TAM tira milhas das tarifas promocionais!

Não sei se os jornais de hoje deram, mas acabo de ler no Panrotas que a TAM reformulou seu sistema de tarifas. Agora quando você faz uma reserva no site, aparecem todas as classes de preços disponíveis (até hoje, o internauta só tinha acesso à tarifa mais em conta). Se você escolher a tarifa "promo" (a mais descontada, que deve competir com a tarifa mais descontada da Gol), esqueça as suas milhas: de hoje em diante, essa passagem vai render apenas 20% dos pontos Fidelidade a que você estava acostumado. A segunda tarifa mais descontada, a "light", vai render 90% das milhas. A tarifa "flex" vai dar 100% das milhas. E as tarifas "max" (cheia) e "top" (supercheia, tipo facada) vão render 20% e 50% a mais de milhas. Cada classe tem também prazos diferentes de emissão e regras próprias para remarcação de bilhetes (como multa, etc.).

 

Simulei agora uma viagem de Cumbica a Porto Alegre dia 15 de dezembro.

 

Na "promo" (20% de milhas) a tarifa está R$ 160 (competindo com a BRA!).

Na "light" (90% de milhas), R$ 210.

Na "flex" (100% de milhas), R$ 410 (mau negócio).

Na "max" (120% de milhas), R$ 620 (cruzes).

Na "top" (150% de milhas), R$ 880 (meu Deus; 400 dólares pra ir a Porto Alegre).

 

(Vou falar baixinho, entre parênteses: tomara que não mexam no sistema de premiação. Se a TAM começar a restringir os assentos-prêmio nos vôos domésticos, vou ficar muito... triste.)



Escrito por Ricardo Freire às 10h02
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Ops...

Não consegui subir as fotos do final do post duplo aí de baixo. O sistema avisa: "Não há mais espaço em sua área". Acho que estourei de novo o meu limite de armazenagem. (O pior é que hoje não vou ter tempo de cuidar disso.) Vocês agüentam uns diazinhos sem fotos?



Escrito por Ricardo Freire às 00h31
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Resorts em janeiro

O Fernando é separado, tem uma filhinha de 4 anos, é gaúcho e colorado mas mora em São Paulo. Ele está feliz da vida com a estréia sensacional anteontem do Alexandre Pato, e está pensando em comemorar o campeonato mundial de clubes levando a filhinha para um resort na segunda quinzena de janeiro. Só que ele ficou assustado com os preços da Praia do Forte e me pede alternativas. (Tá bom, essa parte do Alexandre Pato e do mundial de clubes eu inventei agora.)

 

Só depois de pesquisar é que eu reparei que o Fernando quer passar quatro dias num resort em janeiro. Bom. Eu teria que fazer uma pesquisa adicional, mas acredito que não existam bons pacotes de quatro dias na altíssima temporada, não. Com as diárias dos resorts no pico, o único jeito de as operadoras conseguirem preços encaráveis é fazendo vôos fretados. E vôos fretados só decolam aos sábados e domingos, usando os aviões ociosos das companhias aéreas regulares. (E como eu sempre digo, não vale a pena queimar milhas para ir a resort: quando você compra um pacote, a passagem sai praticamente de graça.)

 

No teu caso, Fernando, o melhor a fazer é pegar o carro e descer a um dos resorts de Angra. Na minha opinião, o mais simpático é também o mais próximo (400 km) de São Paulo, o Hotel do Frade. Em janeiro, as diárias de um quarto duplo com almoço ou jantar começam em R$ 750. A praia do hotel é calminha, a piscina tem uma cachoeira, a estrutura de lazer é bacana (tem um passeio de barco com caça ao tesouro numa ilha próxima). Vocês podem almoçar no bufê do hotel e jantar na pizzaria do condomínio do Frade.

 

Hotel do Frade: praia boa, cascata na piscina e restaurantes no condomínio ao lado do hotel

 

(Continua no post abaixo)



Escrito por Ricardo Freire às 00h11
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Uruguai

 

 

Passei  por esse outdoor ontem e não gostei nadinha. Pode até ser efetivo – mas acho antipático e deselegante. (Sem falar na escolha da roupa de banho dessas pobres crianças. O menino vai tropeçar a qualquer momento nesse macacão. E a menina vai voltar pra Suécia com a barriguinha mais branca do que saiu.)

 

Ao contrário dessa peça publicitária, porém, o Uruguai é uma belezinha, e os uruguaios são de uma simpatia a toda prova.

 

A Carla e a Sílvia vão pra lá agora em janeiro e me pedem dicas. A Sílvia vai a Punta; a Carla vai fazer uma viagem que está nos meus planos há um tempão: fazer Punta, Montevidéu e Colonia, e terminar o périplo em Buenos Aires.

 

Vamolá. Ainda não fui a Punta em janeiro, mas deve ser muito bacana, com astral de verão-no-Mediterrâneo. É recomendável estar de carro, mas é possível se virar de ônibus e táxi. Com crianças, pegue praia no centro mesmo, na Playa Mansa, que é banhada pelas águas do estuário do Prata e por isso é calminha. Mas para curtir a badalação que faz a fama de Punta, acorde tarde (!) e vá mais longe. A Geribá de Punta é a Playa Bikini, em La Barra; o bar de praia do momento é o Buddha Bar (parada 49). O hotel mais tradicional por essas bandas é o Posta del Cangrejo.

Já a Trancoso de Punta fica um pouco mais adiante, em José Ignacio. Quando você for, vale a pena cacifar um almoço no Los Negros, do estrelado chef argentino Francis Mallmann (faça como todo mundo e peça o peixe com legumes na caixa de ferro); é difícil encontrar um restaurante desse nivel em que você pode entrar descalço ;-) Se você não conseguir reserva, passe depois da praia no La Huelle. Os chiques-descolados se hospedam por ali mesmo, na Posada del Faro ou no Hotel Garzon, uma espécie de hotel-butique-fazenda, também do Francis Mallmann (se você está podendo, marque um jantar aqui).

(Continua no post abaixo)



Escrito por Ricardo Freire às 09h51
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Minha amiga Tetê Pacheco me fez duas listas de prazeres de Punta. Uma é genérica, e outra é só de doce de leite.

Lo mejor de Punta by Tetê Pacheco:

1. Pancho com mostarda em qualquer parador

2. Clericot (sangria de vinho branco) em qualquer parador de José Ignacio

3. Pão com nozes da patisserie do La Bourgnone

4. Profiteroles de chocolate do antigo Pan Árabe

5. Choclo na beira da praia

6. Quadrado do Les Delices

7. Croissant com jamon e queso do Les Délices

8. Jugo de durazno com naranja do Les Délices

9. Cortado na Gorleiro

10. Chá no Cumbres de La Ballena

(Parênteses meus: o Cumbres é meu hotel favorito em Punta.)

 

Dulce de leche by Tetê Pacheco:

1. Churros do Manolo

2. Rogel do King Sao

3. Doce de leite tentacion do Freddo

4. Rolito de doce de leite da fazenda La Pataia

5. Doce de leite Los Nietitos – o pote grande

6. Waffle de doce de leite do L' Auberge

7. Flan de doce de leite do Los Negros

8. Panquecas de Doce de Leite do Garzon

9. Doce de leite com nozes do Freddo

10. Arrojado de doce de leite do Les Delices

 

No mais, espero que vocês peguem o mar azul como aparece nas fotos de divulgação, e não cor de doce-de-leite como quando eu fui (no inverno).

 

(Continua no post abaixo)



Escrito por Ricardo Freire às 09h51
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E para terminar: quando eu voltar a Montevidéu eu vou querer ficar no Four Points by Sheraton, porque é central, é novinho, não é caro e está perto do Mercado del Puerto. E fuçaria nos jornais para assistir a alguma apresentação ("recital" ou "toque") de candombe, a batucada uruguaia. (Com sorte, você pode pegar alguma llamada, ou ensaio pré-carnavalesco, na rua.

 

E em Colonia, a cidadezinha colonial portuguesa que é uma espécie de Paraty do Prata (se bem que já me disseram para avisar: "Menos!", "Menos!"), eu tentaria ficar no hotel Plaza Mayor. No mais, faria como a Carla: querendo incluir Montevidéu e Buenos Aires na mesma viagem, Buenos Aires sempre tem que ficar para o fim. (Para quem não sabe: Colonia fica a apenas uma hora de Buenos Aires, de barco rápido.) 



Escrito por Ricardo Freire às 09h51
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O verão das estradas

Está pensando em trocar o avião pela BR nesse verão? Então dê uma olhadinha no último post da filial deste blog no portal Viaje Aqui.



Escrito por Ricardo Freire às 09h50
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Tailândia basiquinha

A Paula e o marido vão a Hong Kong a negócios e querem emendar com 8 ou 10 dias pela Tailândia no fim de março.

Bangkok, por seu tamanho e dificuldade de locomoção, merece quatro dias. Mas considerando que vocês já virão de uma experiência urbana da pesada em Hong Kong, dá para ficar só três dias, concentrando-se nos templos. Três hotéis com boa relação custo x benefício são o tradicional Dusit Thani, o moderninho Metropolitan e o butique-design Luxx.

 

Depois de Bangkok vocês podem escolher entre três experiências distintas. Programem apenas mais uma se vocês forem ficar oito dias (quatro em Bangkok, quatro nesse outro lugar) ou duas se vocês forem ficar 10.

 

Praia: março é o finzinho da estação seca nas praias do mar de Andaman (oceano Índico). Nunca estive por lá, mas pelo que leio (e pelo depoimento de uma amiga que esteve nas duas), Krabi parece ser mais bacana (menos construída, e com mais ecoatividades) do que Phuket. Das duas é possível ir de barco a Phi Phi (a ilha que aparece no filme A Praia). Fiquem três ou quatro dias.

 

Chiang Mai: a capital espiritual da Tailândia, localizada na montanha, cercada por floresta. Também não tive o prazer de conhecer pessoalmente, mas creio ser o equivalente tailandês de Ubud, a cidadezinha mais bacana da Indonésia. Dá para fazer atividades zen ou eco. Fiquem três ou quatro dias.

 

Angkor: a cidade perdida de Angkor, no Camboja, é um dos lugares mais impressionantes da Ásia. No meu caderninho, tem mais estrelas do que as Pirâmides ;-) Fica na cidadezinha de Siem Reap, que é ligada em vôos diretos tanto a Bangkok (pela Bangkok Air) quanto a Hong Kong (pela Siem Reap Airways, do mesmo grupo da Bangkok Air). Fiquem três dias.



Escrito por Ricardo Freire às 11h32
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Sobre a estrada de Cunha

Flávia, também acho muuuito mais bonito ir a Paraty por Cunha. Mas não é muito mais curto nem muito mais rápido não – pela minha experiência, dá mais ou menos no mesmo (eu faço em 3h30 de São Paulo a Paraty indo por Taubaté). Mas eu não enfrentaria aqueles 10 km de terra à noite (já pensou, com aquela neblina que sempre dá na serra?) nem depois ou durante chuva. Mas que (1) o cenário é mais bonito, (2) a estradinha de Cunha até a Dutra é gostosa, e (3) você roda mais tempo em estrada duplicada (porque pega a Dutra até Guará), não há dúvida.

 

Qualquer dia desses, tente descer a Angra por Barra Mansa; a estrada é mais bonita ainda (tem uns trechos de paralelepípedo e vários mirantes sensacionais). Mas da última vez que desci (faz alguns anos) o estado geral do asfalto era lastimável; não sei se a operação Tapa-Buraco buraco-tapou alguma coisa ;-)

Escrito por Ricardo Freire às 09h35
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Dos bastidores

Ah, sim: sexta-feira passada comecei a gravar a minha parte no piloto do Viaje na Viagem televisivo. Aproveitei pra perder o celular no táxi da ida (estou adorando). Quinta-feira tem mais gravação. Se for no estúdio (ainda não está certo; talvez sejam externas novamente) eu vou ter finalmente a oportunidade de ver os depoimentos que vocês gravaram mês passado. Depois eu conto...

Escrito por Ricardo Freire às 21h24
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Nilo para mochileiros

Pra Meilin: não acredito que haja cruzeiros no Nilo especificamente para mochileiros, mas existem tours econômicos vendidos em sites de mochileiros, como o Hostelworld (clique em "tours" e a página com o menu certinho é carregada).

Dando uma olhadinha rápida, achei esse aqui, da Pack2Egypt, de oito dias, que inclui duas noites no Nilo, com trânsfers, trem Cairo-Assuã/Luxor-Cairo, mais as refeições no cruzeiro (não estão incluídos: ingressos e refeições dos outros seis dias), por 375 dólares em quarto duplo, ou 450 dólares em acomodação single. Achei beeeem razoável.

 

Esse outro operador aqui, o Egypt Top View (que eu também achei no Hostelworld) tem tours ainda mais em conta (a partir de 260 dólares), mas todo por terra.

 

Eu normalmente sou alérgico a excursões, mas no Egito o pessoal maltrata taaantooo a gente (pelo menos no Cairo e nas cidades do Nilo, eles sabem que a gente só vai uma vez na vida e não vai voltar mesmo), que é bom ter uma infra de apoio. 

Escrito por Ricardo Freire às 20h43
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À procura da busca perfeita

Senhores passageiros, antes de mais nada queria comentar esse pedido quase unânime de colocar um mecanismo de busca aqui no blog.

 

Até que eu consiga tomar alguma providência, vale a pena transcrever a explicação da querida Léa (postada numa caixa de comentários) sobre como usar o Google pra pesquisar este blog (e qualquer site):

A dica vale para pesquisa em qualquer site específico. Basta colocar na página inicial do Google o termo "site:" com o nome do site na seqüência (melhor sem o www)e depois o termo que se quer buscar. No caso do Viaje na Viagem, é assim:

 

site:viajenaviagem.zip.net (seguido do termo que se quer buscar)

 

Pra busca ser completa, tem que fazer também no arquivo do blog, o Viaje na Viagem 2, assim:

 

site:viajenaviagem2.zip.net (seguido do termo)

Isto posto (credo), preciso dizer que minha capacidade de resolver esse problema é limitada por dois fatores: o meu çaiberanalfabetismo e as ferramentas do Uol Blog. Até onde eu entendi, não existe uma ferramenta para busca intrablóguica que faça parte dos templates do Uol. Eu teria que trazer um sistema de busca externo para o meu template. E aí vocês teriam que me ensinar a fazer isso, que eu não sei (e morro de medo de escangalhar com o blog inteiro no processo).

 

Quer saber? Em ambientes perfeitamente delimitados como um blog eu sou adepto mesmo é de uma velha e boa indexação manual, que já viraria um belo de um menuzinho e resolveria o caso. O problema é que a ferramenta do Uol não fornece o "permalink", o endereço exato de cada post. Eu fiz o menu aí da direita usando o serviço de enviar o post para o meu próprio e-mail e, em seguida, copiando o link. Mas nem sempre dá certo. Não sei se é porque as páginas do meu blog são imensas, mas o fato é que na maioria das vezes o link acerta a página mas erra o post.

 

O que eu não experimentei ainda foi usar a ferramenta de "categorias", que já ajudaria bastante. Bastava que eu criasse uma categoria para cada destino, e pronto: os posts de cada destino apareceriam em bando toda vez que vocês selecionasse a categoria dele no menu. Mas a essas alturas eu teria que ir no arquivo inteiro do blog e, como bem lembrou a Léa, fazer isso também no viajenaviagem2, onde estão os posts dos 11 primeiros meses, incluindo a Volta ao Mundo e boa parte da Expedição Pé-na-areia.

 

E daí tem outro problemita – algumas das dicas mais quentes estão nas caixas de comentários e não têm nada a ver com o assunto do post! (Explica-se: muitas vezes eu não dou o serviço de propósito, porque ainda vai sair numa matéria da Viagem & Turismo ou porque eu tava guardando pro livro da Expedição, que eu nunca escrevi, ou pra atualização do Freire's, que eu nunca fiz. E as dicas das caixas de comentários são off-topic: pediu, levou – às vezes, claro...)

 

Ou seja: a produção deste blog é caótica e perecível e nunca foi feita com o intuito de ser buscada. Pra coisa realmente dar certo, eu teria que me esquematizar para que a parte de serviço do blog fosse mais clara, mais prática e mais indexável.

 

Caramba, alguém ainda está lendo esse bifão?

 

Só mais um pouquinho. O problema de parar tudo e sair "categorizando" (argh) o(s) blog(s) inteiro(s) é que, além de tudo, eu tô muuuuuuuiiiiiitooooo em dúvida se vou continuar aqui no Uol. Não faz o menor sentido eu ter um blog com tanto conteúdo original e não poder colocar um linkzinho patrocinado sequer, e não faturar um centavo que seja com e-commerce. Tô pensando seriamente em ir pro ambiente Blogspot e, além de recomeçar o Viaje na Viagem, transformar o Freire's num blog de praias. Aliás, se alguém entender disso e puder me dar dicas, essa é a hora ;-)

Escrito por Ricardo Freire às 19h51
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Grande Loteria de Perguntas

Senhores passageiros, ontem às 22h45 digitei o ponto final do último especial da série "Verão é 10" da Viagem & Turismo.

 

Foram cinco revistas de 68 páginas que eu fiz com a querida Rita Palon, que ficava de plantão nas madrugadas do outro lado da conexão esperando que eu aprontasse os textos que tinha prometido para ela desenhar páginas lindas.

 

Por ordens médicas ;-) vou ficar afastado do computador até terça de manhã.

 

Mas você pode – deve – usar esse tempo para pedir informações e sugerir temas na caixa de comentários deste post aqui. Como não vou viajar por um tempinho (acho), vou usar ESTA CAIXA DE COMENTÁRIOS como importante fonte de pauta. Aproveite para colocar de novo na roda perguntas que tenham ficado para trás em páginas que foram pro arquivo.

 

Bom feriado pra vocês. Eita, e pra mim também!!!



Escrito por Ricardo Freire às 13h08
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Post novo!!!

Mas é lá na filial deste blog no portal Viaje Aqui. Pra ir lá, é só clicar aqui.



Escrito por Ricardo Freire às 13h06
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Acertou...

... quem respondeu que Wally esteve no Little World, um museu particular de maquetes que abriu em Cotia. O idealizador e dono é o melhor maquetista do Brasil, Ademir Fogassa. As maquetes são lindas – em especial, as que reconstituem as Sete Maravilhas do Mundo Antigo. As instalações do museu é que são meio assim-assim. Trata-se de um galpão ao lado da estrada sem isolamento acústico, e a iluminação está mais para estande de lançamento imobiliário do que para museu; a qualidade das peças merecia mais. Mas se você combinar uma paradinha ali com uma visita ao templo budista Zu Lai, que fica pertinho, vale a viagem.

Escrito por Ricardo Freire às 09h37
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Onde esteve Wally?



Escrito por Ricardo Freire às 00h58
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Vê, estão voltando as flores

 

ClimaRiq, o mais cricri dos institutos de meteorologia, informa: daqui a um ano, na primavera de 2007, você já terá esquecido que a primavera de 2006 foi fria e embaçada – do mesmo jeito que você já esqueceu que a primavera do ano passado, e a do ano retrasado, e a maioria das outras, também foram.

 

Volto a insistir: as estações do ano no Sudeste não são essas que entraram para a língua portuguesa em Portugal, naquele aprazível canto da Europa onde essas estações existem verdadeiramente e são, de fato, quatro.

 

Por aqui só temos duas (a seca e a chuvosa); quem sabe, três (a seca, a chuvosa sem calor e a chuvosa com calor). E para que algum dia a gente possa reconhecer as estações pelo que elas são e ter as expectativas corretas sobre o que cada uma delas nos reserva, aqui vai uma primeira sugestão para um batismo honesto das ditas-cujas.

 

 

ClimaRiq adverte: as estações do ano do Sudeste são três. A saber: Secura, Embaço e Bafo.

 

Secura – a mais aprazível das estações. Começa em abril (às vezes, um pouco antes) e vai até agosto (às vezes, um pouco depois). Caracteriza-se por dias ensoladados e secos, com temperaturas que chegam a 28 graus, e noites agradabilíssimas, em que dá para dormir de coberta. De vez em quando esse tempo perfeito (ou nem tão perfeito assim, para os asmáticos e alérgicos à poluição) é atrapalhado por um frentes frias passageiras (doravante conhecidas oficialmente como friagens) que trazem chuvas e declínio abrupto de temperatura, mas nunca duram o suficiente para as lojas desovarem a coleção de inverno.

 

Embaço – estação que começa em setembro/outubro e que se caracteriza por tempo instável e temperatura média diurna mais baixa do que a temperatura média diurna da secura. A umidade aumenta, as chuvas voltam. Não é uma má estação. Mas ocorre que, depois de vários meses em que todo mundo queria frio mas só aparecia calor, de repente todo mundo passa a querer calor, mas só aparece tempo embaçado.

 

Bafo – a mais celebrada das estações do ano. Começa em dezembro e vai até março. As temperaturas aumentam tanto de dia quanto à noite. É uma espécie de verão amazônico, só que interrompido por mais frentes frias do que no meio do ano.

 

Pronto, falei.



Escrito por Ricardo Freire às 07h39
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And the BOBs go to...

Senhores passageiros, acabou de sair o resultado do The BOBs, o prêmio da Deutsche Welle ao qual o Viaje na Viagem estava concorrendo, na categoria Melhor Blog em Português. Cada categoria tem dois prêmios: o prêmio do júri e o prêmio do público.

 

No prêmio do júri, o grande vencedor do ano é o americano Sunlight Foundation, que quer informar o eleitor sobre o que se passa no Congresso lá da gringolândia.

 

Ainda para o júri, o blog do ano em português é o Apocalipse Motorizado, que protesta contra a ditadura dos carros e reclama melhores condições para os ciclistas na cidade de São Paulo. É bem bacana.

 

Apesar dos esforços de muita gente aí que quase estragou a tecla "enter" de tanto votar, o vencedor brasileiro na votação do público foram as Garotas Que Dizem Ni. Parabéns, Garotas!!!

 

Mais uma vez, obrigadíssimo, pessoal. Como eu já tinha falado, eu só não queria chegar em último ;-) Segundo lugar foi bom demais. (Aliás, se alguém puder me ensinar como eu faço pra pegar o logotipo do The Bobs e botar aqui no template, eu agradeço....)

 

E olha que bacana: o Brasil levou dois prêmios do público em categorias mundiais: o Blog do Tas, como melhor blog corporativo, e o Blog da Alcinéa Cavalcante (aquele que o Sarney foi à Justiça para censurar) na categoria Repórteres sem Fronteiras.

 

Para ver todos os vencedores, clique aqui.

 

Parabéns aos premiados, e muuuuuuiiiiiitoooooooo oooooobriiiiigaaaadoooo a todos vocês, pelos votos e pelos comentários carinhosos.



Escrito por Ricardo Freire às 14h42
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Recordar é blogar

Micos do tempo em que eu ainda usava cabelo, no novo post da filial deste blog no portal Viaje Aqui. É só clicar.



Escrito por Ricardo Freire às 12h08
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Nasce um hit

 

 

Dos mesmos realizadores de “O Soufflé de Goiabada com Calda de Catupiry” e “O Petit-Gâteau de Doce de Leite”, já está em cartaz: “O Abacate Brûlé”. Não percam!

 

 



Escrito por Ricardo Freire às 06h56
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Pra você que diz que eu só dou dica cara ;-)

 

 

Link: NY Habitat

 

 

Link: Haere Mai

 



Escrito por Ricardo Freire às 10h32
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Do diário de um pamonha cibernético

Será que o trio elétrico que vende morangos de Atibaia não se dá conta de que está impedindo meia humanidade de gravar podcasts em seus laptops enquanto berra suas ofertas lá embaixo?

Escrito por Ricardo Freire às 10h26
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Férias seguras

 

Banana boat em Coroa Vermelha, Porto Seguro

 

Vocês leram sobre o menino que morreu decapitado depois da manobra final de um banana-boat em Porto Seguro? Nunca pensei que esse brinquedo oferecesse perigo.

 

Por outro lado, há muitos anos sou apavorado, paranóico e histérico com relação aos passeios "com emoção" dos bugueiros nas dunas do Rio Grande do Norte e do Ceará.

 

Entendo que todos esses brinquedos radicais que emulam os de parque de diversões deveriam passar pelos mesmos procedimentos de avaliação e fiscalização dos parques de diversões. Não é porque o bugueiro não se chama Sr. Hopi Hari que os passageiros não precisam estar devidamente seguros.

 

Existe uma ONG dedicada a isso. É a fundação Férias Vivas. Vale a pena dar uma olhada no site.

 

P.S.: Tem respostas a várias perguntas na caixa de comentários do post aí de baixo...



Escrito por Ricardo Freire às 16h44
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Vai, Brasil...

Lembra quando usaram o meu, o seu, o nosso dinheiro para fazer uma megacampanha publicitária, estrelada pela mega Cláudia Rodrigues (adoooro), de um megaportal com megaofertas de viagem, o Vai Brasil, que ia finalmente fazer deslanchar o turismo doméstico na baixa temporada e fazer as classes C e D viajarem como nunca?

 

Pois bem. Aquilo foi em julho. Eu estava há tempos para voltar ao portal para ver se a coisa tinha tomado corpo – ou, pelo menos, se a minha croniqueta da Época tinha ido parar no clipping de alguém com poder de trocar "Mata de São João" (o nome do município) por "Praia do Forte" e "Costa do Sauípe" (os nomes comerciais) no menu de busca.

 

O problema parece ter sido sanado: não há mais Mata de São João no menu da Bahia. Mas também não tem Praia do Forte nem Sauípe. Aliás, o menu da Bahia só tem Salvador, Ilhéus, Itacaré, Lençóis e Porto Seguro. (No Freire's eu listo mais de 20 destinos baianos, só na praia).

 

E quanto às ofertas, se você clica em Porto de Galinhas, para saídas de São Paulo, acha um pacote de cinco dias por R$ 1.023 e outro de três dias por R$ 943. Só para efeito de comparação, o caderno Viagem do Estadão de hoje tem anúncios de pacotes de oito dias por R$ 998.

 

 

O dinheiro da campanha da Marinete (de novo: nada contra a atriz!) faz muita, muita falta na divulgação do Brasil no exterior. Mas propaganda no exterior não faz demagogia com o eleitor... nem faz circular dinheiros por agências de publicidade brasileiras... às vésperas da campanha eleitoral...



Escrito por Ricardo Freire às 10h47
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Campanha

Como vocês sabem, eu ando meio ausente porque estou terminando a série de especiais "Verão é 10" da Viagem & Turismo. (Pra todo mundo que me cobra a atualização do Freire's de papel: essa série é praticamente um Freire's em fascículos; tem Rio, Bahia, Santa Catarina, Ceará e Pernambuco/Alagoas).

Por estar tão encalacrado eu só vi agorinha os posts de ontem da querida Rosana Hermann pedindo votos pro Viaje na Viagem no BOBs. Fiquei emocionado.

 

Agora, falando s-é-r-i-o: não precisa, pessoal. O Viaje já tem muitísssimos mais votos do que leitores! Nenhum prêmio jamais será maior do que essa demonstração de carinho de vocês. Valeuzão. Mas agora PAREM COM ISSO, SEUS MALUCOS ;-)

Escrito por Ricardo Freire às 10h45
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De carona

Fui lá no Rodrigo ler o excepcional post-resumo sobre a situação do controle de tráfego aéreo (tudo subsidiado por links interessantíssimos) e acabei descobrindo outro post super-hiper-mega-informativo sobre as novidades no departamento companhias aéreas. Não resisti e fiz transformei num boletinzinho. Mas dei o crédito, viu, Rodrigo? Brigadão!

 



Escrito por Ricardo Freire às 21h13
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Se você mora num lugar que adota o horário de verão...

... bem-vindo ao fuso horário de Fernando de Noronha!

 

 

 

 



Escrito por Ricardo Freire às 14h50
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No meu relógio ou no seu?

Uma croniqueta antiguinha, publicada na Época no finzinho de outubro de 2003 a.B. (antes do blog).

 

Pronto: começou a Semana do Bocejo. Desde domingo, dia 19, o horário de verão está fazendo brasileiros de 9 Estados e do Distrito Federal acordarem uma hora mais cedo. Durante uma semana temos uma desculpa em comum -- além do trânsito -- para chegar atrasados ao trabalho.

 

Você se lembra do seu primeiro horário de verão? O meu foi um susto. Eu estava mochilando pela Europa, e li por acaso uma notícia de pé de página que avisava para adiantar meu relógio em uma hora às 11 da noite. Achei que fosse uma pegadinha. A descoberta de que o tempo é uma mera abstração que pode ser regulamentada pelo governo é algo que me choca até hoje.

 

A China, por exemplo, apesar de se espalhar por um território em que cabem quatro ou cinco fusos horários, impõe a hora de Pequim a todo o país. Por culpa da burocracia central, o sol do Oeste chinês só nasce às 9 horas da manhã, mesmo no verão.

 

Já nas Ilhas Maldivas quem manda no tempo é a iniciativa privada. Alguns hotéis, insatisfeitos com o horário do expediente do sol nos trópicos -- das 6 da manhã às 6 da tarde, 365 dias por ano -- resolveram adiantar seus relógios em duas horas. Com o sol nascendo às 8 da manhã e se pondo às 8 da noite, os hóspedes voltam para casa mais descansados e mais bronzeados.

 

O horário mais certo do mundo, porém, é o da Tanzânia. Lá o dia não começa à meia-noite, e sim ao amanhecer. Quando no seu relógio de turista são 6 da manhã, o relógio tanzaniano marca 0h. O meio-dia cai às 6h, o anoitecer às 12h, e você vai para a cama às 18h. É muito mais saudável.

 

No Brasil, o horário de verão traz à tona uma diferença inconciliável entre o Norte e o Sul. Enquanto nós aqui embaixo agradecemos cada minuto extra de luz solar em nossas tardes, nortistas e nordestinos se recusam terminantemente a achar graça nesse esquema. A queixa dos nortistas é compreensível, mas a dos nordestinos é no mínimo discutível.

 

Eu sei que a reputação desta coluna não vale xongas, mas existe uma verdade que alguém precisa dizer: o horário de boa parte dos Estados do Nordeste -- pelo menos de Alagoas ao Rio Grande do Norte -- está errado o ano inteiro. Em nenhuma outra zona tropical do mundo o sol nasce às 5 da manhã e se põe às 5 da tarde. O horário de verão só faria ajustar o relógio do pulso ao relógio solar: das 6 às 6. Se Campo Grande está num fuso diferente de São Paulo, como se explica que o Recife esteja no mesmo fuso de Belém? Um turista que acorde às 8 da manhã em Natal já perdeu três horas de sol. Às duas e pouco da tarde, prédios, coqueiros e falésias já colocaram boa parte do litoral nordestino na sombra. (Enquanto isso, em Santa Catarina, você pode marcar compromissos para as 8 "da tarde".)

 

Mas a luz que o nordestino valoriza não é a do fim de tarde: é a da manhã. O sol alto é o melhor despertador que existe. Enquanto nós aqui embaixo estamos rolando na cama, o Brasil lá de cima já está firme e forte trabalhando. Por isso ainda vai demorar para o Nordeste resolver adotar o horário de verão. Vai ser preciso uma nova geração, que nasça com essa leseira matinal dos sudestinos, e com essa vontade arretada dos sulistas de ficar até mais tarde na praia...



Escrito por Ricardo Freire às 14h48
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O primeiro albergue a gente nunca esquece

Acho que já contei essa história por aqui. Mas se você perdeu, está lá na filial do Viaje na Viagem no portal Viaje Aqui. É só clicar. Acho até que já dá pra comentar sem Passaporte Abril.



Escrito por Ricardo Freire às 10h49
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Nas bancas – e nos balaios

 

 

À esquerda, a edição de novembro da Viagem & Turismo. Participei da matéria de capa, fazendo o perfil de três das onze praias preferidas dos leitores: Porto de Galinhas (hexacampeã), Pipa (terceiro lugar) e Canoa Quebrada (sétima colocada). Fiquei orgulhoso com o resultado: consegui fazer um texto não-contaminado pelas minhas ranzinzices pessoais com relação a Porto e, ainda assim, 100% honesto. Não é fácil não, pípol.

 

(Ops! Acabo de descobrir que a matéria está no ar. Para ler, clique aqui.)

 

Enquanto isso, lá na 52ª. Feira do Livro – um evento que está para Porto Alegre assim como o Carnaval está para Salvador –, a queridíssima Cássia (minha melhor amiga de infância virtual) achou um Freire's dando sopa num balaio por 6 pila. (Pila é a moeda corrente no Rio Grande e, a exemplo do finado Deutschemark, não tem plural.) Chama o Procon! 6 reais num Freire's desatualizadíssimo é um roubo!



Escrito por Ricardo Freire às 10h48
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Aeroportos

Minha crônica no Guia do Estãdão de hoje. Foi escrita antes do chilique do post imediatamente abaixo ;-)

 

Esta não é a primeira vez que eu cumprimento você pela inteligência de decidir ficar em São Paulo num feriadão – ou pela sorte de não poder fazer ponte (tanto faz). A cidade fica tão gostosa assim, vazia, que às vezes eu tenho vontade de me hospedar num hotel, só para não desperdiçar esses dias parado em casa.

 

Neste feriadão, porém, arranjamos um motivo a mais para nos vangloriarmos por ter ficado na cidade. É que nem você nem eu (nem nossos entes queridos) fomos obrigados a passar um naco do feriado nos campos de refugiados dos saguões de Congonhas e Cumbica. Você tem idéia do quanto aquele pessoal pagou para dormir sentado no chão frio e com a cabeça na mochila?

 

Não que em tempos de paz – ou sem operação-padrão de controladores de vôo – a situação seja lá muito melhor. Pegar avião à noite em véspera de feriado em São Paulo é participarde uma espécie de reality show baseado no dia do juízo final. Nesse dia – a véspera de feriado em que vamos pegar avião à noite – todas as reuniões atrasam, todos os compromissos se encavalam, todos os enganos são cometidos. Num desses dias, fui esbaforido até Cumbica, enquanto a outra metade da família achou que o vôo saía de Congonhas. Yo no creo en Murphy, pero que lo hay, lo hay.

 

Operação-tartaruga de controladores de vôo à parte, sempre achei errada essa idéia de a cidade ter dois aeroportos praticamente com a mesma importância. Quando a coisa aperta, não temos nenhum. Remenda-se Congonhas às custas do abandono de Cumbica. Por quê? Em Cumbica, pelo menos, os aviões conseguem descer. Em Congonhas, na hora do rush, os aviões ficam dando voltas ao léu até poderem aterrissar – mais ou menos como você e o seu carro num shopping qualquer na semana do Natal.

 

Ninguém me dissuade da idéia de que tudo o que se investe em Congonhas renderia muito mais em Cumbica. Principalmente se viesse acompanhado de um belo trem expresso – que é a única (única!) forma civilizada de se chegar a um aeroporto.

 

Mas sei que sou a minoria das minorias. O paulistano ama Congonhas. Não importa que os vôos atrasem para sair ou para chegar. Ou que as reformas tenham tirado o charme do lugar. O paulistano quer chegar por Congonhas. Sair por Congonhas. Se pudesse, o paulistano morava em Congonhas. Bem: durante essa operação-padrão, muita gente deve ter matado essa vontade.

Escrito por Ricardo Freire às 09h43
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Apagão aéreo

O aspecto mais chocante do caos na aviação brasileira é saber que a operação-padrão não é uma operação-tartaruga como aquelas odiosas demonstrações que de vez em quando são promovidas pelos funcionários da imigração. A se confirmar a notícia de que a operação-padrão nada mais é do que a condução do controle de tráfego aéreo como deveria ser, é de espantar que um acidente como o da Gol não tenha acontecido antes.

 

Enquanto os controladores de vôo continuavam poucos e mal-pagos, a minha, a sua, a nossa taxa de embarque foi usada para construir aeroportos fa-ra-ô-ni-cos Brasil afora, e para reformar aeroportos que deveriam ser menos, e não mais, utilizados, como Santos Dumont e Congonhas.

 

Alguns desses aeroportos faraônicos, que têm controladores de vôo poucos e mal pagos, ganharam vistosos viadutos de acesso, que tampouco são obras baratas. Cada um dos aeroportos novos foi saudado por campanhas publicitárias caras e slogans inúteis ("O Brasil pronto para crescer", coisas assim), enquanto a verba para contratação de novos controladores era "contingenciada".

 

Fachada, propaganda ufanista, mentira. Fachada, propaganda ufanista, mentira. Fachada, propaganda ufanista, mentira. Para mim isso não é localizado nos aeroportos, não. É um estilo de trabalho. "Nunca nesse país". Apertem os cintos, pois sim.



Escrito por Ricardo Freire às 14h48
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P.S.

Depois do feriado eu respondo as perguntas pendentes, falou? (Estou terminando os especiais de verão da Viagem & Turismo.)

Escrito por Ricardo Freire às 14h41
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