog praticamente abandonado! Vocês são demais.



Escrito por Ricardo Freire às 10h45
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Pra Flávia: Hotel Cocoon, Salvador

Se a Salete não me bater (estou até hoje devendo uma resenha do Iberostar; mas juro que vou fazer um post pedaçudo sobre toda a Costa dos Resorts assim que terminar os trabalhos que estou fazendo), aí vai o que eu acho sobre o Hotel Cocoon, a pedido da Flávia.

 

 

É um lugar pra fãs de hotel-design. Eu passei por lá no pior horário do mundo pra tirar foto (meio dia, sol a pino), mas penso que dá pra ter uma idéia da arquitetura: muito concreto aparente, muito cor-de-laranja e alguns detalhes em bambu. Eu acho o quarto muito frio (não gosto de camas com estrutura de concreto), mas gosto dos ambientes sociais, que te deixam moderno quase que por osmose. O dono um italiano que se apaixonou por Salvador. Deve ser um lugar bacana para conhecer europeus descolados; casais GLS também vão se sentir ultra-à-vontade.

 

 

 

A localização é boa? Ahn, hmmmm, 'xovê...: não. Verdade seja lembrada, porém: pra mim, o único hotel em Salvador com localização perfeita é o Grande Hotel da Barra. Nos outros todos você vai estar longe de alguma coisa. A praia de Jaguaribe, onde está o Cocoon, é uma das últimas da orla urbana (depois dela vêm Corsário, Piatã, Placaford e Itapuã). Está a uns 15/20 minutos de carro do Rio Vermelho, e uns 30/40 minutos da Barra, com trânsito normal. A praia em frente, Jaguaribe, não é das minhas favoritas, mas também não é de se desconsiderar. (É preciso atravessar uma avenida, o canal e outra avenida). Mas dá perfeitamente pra ir a pé à Dadá do Corsário. E se você estiver de carro, vai estar a 15/20 minutinhos da praia de Aleluia, no Flamengo, que é a praia de mar aberto da cidade (e que fica quase a uma hora de quem está na Barra, ou 45 minutos do Rio Vermelho). Enfim: fiquei com muita vontade de me hospedar por lá, até pra sentir como é passar um tempinho nesse canto de Salvador. De todo modo, acho que estar de carro é essencial.

 



Escrito por Ricardo Freire às 10h45
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Nasceu

Já está nas bancas o primeiro especial da série Verão é 10 que eu estou fazendo pra Viagem & Turismo. É sobre o litoral do Rio e não tenho pudor nenhum de dizer que ficou djiiiiiimais.

A idéia do formato (obrigado!) é do Kiko Nogueira, o editor que eu não sabia que tinha pedido pra papai do céu. Cada capítulo abre com uma pensatazinha sobre um aspecto do destino, dando o gancho para listas de 10.

 

Tipo: 10 motivos para ir e voltar sempre, 10 praias quentes, 10 passeios imperdíveis, 10 programas para um dia sem sol, 10 hotéis com algo mais, 10 albergues e hotéis em conta, 10 da noite na Lapa (e outras noites nota 10), 10 bossas de Copa, 10 ruas em Ipanema (seis horas de caminhada esquadrinhando o bairro, é mole?), 10 restaurantes no Leblon, 10 botequins de responsa, 10 mandamentos do folião, 10 horas pefeitas pra lá da Barra (e também em Petrópolis e em Niterói), 10 perguntas para decidir entre Angra, Mangaratiba e Ilha Grande, 10 ruas pra se perder em Paraty, 10 praias em desfile (em Búzios), 10 da noite na rua das Pedras, 10 pousadas centrais em Búzios, 10 motivos para preferir outras cidades da Região dos Lagos. Ufa!

 

 

E o melhor de tudo é que ficou lindão, graças ao talento da queridíssima Rita Palon.

 

Se você passar por uma banca, dê uma folheadinha – pelo menos para ver por que eu não tenho conseguido passar muito por aqui. (Já entregamos mais dois – Bahia e Santa Catarina; estamos atacando o Ceará, e em seguida, Pernambuco/Alagoas.)

 

Aqui vai um trechinho da página de abertura do capítulo da cidade do Rio de Janeiro:

 

Existem muitos motivos para não ir ao Rio de Janeiro – e eles costumam sair todos os dias nos jornais. O que você vai ver nas próximas páginas são os motivos para ir. São as mesmas razões que fazem tanta gente, em pleno exercício das faculdades mentais, não arredar pé de lá – e continuar vivendo intensamente tudo o que a cidade tem a oferecer. O que não é pouco. Por muito menos, outras cidades brasileiras enclausuraram-se atrás de guaritas, vidros elétricos e shoppings centers. O Rio também tem dessas coisas, claro, mas em nenhum momento abdicou de levar uma vida normal, de chopinho na esquina e caminhada no calçadão. Muito mais insano do que ir ao Rio é riscar do mapa um lugar que muitos viajantes (presente!) consideram a cidade mais encantadora do planeta. Não, não é o paraíso. Mas o paraíso era aquela chatice, lembra? 

Escrito por Ricardo Freire às 10h44
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Melhores momentos

Pessoal, obrigadíssimo pelos votos lá no The Bobs. Vocês são sensacionais! Em um dia vocês levaram o Viaje do oitavo ao quarto lugar. Acho que nem vou mais fazer campanha... Nem mesmo vou mencionar -- algo que tinha me escapado completamente -- que quem vota concorre automaticamente a um iPod vídeo de 30 giga!!! Tá bom, tá bom. Eu não vou ser tão radical. Se até o fim da votação (dia 11 de novembro) eu voltar lá pra rabeira eu peço uma força de novo...

 

E olhem só: lá no Viaje Aqui publicaram a versão da Expedição Pé-na-areia que eu tinha resumido pra Viagem & Turismo de janeiro. Quem tiver saudade é só clicar aqui.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Ricardo Freire às 20h15
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Finalista no The BOBs: não é mole não!

Senhores passageiros: passei o dia dés-có-né-qui-ta-do, e só agora fiquei sabendo, pelo blog da queridíssima Rosana Herrmann, que o Viaje na Viagem é um dos 10 finalistas do prêmio The Bobs (Best of blogs), da Deutsche Welle, na categoria Melhor Blog em Português!

 

Uau!

 

Não sei quem me inscreveu, mas desde já, vielen Dank!

 

Pelo que entendi, acho que a votação está aberta ao público. Olha só: não faço questão de ganhar não, só não queria chegar em último ;-)

 

(Atualização: não dá pra passar o link da página porque o site gera um link personalizado para cada usuário, acho. Se você quiser votar -- só pra eu sair da lanterna, he he -- entre na página dos BOBs e clique em "user voting" no menu da esquerda.)

 

E para não dizer que não ilustrei o post com alguma coisa pertinente, aí vão fotinhos da Praia... Mole, em Floripa.

 

 

 

 

 



Escrito por Ricardo Freire às 20h05
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Êba! Até que enfim post novo!

... na filial deste blog no Viaje Aqui, da Abril. Clica que eu te levo .

Escrito por Ricardo Freire às 10h15
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Lerê

 

O parafusinho espanou há uns 15 dias, quando eu estava no Enotel, em Porto de Galinhas. E desde então eu não consegui meia hora para ir numa ótica de shopping resolver o problema. Mas chega uma hora em que a gente precisa tomar uma providência de uma vez por todas. Pronto. Já troquei o durex.



Escrito por Ricardo Freire às 11h37
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Pra você não dizer que eu não passei pra dar um oi



Escrito por Ricardo Freire às 12h22
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Enfim alguém comprou o release

Minha crônica de sexta passada no Guia do Estadão. Obrigado à Léa, que me deu o toque no início da semana passada (e a você também, Jurema, por ter me lembrado hoje). Para quem não é de São Paulo: o Poderoso Chefinho é o Ilan Kow, editor do Guia do Estadão e do caderno Paladar, que tem uma coluna espetacular que há uns três anos (começou no JT) garimpa os melhores petiscos da cidade.

 

 

 

 

Aleluia

 

Faz décadas que São Paulo alardeia ser uma das capitais gastronômicas do mundo. Pois agora finalmente alguém lá fora comprou a idéia. Está na edição britânica (que é sempre mais antenada do que a americana) da revista Condé Nast Traveller deste mês: “São Paulo: o mundo num prato”.

 

A última matéria sobre a cena gastronômica paulistana numa publicação importante em língua inglesa tinha sido em 1999, no New York Times, quando Patricia Wells escreveu maravilhas sobre três restaurantes (o Fasano, o Baby Beef Rubayiat e o Carlota), mas não dedicou nenhuma linha à cidade como um todo.

 

 (O quê? O capítulo sobre os restaurantes de São Paulo em 1.000 lugares que você precisa conhecer antes de morrer? Não conta. Foi escrito especificamente para o Brasil e não está nas edições internacionais. A autora, Patricia Schultz, só conheceu alguns restaurantes da lista quando veio divulgar o livro por aqui. Não, não é por causa dela que os gringos vão engrossar a fila de espera do Famiglia Mancini.)

 

O repórter da Traveller, Paul Richardson, teve bons guias. A frase de abertura, “Se o Rio de Janeiro sabe como se divertir na praia, São Paulo se supera nos prazeres à mesa”, demonstra duas coisas. Uma: que alguém lhe soprou o clichê “a praia do paulistano é o restaurante”. A outra: que essa frase não deve ter uma tradução sintética em inglês.

 

O repórter acerta em cheio ao creditar a revolução gastronômica paulistana à abertura das importações nos anos 90. Sua seleção de restaurantes é mais um elogio à São Paulo cosmopolita do que às cozinhas tradicionais da cidade.

 

As 15 páginas, recheadas de fotos classudas, trazem perfis de Carla Pernambuco, Alex Atala e Salvatore Loi. A lista dos 10 mais de Richardson inclui três contemporâneos (D.O.M., Carlota e Sabuji), dois italianos chiques (Fasano e Pomodori), um espanhol (A Figueira), um japa autoral (Jun Sakamoto), um pan-brazuca (Tordesilhas), uma churrascaria (Fogo de Chão) e um fast-food com grife (Lanchonete da Cidade). Sentiu falta de algum nome? Talvez esteja na lista reserva de sete “lugares quentes”, onde entraram Skye, La Brasserie, Kinoshita, Bráz, Arabia, Consulado Mineiro e o finado Deloonix.

 

Um pouco mais óbvia é a lista dos petiscos imperdíveis na cidade. Tem coxinha, pão-de-queijo, pastel, açaí e brigadeiro, mas faltam sugestões e endereços originais. Da próxima vez, recomendo que a Traveller use os serviços do nosso Poderoso Chefinho.

Escrito por Ricardo Freire às 12h06
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Tem que

Minha querida amiga Carla Pernambuco me liga pra dizer que muita gente tem gostado do prefaciozinho que eu fiz pro novo livro dela, Balaio de Sabores. Fico feliz. No meio de tantas receitas bacanas, tantas fotos lindas (do Nando Buco e do Rômuldo Fialdini) e tantos textos divertidos (do Eduardo Logullo), é gostoso saber que alguém percebeu a existência de um prefácio.

 

Escrevi o texto no sufoco, depois de uns cinco ultimatos, num trem alemão, durante a maratona para fazer a matéria da Viagem & Turismo pra Copa. Eu só lembro que era muito cedo, eu estava com muito sono (meu corpo ainda estava no horário brasileiro, cinco horas atrasado) e precisava encontrar algum ângulo novo para o assunto (eu já tinha escrito uns três ou quatro textos sobre a Carla e/ou o Carlota anteriormente).

 

Achei o ângulo. Comecei a escrever. Lá no meio do texto, apareceu um “tem que”. Meu reflexo imediato foi fazer o que sempre faço para não me incomodar depois: trocar o “tem que” por “precisa”, antes que uma revisora xiita tacasse um “tem de” à minha revelia. O mundo editorial e o jornalismo podem deixar passar tudo, menos um “tem que”. O sindicato das revisoras acha que os “tem quês” são radioativos, cancerígenos, desagregadores da familia e anti-sociais. E dedicam suas vidas a poluir o texto dos outros de “tem dês” que ninguém usa, ninguém fala, ninguém quer, ninguém sequer vê.

 

Até a imprensa carioca – que era o último bastião do “tem que” -- resolveu aderir ao tendeísmo. Antigamente você sabia se estava lendo uma notícia ou colunista de São Paulo ou do Rio pelo tipo de tem: se fosse “tem que”, era jornal do Rio; “tem de”, jornal de São Paulo. N’O Globo, hoje em dia, a batalha está empatada: no corpo do noticiário sai “tem de”, mas os colunistas podem usar seus “tem quês” sem ser esfaqueados pelas costas.

 

(O quê? Você prefere “tem de”? O ser humano é um campo fértil para taras e perversões de toda espécie. Minha querida Cássia tem uma quedinha por “tem de”, e nem por isso deixo de conversar horas com ela no Google Talk.  Outra amiga queridíssima, a Vera Karam, adorava – ou adorara? – mais-que-perfeito sintético. Quando eu tinha 16 anos eu achava divertido mesóclise.)

 

Mas não, eu não troquei aquele “tem que” por um “precisa” ou um “é necessário”. Em vez disso, abri colchetes no meio do parágrafo e escrevi em maiúsculas: [ATENÇÃO REVISÃO: NINGUÉM MEXE NOS MEUS ‘TEM QUE’. EU NÃO ASSINO TEXTO COM NENHUM ‘TEM DE’. OBRIGADO]. Vendo hoje, no original, achei o estilo um pouco desaforado – mas enfim, é o único jeito de se fazer ouvir pelos esquadrões de extermínio de tem-quês.

 

Depois que a Carla me ligou para falar dos elogios ao prefácio, resolvi reler o texto no livro impresso. E não é que... o meu tem-quezinho virou um tem-dezão? Era realmente o que eu precisava para não me curar da gripe.

 

(Em 99, quando saiu o “Postais por escrito”, eu caí de cama – juro – quando vi que revisora tinha conspurcado – a palavra é esta – meu texto com “mostra-a”, “buscá-lo”, “estivera” e coisas que eu jamais escrevi, ali ou em nenhum lugar.)

 

De modo que só existe um jeito de eu superar esse pequeno atentado: publicar o texto original, com o seu “tem que” intacto.

 

Se você quiser ler, ele está aí embaixo. Se não quiser, não precisa. Já valeu por me emprestar seu ouvido. Muito obrigado. Pronto, agora posso voltar ao lerê.



Escrito por Ricardo Freire às 11h31
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Balaio de Sabores – um prefácio

 

As janelas da matriz paulistana do Carlota estão sempre abertas. Ou quase sempre: se chove, fecham as venezianas; se faz muito frio, abaixam os vidros. É inusitado. Por definição, restaurantes paulistanos não têm janelas – que dirá, abertas.

 

Outro dia, quando o restaurante dobrou de tamanho, tomando conta da casa ao lado, parece que as janelas triplicaram de número. E o lugar ficou ainda mais bonito.  Como pode? Por definição, restaurantes que dobram de espaço ficam mais frios e chatos – e não, como o Carlota, mais charmosos e aconchegantes.

 

A mágica já tinha se realizado alguns anos atrás, quando o Carlota abriu sua filial carioca. Filial? Um outro salão do Carlota original, você poderia pensar. Num momento de distração talvez seja preciso pensar duas vezes para se lembrar de que lado da ponte aérea você está.

 

Peralá. Este é um livro sobre comida. Por que alguém gastaria um terço de um capítulo de apresentação para falar de ambiente?

 

Eu explico. Se existe um restaurante onde a arquitetura, a decoração e o clima são a cara da comida, este lugar é o Carlota. A sensação que você tem ao chegar – um bem-estar que vai além do mero prazer estético – vai se repetir durante toda a sua refeição. Os tijolinhos pintados de branco, os quadros naïfs, as fotos preto-e-branco, as fitinhas do Bonfim, o Crush fixo de Guto Lacaz, o kilim pendurado na parede, os CDs da Putumayo  tudo isso vai se materializar de alguma forma sobre a sua mesa.

 

Nas duas, três horas em que permanecer no restaurante, você vai viajar sem se levantar da cadeira. A comida vai trazer a mesma informação que você já decodificou ao entrar: vai ser moderna sem ser modernosa, sofisticada sem ser formal, inventiva sem ser afetada. Na terceira garfada você já está íntimo de cada prato. Os rótulos deixam de ter importância. Nouvelle, fusion, comfort, haute, slow, cosmpolita, suburbana – a comida do Carlota é para ser chamada de “você”, e pronto.

 

Se o Carlota trabalhasse com delivery, teria que fazer o serviço completo, entregando em casa uma amostra do universo criado por Carla e Nando. “Aqui estão os seus rolinhos vietnamitas – e este kilim é para pendurar naquela parede, por favor”.

 

Tudo isso foi só para poder deixar um conselho. Ao reproduzir as receitas deste livro em casa, não se esqueça de criar as condições para obter o efeito Carlota em sua plenitude. A comida do Carlota pede mesa de madeira, louça e taças amigáveis, luz natural ou indireta, velas, vinhos honestos, Jussara Silveira cantando Caymmi.

           

Ah, sim. E janelas abertas, por favor.



Escrito por Ricardo Freire às 11h30
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Lerê no feriadão

Senhores passageiros: não, não é a desilusão com os índices do Alckmin nas pesquisas que me impede de blogar, não ;-)

 

É que não tá dando tempo, mesmo. Mas quando vocês menos esperarem eu volto.

 

Enquanto isso, pra você não perder... a viagem, sugiro que você passeie por Barcelona com o Arnaldo, por Cingapura com o  Rodrigo, pelo metrô de São Paulo com o Élton, em Nova York com a Léa, no Círio de Belém com o Lafa e por Austrália e Japão com a Marcia.

 

Aliás... tive uma idéia: por que você não anota o seu blog aqui na caixa de comentários? Quando eu sair dessa fase de fechamento de especiais eu quero dar uma geral aí no menu da direita e fazer um blogroll com os blogs dos amigos.



Escrito por Ricardo Freire às 12h03
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Te cuida, Time Out: chegaram os guias Wallpaper

 

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Escrito por Ricardo Freire às 22h20
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Nasceu

Entrou no ar hoje o novo super-hiper-mega-blaster portal de viagem da Abril, o Viaje Aqui, que vai fazer a convergência (ops!) de todos os conteúdos viajandões da editora (Viagem & Turismo, Guia 4 Rodas e National Geographic). Quem está webeditando é a minha querida Bettina Monteiro. Dei uma entradinha agora, passeei um pouco, e já vi duas coisas: (1) dá pra ficar dias inteiros sem sair de lá, de tanta coisa que tem; (2) nem parece que entrou no ar agora; está tudo funcionando direitíssimo. Meus parachoques!

 

Eu também tô lá, com uma coluna semanal na seção de blogs. O primeiro texto se chama A vida que você (pensa que) pediu a Deus e, a exemplo dos próximos, só vai ser publicado .

 

Tem uma turma bacanérrima escrevendo – e, até onde eu pude ver, todos os conteúdos têm acesso livre. Só pra comentar nos blogs é que tem aquela chatice do Passaporte Abril. Dêem uma olhadinha e me contem...

Escrito por Ricardo Freire às 22h16
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Furo: Dorisol Tamandaré/Carneiros

No caminho entre Porto de Galinhas e São Miguel dos Milagres, entrei em Tamandaré, que é a cidade onde fica a Praia dos Carneiros, para ver um pequeno hotel que tinha aberto este ano, o Baía Branca.

 

 

Tamandaré é uma cidadezinha muito mal-enjambrada, mas a praia é lindíssima, certamente a mais azul-bebê de todo o litoral sul pernambucano. As praias centrais ficam apinhadas de gente no fim de semana, mas à medida que você se afasta do centro, a densidade demográfica diminui, e a praia vira um loteamento de casas de veraneio. Se Carneiros, com sua beleza selvagem e sua igrejinha perdida, não estivesse tão perto, certamente Tamandaré seria mais cobiçada do que é.

 

Pois bem. Então eu achei o hotel e pedi para conhecer, não como repórter, mas como passante. (Eu prefiro mil vezes espionar a conhecer oficialmente.) Os funcionários da recepção foram simpaticíssimos, me levaram pelo hotel, me explicaram que os donos eram um australiano e uma brasileira, que o hotel funcionava no esquema all-inclusive, e me deixaram fotografar.

 

 

Achei tudo muito bacaninha, com exceção da decoração dos quartos (um verde com azul bem infeliz) e do restaurante (que tinha cara de refeitório – de uma ótima empresa, mas refeitório). Mas a localização era bárbara, e calculei que Carneiros estivesse a meia hora de caminhada pela praia.

 

Na saída, porém, notei que duas pessoas com ar sério estavam conversando numa mesa do jardim, e uma delas vestia uma camiseta com a inscrição DORISOL TEAM, igualzinha à que eu tinha visto nos dois Dorisol que eu tinha visitado nos dias anteriores (o de Pipa, onde dormi, e o de Porto de Galinhas, que ainda não abriu). Pensei: ih, o pessoal do Dorisol deve estar ali para combinar algum esquema de day-use para hóspedes de Porto ou do Recife.

 

Pois não é que hoje eu entro no Panrotas e leio a notícia: “Dorisol vai ter novo hotel em Nordeste”? Clico e fico sabendo que o hotel já existe, fica “entre as praias de Tamandaré e Carneiros”, mas que “seu nome é segredo”. Não pra vocês, né?

 

A se acreditar no funcionário que me ciceroneou, esta é a Praia da Perua Preta, em Tamandaré

 

Segundo o Panrotas, a reinauguração está prevista para 15 de novembro. Tomara que dê tempo de eles colocarem os quartos no padrão da rede.

Escrito por Ricardo Freire às 23h45
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Prato da semana

 

 

Camarão ensopadinho com chuchu, conforme reinventado por Roberta Sudbrack: o chuchu fica irreconhecível, uma lâmina espertíssima que envolve um camarãozinho tenro, tudo em meio a uma espuma muito bem-vinda ;-)

 

Roberta Sudbrack que, esta semana, levou o prêmio de chef do ano do Rio tanto d'O Globo quanto da Vejinha.

 

Se você não está ligando o nome à pessoa, trata-se da chef do Alvorada na gestão anterior. Pode-se dizer que, ao lado do real, da independência do banco central, da lei de responsabilidade fiscal, dos genéricos e do celular da sua faxineira, Roberta Sudbrack faz parte da herança bendita de FHC.

 

Vai um chuchu nouveau aí?

Escrito por Ricardo Freire às 23h12
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Cachoeira

 

É a mais importante das cidades históricas do Recôncavo, a 120 km de Salvador. Sempre tive curiosidade de ir. A bem da verdade, ainda não fui propriamente. Só passei. Em vez de dormir num hotel de beira de estrada, resolvi dormir numa cidade mais ou menos à beira da estrada (Cachoeira fica a 15 km da BR 101). Impressões rápidas: quem gosta de cidade histórica meio funcionando, meio decrépita, vai adorar. Quem quer ver tudo pintadinho brilhando deve esperar mais uns anos, até ficarem prontas as restaurações que estão sendo feitas pelo fundo Monumenta.

 

É um passeio muito popular entre gringos – principalmente porque do outro lado do rio Paraguaçu, em São Félix, fica a fábrica dos charutos Danemann, a mais famosa do Brasil, aberta à visitação e tudo. Mas não na hora que eu consegui chegar à cidade, evidentemente. Só consegui sair de Maceió às 8h, e ainda perdi uma hora entrando em Aracaju para mandar um CD de fotos pelo Sedex 10 (burrice, né? Podia ter esperado o Correio abrir em Maceió mesmo. Meu sistema começa a dar sinais de pane).

 

Mas como oficialmente ainda não fui a Cachoeira, a parada serviu como uma folheada num guia em 3D. Deu para sentir o clima, tirar umas fotinhos numa caminhada de meia hora e ainda almoçar/jantar uma autêntica maniçoba do Recôncavo.

 

(Digaí, Lafa: a maniçoba é baiana ou paraense? Ela por acaso pegou um Ita no norte e veio no Recôncavo morar? Ou é uma coincidência cozinharem com folha de mandioca na Bahia também?)

 

Como vocês viram na foto, fiquei na Pousada do Convento, que é a prima pobre do interior do Convento do Carmo do Pelourinho. Por 60 reais você tira fotos bonitas, dorme numa caminha com colchão de espuma mole e ainda tem o privilégio de passar uma noite com um aparelho de ar condicionado que veio de Portugal na mesma caravela das primeiras carmelitas.

 

O pit stop valeu para eu ver que, dois pontos: sim!, quero ir a Cachoeira. E já sei como eu quero ir. Nada de bate-volta esbaforido de Salvador. Quero montar base por alguns dias em Cachoeira; fazer passeios pelo rio Paraguaçu; fazer uma peregrinação até Santo Amaro da Purificação para quem sabe conseguir ser agraciado com uma aparição de Dona Canô; ver as locações de Central do Brasil em Cruz das Almas; e depois descer, via Santo Antônio e Nazaré, até Cairu, antes de terminar com dois ou três dias de sol e caminhadas em Boipeba (que ninguém é de ferro).

 

Atualização:

O nosso correspondente em Belém, o Lafayette, abandonou por alguns instantes o Círio só para contar tudo, tudo, tudo sobre a maniçoba aqui na caixa de comentários (e postando de trás para a frente, para a gente poder ler na ordem certa). Não deixe de ler. Obrigadíssimo, Lafa! Mas continuo achando que a maniçoba não apareceu na Bahia (e em Sergipe, onde também parece que é tradicional) de maneira espontânea, não. Uma receita indígena que tivesse vingado em dois lugares tão distantes deveria estar presente também no resto do Brasil...



Escrito por Ricardo Freire às 18h29
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Onde fez uma parada técnica Wally?